
Mais uma notícia que mostra que a China está sempre à frente do resto do mundo no que diz respeito a novos modelos de negócio para o mundo da música. Depois da Google ter em Agosto do ano passado lançado no país asiático um motor de pesquisa que permite encontrar e descarregar centenas de milhares de músicas pertencentes às maiores editoras de discos do globo, foi agora a vez da Pepsi lançar a sua própria editora discográfica.
A ideia faz sentido: em vez de ter que pagar enormidades a grandes vedetas da música Pop e Rock para aparecerem nos seus anúncios, a marca de refrigerantes tem assim a oportunidade de transformar artistas talentosos mas desconhecidos em superestrelas, desenvolvendo assim as suas carreiras de uma forma orgânica e sustentada.
De acordo com o Media Asia, o nome da nova editora chinesa da Pepsi chama-se QMusic e foi lançada em parceria com a Qun Yin Culture and Entertainment. Numa fase inicial, a QMusic irá começar por editar os finalistas do Battle of The Bands, um concurso televisivo especialmente concebido “para as bandas e os cantores aspirantes que pretendem gravar, promover e comercializar a sua música” através da QMusic.
Segundo a Business Week, outra das vantagens dos artistas que assinarem com a QMusic é serem incluídos num anúncio da Pepsi a ir para o ar no final da época do programa de televisivo. Paralelamente aos media tradicionais, a Pepsi também criou um site exclusivamente dedicado ao programa onde os fãs podem encontrar entrevistas de bastidores e notícias, bem como tornarem-se membros de uma rede social.
Até ao momento, mais de seis mil bandas já participaram em edições locais do Battle of The Bands” que decorreram em 122 cidades. Na fase final actualmente em curso, as dez bandas finalistas actuam em dez espectáculos a irem para o ar todos os sábados na China Blue TV, uma das principiais cadeias de televisão por satélite.
A QMusic será liderada por Tony Yapp. A propósito da nova editora, este executivo da indústria musical afirmou o seguinte: “Isto é a editora de música 3.0. A Editora 1.0 limitava-se a lançar CDs e delegava tudo o resto para o artista. A Editora 2.0 lidava com todo o pacote mas o artista tinha à mesma que arranjar patrocinadores. A QMusic irá fornecer todo o pacote, contando para isso com o apoio de um patrocinador dedicado.”
Eu não diria melhor. Dados os elevado níveis de pirataria de música existentes na China, é mais do que natural que as tradicionais grandes editoras se sintam forçadas a abandonar o mercado e a ceder terreno a este tipo de novas etiquetas em que a edição de música mais não é do que um mero veículo promocional da marca, lado a lado com a promoção de concertos, a publicidade tradicional e os programas televisivos.
(foto de Matthew J. Stinson segundo licença CC-BY-NC 2.0)
Não existem artigos relacionados.



{ 2 comments… read them below or add one }
Pepsi, o som da nova geração chinesa http://migre.me/4Syn
Pepsi, o som da nova geração chinesa http://migre.me/4Syn