O hype em torno do serviço de música digital na “nuvem” da companhia sueca Spotify não dá sinais de cessar. Agora foi a vez de uma pesquisa encomendada à empresa de estudos de mercado Opinion Research encomendada pelo site de comparação de preços MoneySupermarket concluir que um número substancial de partilhadores deixou de descarregar de ficheiros não autorizados ou pelo menos passou a fazê-lo com menos frequência para passar a utilizar o Spotify.
Segundo o estudo baseado numa sondagem online realizada em Junho deste ano a 2319 adultos britânicos, quase dois terços dos inquiridos (62%) que admitiram realizar downloads não autorizados afirmaram que o Spotify os incentivou a reduzir ou mesmo a parar completamente com a sua actividade de partilha de ficheiros.
Mesmo assim, um em cada oito dos inquiridos (12%) admitiram ter descarregado ficheiros da Internet de modo ilícito. Regra geral, a partilha de ficheiros é mais frequente nos homens (16% contra 9% para as mulheres) e na geração mais jovem (30% entre os indivíduos com idade inferior a 20).
Mas se os partilhadores começam a abdicar do RapidShare e do BitTorrent em favor do Spofity, será que isso representa algum dinheiro em caixa para os detentores de direitos? Por outras palavras, será que os utilizadores do serviço se ficam apenas pela modalidade grátis financiada por publicidade e não subscrevem a oferta Premium que custa 9,99 libras mensais?
Até agora, a Spotify tinha-se limitado a adiantar que a taxa de conversão de utilizadores grátis para assinantes pagos era ligeiramente inferior a dez por cento. Mas recentemente o The Register descobriu que essa percentagem deverá ser na verdade bastante inferior: cerca de quatro por cento.
Segundo esse site, o serviço conta actualmente 116 mil subscritores, o que representa um crescimento substancial face aos 34 mil assinantes registados em Maio. Para esse salto muito deve ter contribuído o lançamento de aplicações para telemóveis iPhone e Android. A questão é que a empresa afirma ter alcançado 2,74 milhões de utilizadores registados (pagantes e não-pagantes) no Reino Unido em Julho passado. Mais grave ainda é que o crescimento das receitas publicitárias foi de “apenas” 32 por cento em Setembro passado face às médias anteriores superiores a 100 por cento ao mês.
Mesmo assim, há quem continue a prever os melhores cenários possíveis. Por exemplo, a sociedade britânica de cobrança de direitos de autor PRS for Music divulgou recentemente um relatório que prevê que caso 40 por cento da população britânica optasse por subscrever a modalidade Premium da Spotify, as receitas das editoras discográficas subiriam para 2,8 mil milhões de libras ao ano, mais do dobro do que o valor actual. Parece-me uma situação hipotética demasiado surreal, mas há gente que está disposta a acreditar em tudo…
(foto de ggjsmith segundo licença CC-BY 2.0)
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2/3 dos partihadores britânicos deixaram de fazer downloads ilegais devido ao Spotify http://migre.me/b7Z4
2/3 dos partihadores britânicos deixaram de fazer downloads ilegais devido ao Spotify (via @remixtures) http://tinyurl.com/yd6swfl
2/3 dos partihadores britânicos deixaram de fazer downloads ilegais devido ao Spotify http://ff.im/-beQln
Loooooool
Isso é que é optimismo … se me encomendarem um estudo a mim e me pagarem bem, claro, eu ainda lhes atribuo ums 4/5 …
Pelo menos ajuda a fazer marketing ao Spotify … o que revela que não são burros de todo.
62% dos ingleses entrevistados afirmaram que o Spotify susbstituiu ou reduziu o uso de #p2p: http://bit.ly/1kVfm6
Uau! 2/3 dos partihadores britânicos deixaram de fazer downloads ilegais devido ao Spotify – http://ow.ly/B5kY – via @remixtures
> @digital_cultura 2/3 dos partihadores britânicos deixaram de fazer downloads ilegais devido ao Spotify – http://ow.ly/B5kY via @remixtures
2/3 dos partihadores britânicos deixaram de fazer downloads ilegais devido ao Spotify http://ow.ly/B5kY
RT @feiradamusica 2/3 dos partihadores britânicos deixaram de fazer downloads ilegais devido ao Spotify http://ow.ly/B5kY
Também creio que estas estatísticas tão demasiado optimistas
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