Numa altura em que a Câmara dos Representantes dos EUA se encontra a analisar uma lei destinada a impedir que os internautas partilhem inadvertidamente os seus dados pessoais com desconhecidos por intermédio de software P2P, acaba de surgir uma notícia que dá conta de mais uma fuga de documentos confidenciais. A diferença é que desta vez os implicados foram os próprios congressistas.
Este é apenas o mais recente episódio do género ocorrido desde o início do ano. Em Fevereiro deste ano foi descoberta uma planta do helicóptero de Barack Obama num computador iraniano após o documento ter sido publicamente partilhado via LimeWire. Alguns meses mais tarde foi a vez de investigadores de segurança informática encontrarem “à solta” na rede detalhes acerca do abrigo seguro do inquilino da Casa Branca.
Desta vez, foi um funcionário do Congresso que disponibilizou acidentalmente um relatório confidencial de 22 páginas da Comissão de Ética da Câmara dos Representantes através de uma aplicação de partilha de ficheiros instalada no seu computador doméstico, de acordo com o Washington Post. Esse funcionário foi entretanto já despedido ao abrigo da regra da Câmara dos Representantes que exige que os empregados protejam a confidencialidade de informação sensível perante indivíduos ou grupos não autorizados.
Tendo em conta a exoneração desse funcionário, seria de esperar que o assunto fosse dado como resolvido, não? Afinal de contas, foi ele e só ele que cometeu a burrice de colocar ficheiros secretos numa pasta de partilha de uma aplicação P2P do seu computador sem que tivesse sequer tomado o cuidado de os encriptar. Tal não parece ser contudo a opinião da Associação da Indústria Discográfica Norte-americana (RIAA) que aproveitou a ocasião para “exigir a implementação de controlos no software Peer-to-Peer de modo a bloquear a partilha imprópria ou ilegal de música.”
Quando questionado a respeito deste incidente, Mitch Bainwol, presidente da organização que representa os interesses das maiores editoras discográficas nos EUA, considerou que “o facto de “isto se ter passado no quintal do Congresso” deve constituir “um forte catalisador no sentido da implementação de reformas concretas que protejam os consumidores.”
Vindo de quem vem, outra coisa não seria de esperar. Mas não deixa mesmo assim de ser lamentável que a RIAA continue a culpar a tecnologia e os seus responsáveis pela incompetência dos utilizadores.
(foto de laurencehorton segundo licença CC-BY-NC-ND 2.0)
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A PEC da Música, que teve sua votação adiada duas vezes, irá, novamente, a Plenário AMANHÃ, DIA 04/11, A PARTIR DAS 16H, NA CÂMARA DOS DEPUTADOS!
Ainda há tempo de pedir aos deputados de seu Estado que votem a favor da Proposta. A lista de e-mail de todos os parlamentares está disponível aqui: http://www2.camara.gov.br/deputados/arquivo
A PEC, de autoria do Deputado Federal Otavio Leite, elimina os impostos sobre a música brasileira em qualquer suporte e qualquer formato: CDs, DVDs, MP3, downloads para celulares etc. O objetivo é reduzir impostos, valorizando a cultura nacional e ajudando no combate à pirataria.
Informe seus leitores, divulgue, mande e-mails aos deputados e pressione!
A direta participação de músicos, artistas, produtores e outros interessados no tema tem sido fundamental!
Maiores informações: http://www.otavioleite.com.br/pesquisa.asp?q=pec+...
Twitter da PEC: http://twitter.com/pecdamusica
Twitter do Deputado Otavio Leite: http://twitter.com/otavioleite
RIAA culpa P2P por fuga de documentos confidenciais da Câmara dos Representantes dos EUA http://migre.me/aCGc
RIAA culpa P2P por fuga de documentos confidenciais da Câmara dos Representantes dos EUA http://migre.me/aCGc
É só demagogia, ou RIAA no seu estado normal.
Ate parece que a RIAA está preocupada com os consumidores…NOT.
O objectivo por detras disso é tornar o software p2p uma droga, do ponto do vista legal. Ou seja, a produção, posse, consumo, venda, transmissão, etc, fica ilegalizada perante a lei, pelo menos nos estados unidos.