ACTUALIZADO: Warner Music e YouTube fazem as pazes

by Miguel Caetano on 28 de Setembro de 2009

Nove meses depois das negociações para a renovação do contrato de licenciamento da Warner Music Group (WMG) com a YouTube terem terminado abruptamente com a remoção de milhares de vídeos de artistas pertencentes ao catálogo da editora, tudo indica que ambas as partes resolveram terminar as suas quezílias e fazer as pazes.

Na altura em que os vídeos começaram a desaparecer do site da subsidiária da Google, milhares de utilizadores ficaram furibundos com a WMG porque pelo meio da “varredela” os seus vídeos de versões, remisturas e mashups acabaram também por ser eliminados. Posteriormente Neil Young surgiu a público para criticar a YouTube, acusando-a de discriminar a sua editora.  Enfim, a verdade é que os números dos canais mais vistos do site de partilha de vídeos comprovam que a Warner acabou por sair prejudicada face às outras três grandes editoras discográficas (Universal Music Group, Sony Music Entertainment e EMI).

Embora não exista qualquer confirmação oficial, o site da revista Advertising Age cita dois executivos não identificados que adiantam que o acordo entre a Warner e a YouTube já foi assinado, estando ambas as partes apenas à espera que os vídeos da WMG sejam reintroduzidos no site para que o anúncio seja oficializado.

Há dez dias atrás, a CNET tinha já revelado que a WMG e a YouTube estavam prestes a dar um aperto de mãos, pelo que é bastante provável que o acordo esteja de facto garantido. A mesma publicação online tinha dado conta do reatar das negociações em meados de Julho.

Entretanto, a Warner também está a travar negociações com a Vevo, a joint-venture criada em conjunto entre a Universal, Sony e YouTube para o lançamento  de uma plataforma exclusivamente dedicada aos videoclips musicais. Ao contrário destas duas editoras que adquiriram uma participação, a Warner apenas está disposta a estabelecer um acordo não exclusivo de modo a que possa continuar a disponibilizar os seus vídeos noutros sites, incluindo o seu próprio.

Mas será que todos esses boatos não passam de mera especulação? Em declarações à Billboard, fontes próximas das negociações consideraram que o fim da disputa entre WMG e YouTube está “próximo” embora não seja “iminente”. Em relação às negociações com a Vevo, as mesmas fontes indicam que as conversações se encontram ainda nas “fases iniciais”, não estando ainda nada decidido. Cautela, portanto, que “ainda a procissão vai no adro”! Para mais detalhes sobre os termos do acordo que se encontram em cima da mesa, leiam este post de Peter Kafka no MediaMemo

Actualização (19h00 de 29 de Setembro): Afinal a confirmação oficial chegou mais cedo do que o previsto, através de um post no blog da YouTube publicado por Chris Maxcy, director de parcerias da subsidiária do Google. Os vídeos de artistas pertencentes tanto ao catálogo da WMG como da publisher Warner Chappell deverão regressar ao site de partilha de vídeos dentro em breve, o que poderá significar vários meses.

A grande diferença em relação ao acordo a anterior é que agora será a própria WMG que se encarregará de vender a publicidade anexada aos seus clips em vez da YouTube. Deste modo a editora poderá estabelecer os seus próprios preços para esses anúncios e manter a maior das receitas publicitárias que daí resultarem. Nos termos do acordo a YouTube irá receber uma percentagem não revelada de toda a receita gerada.

De modo a possibilitar que a Warner imponha um preço mais elevado aos seus anúncios, a YouTube irá permitir que a editora crie os seus próprios canais personalizados dentro do site exclusivamente dedicados aos seus artistas. Segundo a Billboard, até ao momento ainda não se sabe se os utilizadores poderão copiar e colar widgets dos vídeos da Warner para os seus sites tal como acontece com a maioria dos restantes vídeos, sendo que tudo dependerá da possibilidade de replicar a experiência premium (leia-se, publicidade aos magotes) nos widgets. Os fãs poderão também incluir música da WMG nos vídeos que disponibilizarem na medida em que a editora poderá também adicionar anúncios neles. Contudo, estes vídeos não irão aparecer no leitor de vídeo especial que a YouTube irá desenvolver para a Warner.

(foto de yhancik segundo licença CC-BY-NC-SA 2.0)

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