
Apesar de não ser oficialmente suportado desde há mais de quatro anos, o WInMX ainda continua a ser utilizado por centenas de milhares de utilizadores para partilharem músicas e vídeos devido aos vários clientes desenvolvidos por programadores independentes.
Um dos cantos do mundo onde este programa de P2P é mais popular é o Japão, em boa parte graças ao facto de servir de base ao Winny, uma aplicação igualmente inspirada no FreeNet na medida em que oferece um elevado grau de anonimato aos seus utilizadores.
A 13 de Setembro de 2005, a Frontcode Technologies – a empresa responsável pela criação do WinMX – recebeu uma intimação da Associação da Indústria Discográfica Norte-americana (RIAA) exigindo que implementasse filtros de modo a impedir o download de material protegido por direitos de autor a partir do WinMX. Caso contrário, a entidade representante das maiores editoras discográficas do mundo solicitaria à Justiça o encerramento das suas actividades. Face a este ultimato, a companhia optou por encerrar o site oficial da aplicação. Bastaram dois dias para começarem a surgir patches (códigos de correcção) para o cliente oficial que permitiam continuar a aceder à rede.
Mais de quatro anos depois, a luta entre o gato e o rato continua no WinMX. Recentemente, um grupo de 23 editoras discográficas pertencentes à Associação da Indústria Discográfica Japonesa (RIAJ) conseguiu forçar dois partilhadores do WinMX a pagarem um milhão de ienes (cerca de 7.600 euros) por intermédio de um acordo extra-judicial.
Segundo a Billboard e o comunicado oficial da RIAJ (tradução Google Translator), os dois indivíduos foram alegadamente apanhados após o seu fornecedor de acesso à Internet ter entregue os seus dados pessoais às autoridades. Ambos foram acusados de disponibilizar mais de 800 músicas através da rede do WinMX, tendo mesmo continuado após receberem uma série de notificações.
Recentemente, o parlamento japonês aprovou uma emenda à lei nacional de direitos de autor que quando entrar em vigor, a partir de 1 de Janeiro, irá fazer com que que quem efectue downloads de conteúdos protegidos por direitos de autor possa ser processado. Até agora, apenas os responsáveis por uploads podiam ser legalmente responsabilizados.
(foto de tinatinatinatinatina segundo licença CC-BY-NC-ND 2.0)
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Quando vejo notícias como essa: http://migre.me/8qYk tenho vontade de deixar o anarquismo de lado e entrar no partido pirata!
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