À excepção de fenómenos estrondosos como o sucesso do vídeo de Susan Boyle que poderia ter ganho qualquer coisa como 500 mil dólares só à conta da sua interpretação no concurso televisivo britânico “Britain’s Got Talent” que superou as 100 milhões de visualizações, é bastante raro que um vídeo de música de um desconhecido supere a fasquia do um milhão de views no YouTube.
Mesmo assim, pode ser que um dia vejamos uma banda independente e sem contrato com uma editora discográfica a ganha milhares de dólares em publicidade graças ao seu vídeo viral no YouTube. Isto porque o site de partilha de vídeos do Google anunciou esta semana o alargamento do seu Programa de Parcerias ao comum dos mortais.
O que isto quer dizer é que se qualquer utilizador comum que fizer o upload do seu vídeo doméstico e se este se vier a revelar um êxito fenomenal, o YouTube poderá convidá-lo a monetizar este vídeo através da inclusão de publicidade, recebendo o utilizador em troca uma percentagem das receitas publicitárias sob a forma de royalties na sua conta Google AdSense no final de cada mês. Caso o utilizador não concorde com o acordo, o vídeo continuará à mesma disponível no site.
Na verdade, esta é apenas uma nova fase do YouTube Partnership Program que teve início em Maio de 2007. O grande problema deste programa era que até agora o processo de validação e de inscrição era tão complicado que desencorajava quase todos os potenciais interessados. Em particular, era necessário que o uploader tivesse vários vídeos com uma quantidade razoável de tráfego. Agora, a equipa responsável pelo site resolveu abrir as comportas – mas apenas um pouco.
Isto porque a subsidiária do Google não revela qual o patamar mínimo de views necessários para que o vídeo de um utilizador seja elegível. “De modo a determinar se um determinado vídeo pode ser monetizado temos em conta factores como o número de views, o grau de virabilidade do vídeo e o cumprimento com os Termos de Serviço do YouTube,” limitou-se a explicar o product manager da companhia Shenaz Zack.
Por último, esta nova vertente do Programa de Parcerias só se encontra ainda disponível nos Estados Unidos. No entanto, a empresa garantiu que espera alargar o esquema a nível internacional num futuro próximo.
Já agora, por falar em vídeos virais: sabiam que o efeito viral do vídeo da dança do casamento de Jill Peterson com Kevin Herz ao som de “Forever” de Chris Brown não passou de uma manobra da Sony para reabilitar a carreira do cantor de R&B? podem encontrar as provas aqui e aqui. Pois é, a aldrabar também é muito fácil chegar aos 22 milhões de views…
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YouTube: monetizar é a palavra de ordem http://tinyurl.com/np6ahq
YouTube: monetizar é a palavra de ordem http://migre.me/5Zw9
A entrada estrondosa no casamento era tudo feito pela Sony (parte final) http://bit.ly/rD7sp
A Sony soube aproveitar MUITO bem esse video do casamento. Parece q alguns já começam a aprender.
E mesmo não aprovando os comportamentos do cantor, tenho de admitir que a música é bem fixe.
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