Portishead sem contrato pedem ajuda aos fãs

by Miguel Caetano on 17 de Fevereiro de 2009

Portishead ao vivo O terceiro álbum dos britânicos Portishead foi o primeiro registo de originais da banda no período de uma década. Apesar do disco ter sido lançado pela Island Records, uma subsidiária da Universal Music Group, mesmo assim a estratégia promocional de lançamento foi menos convencional do que se esperava da parte de uma banda aversa a dar música grátis. Para além de Third ter sido lançado em ante-estreia via streaming na Last.fm, o disco foi também alvo de uma box set em edição especial de luxo Vinil + MP3 de 320 Kbps incluídos numa pen drive USB de 1 GB.

Embora os dados de que dispomos sejam parciais, tudo indica que a estratégia até não correu mal: apesar do disco não ter recolhido nem de perto nem de longe o mesmo grau de popularidade que In Rainbows dos Radiohead junto dos utilizadores de sites de torrents, a edição em vinil acabou por entrar no Top 5 dos discos mais vendidos em vinil nos EUA em 2008.Ontem, Geoff Barrow publicou na página dos Portishead no MySpace um post anunciando que o contrato da banda com a Island chegou ao fim e que a partir de agora o grupo está livre para seguir o seu próprio caminho. O mais interessante da entrada é que os Portishead decidiram pedir a opinião aos seus fãs em relação ao rumo que a banda deverá traçar: “Se tiverem quaisquer ideias brilhantes a respeito do modo como devemos vender a nossa música no futuro digam-nos qualquer coisa.”

Mas notem que Barrow usou directamente a expressão “vender a nossa música.” É que como ele próprio acrescenta no final tudo indica que ainda não será desta que os Portishead irão oferecer música de borla ao pessoal. A razão desta recusa é muito simples: “it fukin takes ages to write and we have to heat our swimming pools…..!!!”

Embora o músico estivesse certamente a ser irónico quando escreveu isso, a verdade é que esta já não é a primeira vez que a banda manifesta o seu desagrado em relação à ideia de seguir um modelo semelhante ao dos Radiohead ou dos Nine Inch Nails de Trent Reznor. Os fãs da banda é que parece que não se conformam com esta atitude e estão a tentar demonstrar por a mais b que eles devem aderir à música grátis. Será que eles vão dar o braço a torcer? E vocês, o que é que acham que seria a melhor decisão para os Portishead, tendo em conta a sua carreira e o seu perfil artístico?

(foto de Jeezny segundo licença CC-BY-NC-SA 2.0)

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{ 4 comments }

1 remixtures 18 de Fevereiro de 2009 às 0:05

POST: Portishead sem contrato pedem ajuda aos fãs http://tinyurl.com/asnabq

2 remixtures 18 de Fevereiro de 2009 às 1:05

POST: Portishead sem contrato pedem ajuda aos fãs http://tinyurl.com/asnabq

3 BrainDance 18 de Fevereiro de 2009 às 3:39

Olhando para o volte face ocorrido na carreira dos NIN, que após oferecerem música editada sob licenças CC viram as suas vendas voltar a disparar e conseguiram criar "buzz" nos "media" sobretudo nos "new media", ao ponto de o Trent Reznor equacionar por um ponto final no projecto, 'saindo' pela porta grande, e isto depois de qualquer dos últimos álbuns, musicalmente, ter ficado uns pontos aquém do melhor que fizeram, eu acredito que se os Portishead seguissem uma estratégia semelhante os resultados cresceriam de uma forma exponencial, não só pela qualidade a que nos habituaram, mas também pela gestão de tempo que fazem e por último porque a base de fãs é consideravelmente maior.

4 ArmPauloFerreira 18 de Fevereiro de 2009 às 11:46

Eu penso que os Portishead não têm que dar a música que fazem. Podem sim oferecer um rebuçado: oferecer um tema gratuitamente (como imensos artistas fazem desde Coldplay a Bruce Springsteen ou Klepht). Essa faixa teria a missão de chegar a vastas audiências e por arrasto fazer descobrir o resto do álbum, comprando-o obviamente.
Originava buzz e mantinha o hype acerca de um novo registo.

Não sou apologista de disponibilizar faixas editáveis no GarageBand como fez o Trent Reznor várias vezes. Mas se a banda quer se rodear de fãs, e de escutar a versão dos fãs perante o seu som, também poderiam usar esta forma mais complexa de dar música.

Contudo como fã de longa data, mal eles lancem novo registo vou a correr comprar (seja, CD ou DVD… lá vai ele!)
http://armpauloferreira.blogspot.com/2008/03/port

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