Venda do Pirate Bay cada vez menos provável

by Miguel Caetano on 29 de Julho de 2009

No início do mês, quando a proposta de aquisição do Pirate Bay pela Global Gaming Factory X (GGFX) no valor de 5,5 milhões de euros foi conhecida, pareceu-me que haviam demasiadas incoerências no discurso da companhia sueca proprietária de uma rede de cibercafés e salões de jogos para que o negócio se viesse a concretizar.

O futuro traçado pelo director executivo da GGFX Hans Pandeya para a “Baía dos Piratas” era pura e simplesmente demasiado optimista. Pandeya pretendia simultaneamente compensar os detentores de direitos e ajudar os partilhadores a ganharem dinheiro com a sua actividade. Para além disso, faltava ainda arranjar um financiador interessado bem como convencer o conselho da administração da empresa da viabilidade desse modelo de monetização do P2P que Pandeya pretendia.

Não obstante, há cerca de duas semanas atrás a GGFX contratou Wayne Rosso (antigo director executivo da Grokster) para servir de intermediário com as grandes editoras discográficas. Na altura, Rosso mostrou-se bastante esperançoso. Mas não demorou muito para esta onda de optimismo fosse substituída por um sentimento de decepção.

Em declarações à CNET, Rosso revelou que as conversações com as majors paralisaram porque ele e alguns dos alegados investidores interessados em financiar a GGFX chegaram à conclusão que a companhia não possui os fundos necessários. O empreendedor acrescentou ainda que Pandeya e a GGFX não cumpriram os prazos de pagamento estabelecidos com ele e a sua equipa.

Por seu lado, Pandeya afirmou à CNET que está tudo a decorrer como previsto e sugeriu que Rosso foi demasiado impaciente, tendo também refutado as acusações de incumprimento do prazo de pagamento ao antigo patrão da Grokster. Do campo dos “piratas”, uma fonte próxima dos fundadores do Pirate Bay disse ao TorrentFreak que estes concederam à GGFX um prazo de uma semana para recolher o dinheiro necessário dos investidores. Se até lá tal não for alcançado, a intenção de compra deixará de ter qualquer validade.

Apesar do futuro do maior tracker de BitTorrent parecer ter voltado à estaca zero, há quem prefira que o site seja logo definitivamente encerrado. É o caso de uma série de grandes estúdios de cinema e produtoras de televisão que solicitaram esta semana ao Tribunal Distrital de Estocolmo que ordene o termo das suas actividades. Este pedido surge na sequência de documentos legais submetidos ao mesmo tribunal por Peter Danowsky, advogado das quatro grandes editoras discográficas (Universal, Warner, Sony e EMI) em que este exigia a aplicação de multas adicionais aos três administradores do Pirate Bay – Fredrik Neij, Gottfrid Svartholm Warg e Peter Sunde – por cada dia que o site continuasse a permitir a violação dos seus direitos de autor.

Mas na verdade, o que é facto é que na sua decisão que condenou Neij, Warg, Sunde e o empresário sueco Carl Lundström a um ano de prisão e ao pagamento de uma indemnização no valor de 2,7 milhões de euros, o tribunal não emitiu qualquer injunção no sentido de fechar o site. Os grandes estúdios de Hollywood e produtoras televisivas como Columbia, Disney, NBC, Paramount, Sony, 20th Century Fox, Universal e Warner, acham que isso prejudica os seus interesses e querem agora um bloqueio definitivo do site de modo a impedir todas as infracções ao direito de autor cometidas por seu intermédio.

Como se isto não bastasse, a acusação exige ainda que a Black Internet AB, a empresa fornecedora de largura de banda do Pirate Bay feche as torneiras ao site. Quem não está muito preocupado é Peter Sunde, o porta-voz do site: “É apenas mais um dia na telenovela do Pirate Bay. Eles estão a processar-nos em Estocolmo e nenhum de nós mora lá.” Sunde faz ainda questão de salientar que desde 2006 que o tracker é controlado pela Reservella, uma empresa sediada nas ilhas Seicheles.

Seja como for, se por acaso o tribunal decidisse mesmo declarar o encerramento do Pirate Bay, tal não seria tão dramático para a comunidade de utilizadores de P2P como há alguns meses atrás. Isto porque recentemente surgiram dois trackers públicos descentralizados, como o OpenBitTorrent e o PublicBT. Hajam alternativas!

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1 davidtones 30 de Julho de 2009 às 3:41

Venda do PirateBay cada vez menos provável http://bit.ly/Dx3Dx

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2 Marco 30 de Julho de 2009 às 12:30

Deviam era ter vendido logo no momento nem que fosse mais barato :P
Depois vai o negócio por àgua abaixo … negócio para os actuais donos claro, que o resto do negócio seria mais outro kazaa like.

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3 Voz do Além 30 de Julho de 2009 às 13:50

Venda do Pirate Bay pode não rolar: http://bit.ly/Dx3Dx

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4 Sua fonte de música! 31 de Julho de 2009 às 5:15

Venda do Pirate Bay cada vez menos provável http://migre.me/4rMj

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5 @danielsouzat 30 de Agosto de 2009 às 18:09

Ilhas Seicheles aonde fica isto? Cada vez mais é percebido que o pessoal do TPB estará sempre vários passos a frente de seus inimigos;

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