Tribunal francês volta a absolver partilhadorPublicado 3 Jul 08
Há tempos dei aqui conta de uma decisão de 22 de Maio do tribunal de recurso de Rennes que anulava uma sentença anterior de um tribunal de primeira instância que condenou um utilizador de redes de partilha de ficheiros ao pagamento de mil euros de multa e de 2590 euros de indemnização por ter partilhado cerca de três mil músicas no formato MP3 através do Limewire. A condenação resultara de uma queixa instaurada em 2005 pela SACEM, uma sociedade de cobrança de direitos de autor em nome dos artistas, compositores e editores de música.
Segundo o tribunal, o processo utilizado pelos investigadores contratados pela SACEM para demonstrar que esse internauta tinha de facto violado os direitos de autor atentou contra os seus direitos e garantias das liberdades individuais previstas pela lei na medida em que a recolha dos dados pessoais não tinha sido autorizada pela CNIL, a Comissão Nacional de Informática e das Liberdades.
Um mês depois, o mesmo tribunal de recurso de Rennes voltou a deitar um balde de água fria para cima dos detentores de direitos franceses com uma decisão datada de 23 de Junho em que absolve outro partilhador que tinha sido acusado de partilhar cerca de 23 mil ficheiros de música e de ter na sua posse DVDs e CDs contendo ficheiros DIVX e MP3 de vídeos e músicas que não lhe pertenciam. A queixa foi instaurada no mesmo ano de 2005 mas desta feita pela SCPP, a associação representante das editoras discográficas independentes francesas.
Para além de sticks USB, DVDs e CDs foram-lhe também apreendidos quatro discos externos. Este segundo partilhador tinha sido condenado a três meses de prisão a 8 de Março de 2007 mas de ...
Virgin Media dá bronca e ameaça cortar ligação à Internet de 800 partilhadoresPublicado 3 Jul 08

Foi há pouco menos de um mês que o ISP britânico Virgin Media e a British Phonographic Industry (BPI) deram as mãos para uma campanha "pedagógica" contra a partilha ilegal de música envolvendo o envio de cartas em nome de ambas as partas alertando os clientes da Virgin apanhados em falso dos para as eventuais consequências dos seus actos.
Na altura e apesar das pressões da BPI nesse sentido, o fornecedor de acesso à Internet garantiu que as cartas não faziam parte de uma nova política de "resposta gradual" semelhante à lei francesa "Criação e Internet" ainda por aprovar com vista à suspensão ou mesmo corte da ligação dos seus clientes.
Mas não obstante estas promessas, a Virgin já começou a ameaçar os seus clientes com o corte das suas ligações. De acordo com a BBC, até ao momento foram enviadas 800 cartas com a mensagem "Importante: Se não ler isto, a sua banda larga poderá ser desligada" impressa no envelope.
Ao que parece, tudo não passou de uma grande bronca: segundo o porta-voz da Virgin Media Asam Ahmad explicou a Jim Reed do Newsbeat da BBC, a frase inscrita nos envelopes foi um engano, não tendo a empresa quaisquer planos no sentido de cortar o acesso à Internet dos seus subscritores. A BPI, por seu lado, já afirmou que está mesmo disposta a levar os partilhadores ou mesmo um ISP a tribunal. No entanto, a Virgin Media fez questão de garantir que em caso algum irá revelar os nomes dos seus clientes às editoras discográficas.
Mas alguns clientes da Virgin Media não gostaram nada de ser ameaçados. É o caso de Will McGree que foi acusado de ter descarregado uma música ...
Traffic shaping de P2P encriptado via SSH a caminhoPublicado 3 Jul 08

Até há pouco tempo julgava-se que as ligações encriptadas de rede com recurso ao protocolo SSH (Secure Shell) eram totalmente invulneráveis a quaisquer tentativas por parte dos fornecedores de acesso à Internet de desacelerar ou mesmo bloquear transferências realizadas através de redes P2P como a BitTorrent recorrendo a técnicas de traffic shaping.
Recentemente, contudo, um grupo de investigadores da Universidade de Brescia (Itália) conseguiram desenvolver um método a que designaram de Tunnel Hunter que é capaz de identificar o tipo de tráfego de rede contido numa sessão encriptada em SSH. Se bem que a tecnologia tenha por enquanto as suas falhas, não será de admirar se dentro em breve os ISPs começarem a implementar este método nas suas redes. A versão em PDF do artigo onde os investigadores referem os resultados dos seus testes está aqui.
O método estatístico utilizado pelos investigadores italiano assenta numa abordagem bayesiana "ingénua" capaz de detectar túneis de SSH com 99 por cento de fiabilidade e até mesmo de distinguir com 90 por cento de fiabilidade os protocolos (P2P, POP3, SMTP e HTTP) que se encontram por detrás dessas ligações. No caso do P2P, a taxa de detecção foi de 88,77 por cento.
Em lugar de recorrerem às tecnologias tradicionais de detecção de tráfego do tipo Deep Packet Inspection (DPI) - cuja eficácia em termos de tráfego encriptado deixa algo a desejar -, eles optaram por analisar apenas três propriedades dos pacotes: tamanho, intervalo de chegada e ordem de chegada.
Apesar do potencial desta tecnologia, ela ainda apresenta alguns defeitos. Para além dos investigadores apenas terem conseguido detectar as ligações encriptadas através de servidores de SSH em seu controle (enquanto o mecanismo de detecção do "Tunnel Hunter" é apenas ...
Neil Young quer dar cabo do iTunes com plataforma multimédia baseada em JavaPublicado 3 Jul 08

Neil Young ficou tão entusiasmado com o trabalho que os engenheiros da Sun fizeram para a sua série de arquivos multimédia em forma de dez discos Blu-Ray apresentada em Maio durante a conferência JavaOne que agora ele quer convencer as editoras discográficas a comercializarem conteúdos dos seus artistas no mesmo formato através de um nova plataforma multimédia online.
De acordo com o que o cantor referiu a Richard Waters do Financial Times, as negociações com as majors parecem já ter começado. O objectivo desta nova loja online seria fornecer conteúdos com uma qualidade muito superior tanto à oferta legal disponibilizada pelo iTunes da Apple como à oferta ilegal das redes de partilha de ficheiros.
"(Essa plataforma) agregará todos os componentes de media que desejarmos. Isso significa que outros artistas poderão utilizá-la, outras editoras discográficas poderão utilizá-la e obter o conhecimento que conseguimos recolher ao longo dos últimos 15 anos," afirmou Neil Young.
Não sei porquê, mas esta ideia faz-me lembrar os CD-ROMs que estavam na moda aí há uns dez anos atrás e que na altura vinham em pacotes riquíssimos de dez ou mais discos. Foi-se a ver e poucos anos depois já ninguém ligava nenhuma a esses CD-ROMs - ou porque a informação estava desactualizada ou porque a própria tecnologia se tinha tornado obsoleta em termos de qualidade áudio e vídeo. Parece-me a mim que a principal diferença da plataforma de media que Neil Young está a planear reside no facto de ser possível acrescentar conteúdos adicionais aos discos através de downloads via Internet.
A verdade é que a maioria dos utilizadores não se interessa por uma qualidade áudio acrescida da música que ouve. Por outro lado, a tese ...
Próximo alvo: sites que permitem downloads grátis de livrosPublicado 2 Jul 08

Mais tarde ou mais cedo tinha que acontecer: O Napster e o P2P chegaram aos livros e as editoras de livros escolares e técnicos não estão a gostar nada disso. É assim sem admiração que ontem li na Slyck a notícia de que o Textbook Torrents, um tracker privado de torrents para downloads grátis de livros académicos recebeu na sexta-feira passada um email da Pearson Education, uma das maiores editoras do sector, exigindo que fossem removidos do site 78 torrents dando acesso a manuais pertencentes ao seu catálogo.
Como é óbvio, os administradores do TextBook Torrents removeram prontamente esses torrents do site. No entanto, tratam-se apenas de 78 livros entre um total de cerca de seis mil que podem ser encontrados por ali em formato PDF e acompanhados da respectiva capa. E este é apenas um dos trackers especializados em livros. Existem muitos outros, quase todos privados: BitMe.org, TheVault.bz, eBookVortex.com, etc.
Contudo, muito mais fácil, acessível e cómodo é o Gigapedia.org, um site de partilha de links para PDFs alojados em serviços de alojamento de ficheiros como o RapidShare e o MegaUpload. Aqui, é mesmo possível encontrar cópias de boa parte das edições portuguesas dos romances de José Saramago ou das traduções em espanhol das obras de Paulo Coelho, talvez disponibilizadas pelo próprio autor... Em contrapartida, a maioria dos sites de torrents apenas incluem obras em inglês. Segundo um artigo publicado ontem pelo Chronicle of Higher Education, o site de partilha de PDFs Scribd é também um dos mais utilizados pelos estudantes norte-americanos - e não só... - para poupar umas boas centenas de dólares em manuais caríssimos. O que é de admirar é que os responsáveis pelo Scribd apenas ...
Polícia italiana fecha fórum de links para conteúdos ilegais em RapidsharePublicado 2 Jul 08

Na Itália, a Guarda Fiscal ("Guardia di Finanza") de Milão encerrou ontem o DownloadRevolution, um fórum de partilha de links para conteúdos ilegais como música, filmes e software alojados em sites de alojamento de ficheiros como o MegaUpload e o RapidShare. O site contava com mais de 30 mil membros.
A operação, que contou com o apoio técnico da Federação contra a Pirataria Musical (FPM), resultou na detenção de quatro pessoas, incluindo três menores, e na apreensão de 17 computadores, três discos rígidos externos, um cartão de memória, 486 CDs e DVDs e 5700 cópias de obras protegidas por direitos de autor encontrados numa cave de Sesto San GIovanni, uma localidade próxima de Milão.
Segundo a notícia da Reuters (via The Register), o MInistério Público conseguiu dar por provado que os responsáveis pelo DownRevolution.net visavam obter lucro, na medida em que o site recorria a anúncios publicitários e aceitava doações dos utilizadores.
De acordo com a mesma fonte, o site chegou a disponibilizar links para 6405 obras protegidas por direitos de autor, incluindo músicas, vídeos, videojogos, software e diversos filmes. Os quatro detidos arriscam-se agora a uma pena de prisão de quatro anos e ao pagamento de multas no valor de centenas de milhares de euros.
Quem ficou bastante contento com a detenção destas quatro pessoas - incluindo crianças - foi Enzo Mazza, o presidente da Federação da Indústria Musical Italiana (FIMI, a AFP ou RIAA local). Na sua opinião, o DownloadRevolution constituia um importante sistema de intermedição de conteúdos ilícitos com um número significativo de utilizadores, uma verdadeira central de música ilegal."
Se este caso prova que os sites e fóruns de partilha de links para ficheiros alojados no Rapidshare e MegaUpload começam a estar na ...
Eurodeputados poderão acabar com a Internet livre a 7 de JulhoPublicado 2 Jul 08

Se a Comissão de Liberdades Civis (LIBE) do Parlamento Europeu tenha conseguido travar a introdução da resposta gradual contra a partilha ilegal de ficheiros na Internet a nível da União Europeia através da aprovação de uma emenda ao Pacote Telecom que interdita a imposição de sistemas de filtragem de conteúdos, nem tudo está ainda decidido quanto à forma final desse documento.
Actualmente em discussão no Parlamento Europeu, o Pacote Telecom é um conjunto de legislação que visa definir as regras de funcionamento do quadro regulamentar do sector europeu das telecomunicações. Tal como noutras matérias, este documento terá que ser posteriormente adaptado por cada Estado-membro às suas legislações nacionais.
Tal como já vem sendo habitual, as indústrias que vivem à custa dos direitos de autor estão a pressionar uma série de eurodeputados próximos da sua área de influência de modo a aprovar determinadas alterações no próximo dia 7 de Julho que poderão colocar em risco o princípio da neutralidade da rede ou mesmo resultar na vedação da arquitectura aberta da Internet de forma a impor um maior grau de controlo e vigilância das comunicações dos cidadãos.
No sentido de protestar contra estas alterações está a ser montada uma campanha de activismo organizada pelas organizações de defesa dos direitos e liberdades dos internautas La Quadrature du Net (França) e Open Rights Group e o blog Netzpolitik (Alemanha). De acordo com o comunicado oficial divulgado, caso as emendas propostas venham de facto a ser adoptadas a 7 de Julho,
os utilizadores europeus da Internet poderão ser impedidos de exercerem uma série de actividades legais através da implementação obrigatória de spyware, em nome da sua segurança. O direito ...
Bono apoia serviço de subscrição de música (RED) para ajudar vítimas da SIDAPublicado 1 Jul 08

Na sua qualidade de vedeta Pop transglobal, Bono tornou-se o porta-voz de uma série de campanhas humanitárias relacionadas com temas tão diversos como a luta contra a fome, o combate à pobreza e o apoio às vítimas da SIDA. É nesse âmbito que o o vocalista dos U2 fundou com a ajuda do filantropo Bobby Shirver do clã Kennedy a (RED), uma organização não-lucrativa que visa recolher uma percentagem dos lucros obtidos por grandes empresas como a Apple e a Motorola em determinados produtos para combater a SIDA.
Agora, Bono e companhia tiveram a ideia de lançar um novo serviço de subscrição de música digital que, de acordo com o New York Times, deverá ser lançado já em Setembro. Por um preço de cinco dólares ao mês, os assinantes terão direito a receber três músicas inéditas e exclusivas por semana pertencentes a artistas como U2, Bob Dylan, Elvis Costello, Elton John, Emmylou Harris e Death Cab for Cutie.
Metade desses cinco dólares, isto é, 2.50 dólares destinam-se a financiar as iniciativas de caridade do projecto (RED), ao passo que a outra metade irá para os artistas e para as editoras participantes. Os assinantes terão direito a receber por semana um conjunto de conteúdos compostos por quatro elementos:
- Uma música (RED) exclusiva interpretada por um artista de renome mundial
- Uma canção de um novo talento da música seleccionado pela (RED)
- Um conteúdo-surpresa sem ser música (áudio, vídeo, texto ou imagens)
- Artigos informando em pormenor o modo como os fundos de investimento do projecto (RED) estão a ser aplicados em África
Este serviço partiu de uma ideia de Don MacKinnon, fundador da Hear Music, a ex-editora discográfica da Starbucks de que a cadeia de cafés ...
Editoras britânicas experimentam novos canais para combater descida das vendasPublicado 1 Jul 08
É um facto indesmentível: segundo as contas da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPi), o mercado discográfico britânico sofreu uma quebra de quase 13 por cento em 2007 em termos das receitas geradas tanto pelas vendas físicas como digitais. No entanto, a BPI (British Phonographic Industry) alega que as receitas adicionais não relacionadas com a venda directa de música já representam actualmente 11,4 por cento de todo o dinheiro obtido pelas companhias discográficas britânicas.
Essas receitas abrangem não só serviços de streaming a pedido e licenciamento para anúncios, televisão, cinema e vídeo, bem como outras áreas de negócio envolvendo os chamados contratos de 360 graus (merchandising, concertos, conteúdos móveis e patrocínios). De acordo com a BPI, estes canais alternativos cresceram 13,8 por cento em 2007, tendo representado um montante total de 121 milhões de libras.
Entre as fontes de receitas que cresceram mais, contam-se as licenças digitais concedidas a sites de streaming de música como o We7 e o Yahoo Music (aumento de 55,7 por cento), os contratos de 360 graus (mais 16,2 por cento) e os direitos de execução pública (onde se incluem a rádio, televisão, bares, discotecas e concertos), que tiveram uma subida de 14,8 por cento ao longo do último ano.
A BPI acrescenta ainda que mais de 85 por cento das vendas relativas ao Top 20 dos singles mais comercializados no Reino Unido são digitais. Contudo, a verdade é que os formatos digitais (downloads online e toques para telemóveis) ainda só contam com 8,6 por cento das receitas das editoras discográficas britânicas.
Embora estes números não deixem de ser encorajadores, a indústria discográfica continua a ser ainda e sobretudo uma indústria dependente da venda de discos, negócio esse que, muito simplesmente, já não dá dinheiro. E não penso que a diversificação de receitas ...
Documentário explica modelos de negócio abertosPublicado 1 Jul 08
É possível ganhar dinheiro oferecendo conteúdos de borla? Claro que sim. Aliás, já aqui expliquei como é que isso é possível recorrendo a licenças livres como as Creative Commons. Caso não estejam convencidos, a história da editora de música livre Magnatune constitui um formidável estudo de caso.
Apesar da companhia discográfica online também comercializar música directamente aos fãs de música - tendo mesmo introduzido no passado mês de Maio um serviço de subscrição mensal para downloads ilimitados que custa 18 dólares por mês (12 euros) -, a sua grande fonte de receitas consiste no licenciamento de temas para inclusão em anúncios publicitários, filmes e séries de televisão.
Mas tal como todos os projectos de conteúdos abertos que dão certo, não se pense que a Magnatune é um projecto concebido às três pancadas por ingénuos bem intencionados sem experiência anterior na área do empreendedorismo. Muito pelo contrário, a empresa foi criada em 2003 por John Buckman, na altura director-executivo da Lyris, uma empresa de software de marketing por email.
Para saberem mais sobre a história da Magnatune e quem sabe até retirar alguns ensinamentos da experiência desta editora online, aconselho-vos a verem o vídeo que acompanha este artigo e que tem a duração de dez minutos. Nele, Buckman explica em traços largos o modelo de negócio da empresa e de que forma é que ele tentou adaptá-lo à BookMooch, a sua mais recente iniciativa - lançada em Agosto de 2006. A BookMooch é uma comunidade online sem fins lucrativos destinada à troca de livros usados que empresa um sistema de pontos: os membros ganham pontos de cada vez que acrescentam livros ao seu catálogo, enviam livros a outros membros ou efectuam críticas ou comentários aos livros recebidos. Quando acumulados, esses pontos podem ser convertidos em ...






