Há quem jure a pés juntos que o negócio da música digital está a enfrentar uma crise gravíssima com a descida das receitas publicitárias mas de quando em quando lá surge uma notícia de mais uma recolha de fundos multimilionária por parte de uma start-up europeia ou norte-americana.
Desta vez foi a francesa Deezer, responsável pelo serviço de streaming gratuito de música com o mesmo nome, a obter um financiamento no valor de 6,5 milhões de euros. Esta é já a segunda vez desde o seu lançamento em Agosto de 2007 que a empresa consegue uma ronda de investimentos, prefazendo um montante total de 12,2 milhões de euros.
Agora, os principais investidores foram os fundos de investimento AGF Private Equity e CM-CIC Capital Privé, uma filial do banco Crédit Mutuel. Se o apoio destes nomes de peso revelam bem a confiança que o meio financeiro deposita no modelo de negócio da Deezer, tal não se poderá dizer de certos agentes do meio musical francês.
Em Agosto do ano passado, a Sociedade de Autores, Compositores e Editores de Música (SACEM) alertou para o facto dos royalties provenientes das receitas publicitárias do site serem insuficientes para compensar o trabalho dos seus associados.
E a verdade é que apesar da Deezer se orgulhar hoje em dia dos seus mais de dez milhões de utilizadores por toda a Europa e seis milhões na França, a sustentabilidade económica da empresa ainda depende essencialmente do dinheiro gerado pela publicidade.
De modo a diversificar as suas fontes de receitas, a companhia planeia lançar dentro de alguns meses uma versão Premium da sua aplicação para telemóveis iPhone e Android – cuja versão gratuita e mais básica já foi descarregada mais de um milhão de vezes. Embora ainda não haja qualquer confirmação oficial, prevê-se que o preço dessa modalidade Premium venha a ser os mesmos 9,99 euros mensais cobrados pela Spotify.
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Deezer recolhe financiamento no valor de 6,5 milhões de euros http://migre.me/8Vfb