A News Corp. de Rupert Murdoch trocou as voltas aos fãs de música britânicos que se viram preteridos pelos australianos e neo-zelandeses. Embora toda a gente esperasse que a MySpace optasse pelo Reino Unido para fazer a estreia da sua plataforma de streaming gratuito de música fora dos Estados Unidos, a verdade é que foram a Austrália e a Nova Zelândia a terem a sorte de receberem primeiro o MySpace Music.
O serviço resulta de uma joint-venture entre a MySpace e as filiais regionais das quatro grandes editoras discográficas. Para além do catálogo das majors, os utilizadores podem ainda escutar um número ilimitado de músicas e álbuns completos pertencentes a editoras independentes ligadas às distribuidoras independentes IODA e The Orchard.
De fora ficou mais uma vez a Merlin, uma associação de etiquetas indies que ficou conhecida por criticar as condições preferenciais concedidas às majors – como o direito a uma participação no capital da empresa – por altura do lançamento nos EUA em Setembro do ano passado. O streaming é financiado mediante o recurso a publicidade de marcas como Toyota e KFC.
Ao contrário do que acontece na versão norte-americana em que existe uma parceria com a Amazon de forma a permitir a aquisição de downloads das músicas através de links de afiliados, nas versões australiana e neo-zelandesa do MySpace Music a MySpace optou por incluir links para comprar os downloads no iTunes. Quem quiser gastar dinheiro inutilmente pode também adquirir ringtones comercializados pela operadora de telemóveis Fox Mobile da News Corp.
A Music Week refere que o MySpace Music deverá chegar ao Reino Unido dentro de semanas. Não se sabe ao certo é quantas serão… Enquanto isso, o Sul da Europa – e em particular Portugal – acaba por ser mais uma vez relegado para o fim da agenda…
(foto de hoomygumb segundo licença CC-BY-NC-ND 2.0)
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