E o inevitável aconteceu: seis meses após a YouTube ter decidido bloquear o acesso dos utilizadores britânicos a milhares de videoclips musicais disponíveis no seu site de partilha de ficheiros em resultado da suspensão das negociações com a PRS for Music, eis que a subsidiária da Google anunciou a celebração de um novo acordo de licenciamento com a sociedade de gestão colectiva de direitos de autor.
O acordo tem efeitos retroactivos até 9 de Janeiro deste ano quando o acordo anterior expirou e é válido até Junho de 2012. Embora nenhuma das partes tenha revelado os termos concretos do negócio, os jornais britânicos The Telegraph e The Guardian dão conta de que ele envolveu o pagamento adiantado de vários milhões de libras ao longo dos três anos.
Mesmo assim, não existe nem deverá haver tão cedo qualquer informação concreta sob os termos do acordo caso ele tenha implicado a assinatura de uma cláusula de non-disclosure. Uma razão para tanto secretismo deve-se muito provavelmente ao facto da YouTube ter conseguido obter condições preferenciais da PRS face aos restantes fornecedores de serviços de música online que se encontram abrangidos pelas tarifas de streaming de música cobradas pela organização que foram revistas em baixa em Maio passado para um valor mínimo de 0,085 pences por stream.
Como o analista Mark Mulligan da Forrester refere, existe o risco deste acordo criar um precedente no sentido de conceder um tratamento preferencial aos sites mais populares em detrimento de todos os outros. Mas até que ponto é que um site adquire a dimensão suficiente para beneficiar dessas vantagens? Uma coisa é certa: quem não sai beneficiado com este acordo são os compositores e outros sócios da PRS que irão continuar a receber exactamente a mesma quantia mesmo no caso do YouTube aumentar espectacularmente o seu tráfego.
(foto de believekevin segundo licença CC-BY-SA 2.0)
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Regressam os vídeos musicais ao YouTube no Reino Unido http://migre.me/6ndn
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