
Anunciado com grande fanfarra em Junho deste ano, o serviço de downloads verdadeiramente ilimitados de MP3s da responsabilidade do fornecedor de acesso à Internet britânico Virgin Media tem sido proclamado por muitos analistas e bloggers como um modelo a seguir para o futuro da música digital. Em troca do pagamento de uma mensalidade fixa, o utilizador poderá descarregar quantas músicas quiser em formato MP3 sem DRM.
Em comparação, a grande maioria das subscrições de música que alegam oferecer downloads ilimitados não passam de meros serviços de aluguer de música na medida em que para além de fornecerem ficheiros com uma qualidade áudio bastante medíocres, recorrem a medidas de restrição tecnológicas que implicam que deixemos de poder ouvir as músicas assim que deixarmos de subscrever o serviço ou que trocarmos de telemóvel ou computador pessoal.
Mas os planos da Virgin Media estão a ser contestados por algumas das maiores editoras discográficas do mundo. O resultado é que o lançamento do serviço que estava inicialmente marcado para antes do Natal poderá ser adiado. A ser verdade esta é a segunda vez que tal acontece.
Na verdade, até hoje a única das quatro grandes companhias discográficas que deu o sim a esta espécie de tarifa plana foi a Universal Music. E segundo fontes internas contactadas pela New Media Age, tudo indica que a Sony Music e a EMI não acreditam na viabilidade do serviço. Estas duas editoras receiam sobretudo que em vez de converter os partilhadores inveterados para o lado legal da música online, a subscrição acabe por canibalizar as já de si fracas vendas digitais realizadas a partir do iTunes.
Quanto à quarta major, a Warner Music Group, esta ainda se encontra a negociar com a Virgin Media. Mas os receios da EMI e Sony Music podem muito bem ser infundados, como explicou um executivo sénior da Universal que citou uma pesquisa segundo a qual cada utilizador deverá descarregar uma média de apenas 35 músicas por mês mesmo no caso de ter acesso a um catálogo ilimitado.
De qualquer forma, para que o serviço atinja o sucesso desejado é essencial para a Virgin Music que outras editoras para além da Universal autorizem o licenciamento do seu catálogo. Caso contrário, nenhum cliente estará disposto a pagar para poder descarregar apenas uma pequena parte da música que lhe interessa. O plano original da Virgin Media baseava-se numa plataforma P2P assente em redes de partilha de ficheiros mas infelizmente a ideia não foi lá muito bem aceite pelas editoras pelo que o serviço acabou por ser congelado.
Embora essa ideia pareça posta de parte, por enquanto ainda não se sabe ao certo qual o preço que os utilizadores britânicos terão que pagar para subscreverem a oferta e quantas músicas é que eles poderão descarrregar. Em declarações ao The Guardian o presidente da Virgin Media Richard Branson limitou-se a adinantar que o serviço dará aos consumidores “todos os MP3s que eles quiserem por uma pequena quantia mensal.” O mesmo jornal refere que o ISP está a ponderar cobrar o equivalente a dois álbuns por mês.
(foto de Howard.Gees segundo licença CC-BY-NC-SA 2.0)
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EMI e Sony Music duvidam do plano de downloads ilimitados do ISP britânico Virgin Media http://migre.me/6LAA
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