
Nos Estados Unidos, a instigação do medo e as mentiras da RIAA em relação aos malefícios da partilha de ficheiros parecem estar a surtir efeito, mesmo tendo em conta a enorme disponibilidade de ficheiros de áudio ilegais na Internet.
Segundo um estudo recente da NPD Group, a maioria dos miúdos norte-americanos entre os nove e os 14 anos já se habituou a pagar pelos descarregamentos de música.
Dos inquiridos pela empresa de análise de mercado, 49 por cento afirmaram recorrer à loja online do iTunes para obter as músicas que ouvem. A segunda fonte mais popular de música digital foi o LimeWire, com 26 por cento, ficando-se o MySpace pela terceira posição.
O que para nós, portugueses e europeus, parece ser algo absolutamente inacreditável – a preferência dos pré-adolescentes pelo serviço legal de downloads pagos da Apple face à oferta completamente grátis e vastíssima de uma aplicação de partilha de ficheiros como o LimeWire – é, contudo, um motivo de admoestação por parte dos analistas do NPD Group, que não deixam de apontar o dedo por um comportamento tão “reprovável” aos pais dessas crianças. Nas palavras de Russ Crupnick:
É algo encorajador constatar que muitos jovens consumidores estão a adquirir música digital de uma forma legal – pagando por ela. Por outro lado, o facto de serem tão pouco orientados é muito surpreendente. A indústria da música pensava que os processos e a educação poderia incentivar os pais a manterem debaixo de olho as actividades dos seus filhos relacionadas com a música digital mas a verdade é que muitas crianças continuam a partilhar música via P2P.
Porém, talvez seja melhor não levar estes dados demasiado a sério. Se é verdade que o iTunes oferece uma simplicidade de utilização acrescida e conta com um grande bónus que é a integração total com o leitor de música digital mais vendido do mundo, o iPod, é difícil acreditar que os pais desses miúdos – norte-americanos entre os 20 e os 30 anos de idades – estejam dispostos a ceder o seu cartão de crédito aos seus filhos para que eles paguem por algo que eles estavam habituados a obter de borla.
Afinal de contas, estes são os mesmos adolescentes de 1999-2000 que começaram a partilhar as suas discotecas de música entre si através do Napster, como nota muito bem a Slyck.
Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-SA 2.0 e pertence a chillum.
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axo que esse estudo esta aldrabado! cada vez mais cedo os miúdos dedicam horas e horas em frente aos pc´s a navegar pela Internet..portanto cada vez mais cedo se apercebem como obter software de forma ilegal e rápida e como disses.. os 1º utilizadores do grande Napster a fornecerem o cartão de credito aos filhos para comprar musica quando podem “sacar” de borla..hummm não me parece..