Eu sei que o que está agora na moda é o Twitter e que o FriendFeed é apenas o “amigo” nerd e geek que praticamente ninguém utiliza. Mas a cada dia que passa mais me convenço de que esta rede social e o seu modelo de lifestreaming em tempo real será a Web do futuro e que o Twitter – cujo ritmo de crescimento já começou a decair – tenderá a mirrar.
Mais do que o Twitter, o FriendFeed tornou-se para mim numa espécie de plataforma de blogging em tempo real e “balão de ensaios”/esboço das histórias e notícias que desenvolvo com maior profundidade aqui, como aliás podem constatar na coluna à direita. Para já, porque funciona como um grande aglutinador de conversas, o que faz com que ninguém perca o fio à meada como acontece inúmeras vezes no Twitter, não obstante a ajuda das hashtags.
Depois, porque dá para agregar as marcas e conteúdos que vamos deixando noutros serviços espalhados pela Web fora, entre os quais o site social de marcadores Delicious, Last.fm, Google Reader e o próprio Twitter. Por último, na medida em que não estou limitado a uns míseros 140 caracteres posso desenvolver ideias e frases completas que me surgem à cabeça de um momento para o outro. As potencialidades são realmente incríveis, em especial para bloggers, jornalistas ou mesmo escritores.

E ontem a equipa por detrás do FriendFeed lançou mais uma funcionalidade bastante interessante não só para organizações que pretendem colaborar à distância mas também para utilizadores individuais: a partilha de ficheiros para os utilizadores que assinam o nosso feed. Para além de PDFs, ficheiros de texto ou imagens, o serviço também permite anexar MP3s aos nossos posts a partir do interface Web ou via email através do endereço share@friendfeed.com.
É claro que o Twitter também permite escutar música nova, mas a verdade é que não existe forma de fazer o upload directo de ficheiros áudio de modo a que os nossos subscritores os possam descarregar. Por outro lado, é também possível partilhar a música apenas com um grupo privado de amigos.
O grande inconveniente é que apenas podemos disponibilizar um máximo de três MP3s ao dia, conforme Bret Taylor, o co-fundador do FriendFeed, afirmou ao TechCrunch. Futuramente, será também possível adicionar ficheiros M4A em formato AAC. O que não é possível é partilhar ficheiros de vídeo.
Embora três MP3 por dia não seja de facto um limite capaz de satisfazer as necessidades de um partilhador, sempre é uma forma mais fácil de partilhar música com os amigos do que andar à procura no Blip.fm de músicas que temos no nosso disco rígido só para publicá-las no FriendFeed.
Experimentem ligar-se ao FriendFeed e à sua corrente de dados em tempo real que não se irão arrepender. Podem encontrar-me em friendfeed.com/remixtures. Aliás, nos últimos tempos tenho passado mais tempo por lá do que no Remixtures.com propriamente dito
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Partilha de ficheiros: mais uma prova de que o FriendFeed bate o Twitter aos pontos http://tinyurl.com/mmsf2d
Better than Twitter, says Miguel Caetano http://bit.ly/45lnW
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