by Miguel Caetano on 8 de Dezembro de 2009
O acordo foi concretizado no final do mês passado mas só agora tanto a MySpace como a Imeem anunciaram oficialmente a aquisição da segunda pela primeira. Apesar de não haver nenhuma confirmação, o Digital Music News refere que o valor da transacção sempre se ficou abaixo do um milhão de dólares, como tinha sido inicialmente divulgado.
O mais lamentável nesta história toda é que o site inteiro do Imeem desapareceu num ápice. Há alguns minutos, a página de início ainda estava a redireccionar o utilizador para o MySpace Music, mas quem tentar entrar agora no Imeem irá bater com o nariz na porta. Ao que tudo indica, os links para algumas das músicas alojadas no Imeem reencaminham o utilizador para as páginas correspondentes no iLike, um serviço que recentemente também passou a fazer parte da família do MySpace. De acordo com Eliot Van Buskirk da Wired, os widgets com músicas e playlists do Imeem deixaram também magicamente de funcionar.
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by Miguel Caetano on 8 de Dezembro de 2009
As grandes editoras discográficas são conhecidas por exigirem o pagamento de quantias milionárias aos partilhadores pela infracção dos direitos de autor, mas quando ficam com os royalties das vendas de downloads e CDs que deveriam ter entregue aos artistas parece que os direitos de autor já não são tão importantes assim. Mas na verdade, situações desse tipo tornaram-se já o pão nosso de cada dia.
Desta vez, as quatro grandes editoras discográficas (Universal Music Group, Warner Music Group, Sony Music Group e EMI) foram alvo de uma acção legal instaurada no Canadá em nome colectivo pelos herdeiros do músico de Jazz Chet Baker, falecido em 1988. Caso sejam consideradas culpadas pela utilização não autorizada das músicas dos artistas abrangidos, as subsidiárias das majors arriscam-se ao pagamento de indemnizações que poderão ir dos 50 milhões até aos seis mil milhões de dólares canadianos (dos 32 milhões aos 3,8 mil milhões de euros).
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by Miguel Caetano on 8 de Dezembro de 2009
A proposta já não é propriamente nova mas só agora é que os detentores de direitos de autor no campo da música francesa apresentaram oficialmente as suas sugestões perante Patrick Zelnik. O patrão da editora independente Naïve (a mesma de Carla Bruni, a esposa de Nicolas Sarkozy) foi encarregado pelo governo francês de presidir a uma missão de peritos com o objectivo de traçar uma estratégia para a melhoria da oferta legal de conteúdos online e a remuneração dos criadores.
Esta missão tem como pano de fundo a nova lei Criação e Internet/Hadopi 2, mais conhecida por lei da resposta gradual na media em que prevê o corte do acesso à Internet a quem for alegadamente apanhado a descarregar ficheiros protegidos por direitos de autor três vezes seguida. Estava previsto que o relatório da missão fosse publicado no início de Novembro mas entretanto a data sofreu vários adiamentos, de modo que o documento só deverá ser tornado público lá mais para o meio do mês.
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by Miguel Caetano on 7 de Dezembro de 2009
A famigerada Federação Internacional da Indústria Discográfica (IFPI) já tinha avisado mas só agora é que a organização que representa os interesses das grandes editoras apresentou a primeira queixa ao abrigo da nova lei sueca de direitos de autor em vigor desde 1 de Abril e que transpôs para o quadro jurídico nacional a Directiva Europeia sobre a Aplicação dos Direitos de Propriedade Intelectual (IPRED).
A lei permite que os titulares de direitos possam recolher os endereços IP dos internautas suspeitos de partilharem ficheiros protegidos por direitos de autor através de redes P2P e os apresentem em seguida aos tribunais de modo a que estes exijam que os fornecedores de acesso à Internet divulguem a sua identidade e lhe enviem notificações.
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by Miguel Caetano on 7 de Dezembro de 2009

A menos de 24 horas da sua abertura oficial, o Vevo anunciou hoje um acordo de licenciamento com a EMI. Está é já a terceira grande editora discográfica a aderir ao portal de videoclips musicais depois da Sony Music Entertainmente ter “dado o nó” em Junho deste ano. Quem tem estado desde o início no projecto é a Universal Music Group.
O serviço foi oficialmente anunciado em Abril deste ano em conjunto pela UMG e pela YouTube. Contudo, a subsidiária da Google irá limitar-se a fornecer a infra-estrutura tecnológica que irá servir de base ao Vevo. Em contrapartida, tanto a UMG como a Sony detêm uma participação accionista no capital da joint-venture.
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by Miguel Caetano on 7 de Dezembro de 2009
Toda a gente diz que não há dinheiro na música digital mas a verdade é que tudo indica que a Apple pagou nada menos do que 80 milhões de dólares (54 milhões de euros) pela Lala, a empresa responsável pelo serviço de streaming de música na “nuvem” com o mesmo nome. Pelo menos é o que as fontes confidenciais de Peter Kafka do MediaMemo alegam.
O que é surpreendente (ou talvez não, tendo em conta o tradicional secretismo cultivado por Steve Jobs) é que até ao momento a companhia ainda não fez qualquer confirmação oficial da transacção. Tudo o que um porta-voz da marca da maçã se limitou a dizer à Reuters foi que a Apple costuma adquirir startups de tempos a tempos e que regra geral nunca costuma tecer comentários a respeito.
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by Miguel Caetano on 6 de Dezembro de 2009
A rede de blogs musicais MOG lançou este dia 2 de Dezembro a sua subscrição MOG All Access que em troco de cinco dólares mensais oferece a possibilidade de ouvir via streaming um número ilimitado de músicas (entre mais de seis milhões à escolha) pertencentes às quatro grandes editoras discográficas (Universal Music Group, Sony Music, Warner Music Group e EMI), bem como a várias independentes.
Mas como eu temia, trata-se de um serviço só para americano ouvir e usar. Por agora, apenas os fãs de música residentes nos Estados Unidos podem aceder ao serviço. Para saberem se vale ou não a pena aderir, a MOG oferece uma hora de utilização grátis. Depois disso podem ainda usar a assinatura durante sete dias sem pagar, mas em troca terão que indicar o número de cartão de crédito.
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by Miguel Caetano on 6 de Dezembro de 2009
Quando tudo parece que está perdido, os piratas suecos voltam a dar a volta por cima. E o que é verdade é que o Pirate Bay continua a funcionar como se os seus co-fundadores não tivessem sido em Abril deste ano condenados a um ano de prisão e ao pagamento de uma multa de 2,8 milhões de euros.
Veja-se o episódio mais recente das suas aventuras e desventuras: a 29 de Outubro o Tribunal distrital de Estocolmo inteditou dois dos co-fundadores da “Baía dos Piratas” – dois dos arguidos – Gottfrid Svartholm-Warg e Fredrik Neij – de continuarem a ocupar-se de uma forma ou de outra com o site. Caso recusassem, cada um arriscava-se ao pagamento de uma multa de 500 mil coroas suecas (48 mil euros).
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by Miguel Caetano on 4 de Dezembro de 2009
O modelo dos downloads patrocinados por empresas não é propriamente original: o ReverbNation mantém desde há alguns meses um programa deste tipo em conjunto com a Microsoft; desde há anos que a brasileira TramaVirtual ajuda os artistas independentes graças ao seu Download Remunerado, já para não falar da RCRD LBL que funciona como um misto de editora, blog e rede social.
Mas existe uma empresa australiana chamada Guvera que pretende combinar o download de MP3s sem DRM com o streaming. A ideia desta companhia que assinou recentemente um acordo de licenciamento com a Universal Music Group é permitir que os anunciantes criem e programem os seus próprios canais musicais tendo em conta os perfis demográficos das audiências que pretendem atingir, como o seu director executivo Claes Loberg explicou numa entrevista à Music Ally.
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by Miguel Caetano on 4 de Dezembro de 2009

Se o P2P e os downloads não autorizados de música servem frequentemente como bode de expiatório para as maleitas da indústria discográfica, a verdade é que existe muito boa gente que de forma mais ou menos anedótica ou científica tem vindo a evidenciar que o grande culpado da descida das receitas é a venda individual de singles em separado dos álbuns.
Nesse aspecto, o facto da principal galinha de ovos de ouro das editoras discográficas ter durante muitos anos consistido num pacote de músicas a que se convencionou chamar álbum fez com que estas se sentissem tentadas a incentivar as bandas a gravarem uma série de faixas em catadupa – não obstante a mais do que frequente falta de coerência estética do conjunto final.
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