MiniNova deixa de ser um “fora da lei”

by Miguel Caetano on 26 de Novembro de 2009

O MiniNova conseguiu recentemente o feito de atingir a marca dos 10 mil milhões de torrents servidos mesmo antes de comemorar o seu quinto aniversário. Mas a avaliar pela decisão que a equipa por detrás do site de ficheiros torrent acaba de tomar, é bastante provável que o ritmo de crescimento desse número venha a abrandar substancialmente.

Em resultado de uma acção legal interposta pela organização holandesa de combate à pirataria BREIN, em Agosto passado um tribunal holandês obrigou o MiniNova a suprimir todos os torrents da sua base de dados que permitissem descarregar conteúdos protegidos por direitos de autor. Caso não acatasse com a ordem num prazo de três meses, o site arriscava-se ao pagamento de uma multa no valor máximo de cinco milhões de euros. Isto apesar dos administradores terem sempre aceite remover os torrents que fossem alvo de uma notificação pelos detentores de direitos (ao contrário do Pirate Bay).

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Eu sei que o serviço de streaming de música da Spotify ainda não chegou a Portugal e que nem tão pouco deverá vir tão cedo a chegar, mas as estórias sobre o reduzido montante em receitas de direitos de autor que os sites de música online representam para o bolso dos artistas já não são de agora, o que significa que poderá existir uma tendência universalmente aplicável a todos os mercados.

Vem isto a propósito de uma história publicada no jornal sueco Expressen (tradução Google Translator) segundo a qual a artista norte-americana Lady Gaga apenas recebeu 1150 coroas suecas (111 euros) em direitos de autor por mais de um milhão de audições da sua música “Poker Face” – da qual só tenho conhecimento através da versão extremamente sexista e porca mas mesmo assim deliciosa de Lil Wayne com produção de Kanye West. [Continue a ler]

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MySpace Music passa a contar com mais independentes

by Miguel Caetano on 25 de Novembro de 2009

Quando o MySpace Music foi lançado nos Estados Unidos, em Setembro de 2008, uma das principais falhas apontadas pelos analistas ao serviço de streaming de música da rede social da News Corp. foi a ausência de boa parte das editoras independentes mais reputadas.

A razão para essa lacuna ficou a dever-se ao facto do MySpace ter excluído a a Merlin, uma organização que representa mais de 12 mil etiquetas indie do mundo inteiro, não ter proposto uma participação no capital da joint-venture - ao contrário do que aconteceu com as quatro majors.

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O dia de hoje marcou o fim do “ping pong” que se vinha a desenrolar há mais de dois anos entre as várias instituições comunitárias e os internautas europeus: o conjunto das directivas comunitárias que integram o Pacote Telecom foi finalmente aprovado pelo Parlamento Europeu por 510 votos a favor, 40 contra e 24 abstenções.

As primeiras alterações propostas ao quadro regulamentar do mercado europeu de telecomunicações foram propostas pela Comissão Europeia em Novembro de 2007. As disposições incluídas no pacote visam melhorar o acesso dos consumidores a informação sobre as marcas, oferecer mais garantias para a defesa da privacidade, aumentar a eficácia das ferramentas no combate ao spam, a harmonização do espectro radio-eléctrico, bem como a criação de uma autoridade europeia de telecomunicações e a massificação da Internet de banda larga em todos os Estados-membros.

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As imagens e os links falam por si. Quando soube que um artigo do Remixtures tinha sido plagiado por um jornal online, não dei muita importância à questão porque pensei que seria inútil barafustar. Afinal de contas, estamos a falar do “jornalismo” português e já sei do que é que a casa gasta…

Mas em resultado das reacções enérgicas de repúdio a esta infracção aos direitos de autor por parte do PauloQuerido e da Cat Magellan (aka Catarina Campos), decidi expor esta sem-vergonhice no Remixtures de modo a que todos os leitores possam constatar o grau de rasquice a que determinadas publicações jornalísticas portuguesas chegaram.

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Depois de ter ultrapassado a fasquia dos três mil milhões em Novembro de 2007, esta semana o Mininova conseguiu estabelecer um novo recorde: dez mil milhões de torrents descarregados a partir do seu site. E apesar de um tribunal holandês ter em Agosto obrigado o site indexador de BitTorrent a remover todos os torrents ilegais num prazo de três meses sob pena do pagamento de pesadas multas diárias, a verdade é que o MiniNova está prestes a comemorar o seu quinto aniversário.

Com efeito, foi a 19 de Janeiro de 2005 que o MiniNova foi fundado. Ao longo da sua história o site tem conseguido subsistir a todas as perseguições da BREIN, a organização holandesa de combate à pirataria. No entanto e ao contrário dos suecos do Pirate Bay, os administradores do MiniNova mantém uma política de remoção e filtragem de conteúdos ilícitos. Não obstante a decisão deste Verão, os administradores estão a ponderar recorrer do veredicto. [Continue a ler]

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Hollywood quer acabar com o OpenBitTorrent

by Miguel Caetano on 20 de Novembro de 2009

Embora os co-fundadores do Pirate Bay tenham no início desta semana encerrado o seu servidor tracker de ficheiros torrent para passar a adoptar os protocolos descentralizados de BitTorrent DHT e PEX, os estúdios de cinema de Hollywood pensam que são eles que estão por detrás do OpenBitTorrent. Daí que instauraram um processo judicial contra o fornecedor de largura de banda do tracker.

O OpenBitTorrent é um tracker livre, aberto e descentralizado de BitTorrent que, ao contrário dos trackers tradicionais, não está dependente de um determinado site Web. Qualquer pessoa o pode utilizar para qualquer fim sem ser necessário efectuar registo, indexar ou fazer upload de um torrent. A única coisa que é necessário para partilhar o conteúdo que pretendemos é acrescentar o URL do tracker no ficheiro.

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No âmbito de um discurso proferido hoje perante o parlamento britânico, a Rainha Elisabete II anunciou hoje as linhas-mestras daquela que será a Digital Economy Bill e uma das medidas previstas neste plano do executivo de Gordon Brown para a economia digital é, tal como já se esperava, a suspensão do acesso à Internet aos internautas que forem acusados de descarregar obras protegidas por direitos de autor.

O pior é que a versão final da lei que só deverá ser conhecida em todo o detalhe esta sexta-feira pode muito bem conceder ao governo poderes especiais para perseguir os alegados partilhadores através de “milícias” com poderes de investigação e aplicação da lei, tudo em nome da defesa dos interesses de companhias privadas. Isto de acordo com o que fontes confidenciais próximas do executivo trabalhista indicaram ao BoingBoing e ao The Guardian. [Continue a ler]

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737 mil euros em subvenções foi quanto a indústria discográfica espanhola recebeu das mãos do Ministério da Indústria (ou por outra, dos contribuintes) para desenvolver um portal de música online chamado ElPortaldeMusica.es. A informação consta da documentação oficial do Plan Azanza (um plano de adaptação da economia para a Sociedade da Informação) e foi divulgada por Enrique Dans que acrescenta que esta já não é a primeira vez que o dinheiro do Estado é usado para pagar à indústria cultural nacional portais que ninguém usa.

O site é uma iniciativa da Promusicae, a associação que congrega os interesses das maiores editoras espanholas, que pretende assim acabar com a ideia de que os espanhóis são forçados a recorrer à partilha não autorizada de ficheiros devido à inexistência de alternativas legais.

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VEVO: o ‘Hulu’ dos videoclips musicais chega a 8 de Dezembro

by Miguel Caetano on 19 de Novembro de 2009

Foi através de um curto tweet que a equipa por detrás da Vevo anunciou que o seu portal de videoclips musicais deverá ser lançado na noite de 8 de Dezembro. Inicialmente anunciado em Abril deste ano, este portal resulta de uma joint-venture criada pela Universal Music Group (UMG) e pela Sony Music em colaboração com a YouTube do Google.

No mês passado a companhia recebeu um investimento da Abu Dhabi Media Company, o grupo de media do estado de Abu Dhabi. A Vevo contará como director executivo Rio Caraeff, responsável pela divisão digital da UMG. Como contrapartida por disponibilizar a sua infra-estrutura tecnológica a YouTube terá direito a receber uma parte das receitas publicitárias geradas.

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