Alemães autorizados a fazer cópias de CDs físicos para uso pessoal

by Miguel Caetano on 10 de Novembro de 2009

Aqui está mais um caso em que as editoras discográficas fazem tudo para distorcer o sentido da lei da forma que lhe é mais vantajosa: Em Julho de 2007 o Bundestag (Parlamento alemão) aprovou uma revisão (a segunda) à Lei dos Direitos de Autor para a Sociedade da Informação que na sua provisão nº 53 contempla expressamente o direito à cópia privada de CDs e DVDs. Essa lei entrou em vigor a 1 de Janeiro de 2008.

É evidente que as quatro grandes editoras discográficas (Universal Music Group, Sony Music, Warner Music e EMI) ficaram todas escandalizadas com isto (onde já se viu, um consumidor ter o direito de fazer backup dos CDs que comprou legitimamente!) e como tal em Dezembro de 2008 apresentaram uma moção perante o Tribunal Constitucional Federal da Alemanha.

Felizmente para os consumidores alemães, esta instância da magistratura acabou por rejeitar a moção. O que é de lamentar é que esta decisão se tenha ficado exclusivamente a dever a uma questão técnica. Segundo o tribunal, a moção necessitava de ser apresentada no período de até um ano após a entrada em vigor da provisão.

Segundo a Billboard, ao contrário do que as editoras queriam indicar, a provisão nº 53 já se encontrava na primeira revisão à Lei de Direitos de Autor datada de 2003, tendo apenas a segunda revisão se limitado a confirmá-la. Desta forma, as editoras deveriam ter apresentado a sua moção até ao início de 2004.

Ainda bem que esta decisão é definitiva e não pode ser alvo de recurso, porque senão certamente que as editoras optariam por prolongar o máximo tempo possível a batalha nos corredores dos tribunais: “A interpretação do Tribunal Constitucional Federal Alemão é controversa, mesmo entre peritos de direito constitucional alemão. Antes de preenchermos a moção já estávamos conscientes dos riscos mas resolvemos apostar porque a questão de saber se a cópia privada é ou não legal é bastante importante para o negócio dos discos. Para nós continua a ser bastante duvidoso o facto do tribunal ter recusado a nossa moção apenas por razões formais,” afirmou Stefan Michalk, director da BVMI, a associação representante dos interesses da indústria musical alemã.

(foto de craig1black segundo licença CC-BY-NC 2.0)

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1 Sua fonte de música! 10 de Novembro de 2009 às 19:28

Alemães autorizados a fazer cópias de CDs físicos para uso pessoal http://migre.me/bdmg

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2 Sua fonte de música! 10 de Novembro de 2009 às 20:28

Alemães autorizados a fazer cópias de CDs físicos para uso pessoal http://migre.me/bdmg

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3 Fábio Alexandre 10 de Novembro de 2009 às 20:35

Alemães autorizados a fazer cópias de CDs físicos para uso pessoal (via @remixtures( http://bit.ly/2NuyS4

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4 João Berdeville 10 de Novembro de 2009 às 20:37

RT @fabinhuh: Alemães autorizados a fazer cópias de CDs físicos para uso pessoal (via @remixtures( http://bit.ly/2NuyS4

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5 VonNaturAustreVe 10 de Novembro de 2009 às 21:12

RT: @fabinhuh: Alemães autorizados a fazer cópias de CDs físicos para uso pessoal (via @remixtures( http://bit.ly/2NuyS4

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6 Mauricio Alves 11 de Novembro de 2009 às 7:41

Alemães autorizados a fazer cópias de CDs físicos para uso pessoal http://is.gd/4Sjb3

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7 Paula 11 de Novembro de 2009 às 13:01

Muitas vezes vejo a referência à cópia privada de um objecto digital como um "backup". Quando falo do DRM, vejo muitas pessoas não sentirem gravidade nisto porque fazer um backup dos seus CD (copiar o seu CD para outro CD) não é uma prioridade ou não o consideram muito importante.
No entanto, parece-me que é esta possibilidade de fazer uma cópia privada que permite ao utilizador comprar um CD e passá-lo depois (se não tiver DRM) para o computador, para o leitor de mp3 ou para o telemóvel.
Por isso, quando me refiro à importância da cópia privada evito o argumento do backup e utilizo a da transposição.

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