Virgin Media e Universal Music preparam subscrição de downloads ilimitados de MP3

by Miguel Caetano on 15 de Junho de 2009

Já não é a primeira vez que as majors lançam uma oferta de downloads ilimitados de MP3 sem DRM no Reino Unido. Esta honra coube ao Datz Music Lounge, que inclui os catálogos das majors EMI e Warner Music Group e s independentes Beggars Group e The Orchard.   O problema é que este era um plano anual que obrigava o consumidor a comprometer-se ao pagamento antecipado de 100 libras.

Mas hoje o fornecedor de acesso à Internet britânico Virgin Media e a Universal Music Group anunciaram uma nova assinatura mensal que permitirá descarregar um número ilimitado de MP3s em troca de uma mensalidade. De acordo com o que responsáveis por ambas as empresas afirmaram à Music Ally, o preço deste serviço será inferior ao de dois CDs.

Para além desta oferta premium com lançamento previsto mais para o final do ano, será também lançado um pacote básico com um preço supostamente mais acessível com downloads incluídos mas não ilimitados. Ambas as ofertas incluirão também a possibilidade de escutar via streaming um número ilimitado de músicas.

Se as vantagens deste serviço são evidentes – possibilidade de descarregar um número ilimitado de MP3s e transferi-los para um iPod, iPhone ou outro leitor de música digital, sem correrem o risco de as perder devido a restrições tecnológicas idiotas -, o plano também esconde vários inconvenientes.

Em primeiro lugar, porque apesar da Virgin Media afirmar que se encontra actualmente em negociações com outras grandes e pequenas editoras britânicas de forma a incluir o seu catálogo, até ao momento apenas a Universal deu o sim à oferta. Segundo, porque as músicas serão descarregadas a partir de um servidor central e não através de redes de partilha de ficheiros.

Esse era o plano original da Virgin Media para o serviço de música online e que era suposto incluir todas as majors, mas que acabou por ser engavetado porque a Sony e a Universal exigiam que o ISP empregasse tecnologia de Inspecção Profunda de Pacotes (DPI) de modo a monitorizar as transferências de ficheiros e queriam que os uploads e downloads de música a partir dos PCs dos utilizadores fossem bloqueados.

Ao que tudo indica, o recurso a DPI parece agora ter sido posto de parte. Mas não há bela sem senão: ao autorizar este serviço a Universal Music Group exige ao mesmo tempo que a Virgin proteja a sua “propriedade intelectual” e “reduza significativamente a distribuição não autorizada do seu repertório através da sua rede.”

Apesar das empresas não o especificarem, um porta-voz da Virgin afirmou ao PaidContent:UK que a operadora planeia suspender temporariamente o acesso à Internet aos infractores que continuarem a descarregar conteúdos não autorizados depois de receberem várias notificações. Estas suspensões poderão durar entre alguns minutos a algumas horas.

De forma a acautelar, todos os receios de uma deserção em massa dos seus actuais clientes, a Virgin garante que não privará permanentemente o acesso a nenhum dos seus clientes. Mesmo assim, para além das suspensões temporárias, os partilhadores poderão ver a velocidade da sua largura de banda reduzida ou levar com irritantes janelas pop-up sempre que tentarem visitar um site de partilha de ficheiros. Segundo a ZDnet UK, os partilhadores serão identificados pela DTecNet, ao serviço da Universal Music. Esta empresa dinamarquesa de combate já é actualmente utilizada pela RIAA.

Mas se a parceria entre a Universal e a Virgin Media assenta numa combinação da cenoura com o pau, ela falha rotundamente por não incluir o catálogo das outras três grandes editoras e de outras etiquetas independentes. Ou seja, trata-se apenas de mais um clube privado em que os termos de acesso são fixados por grandes conglomerados multimédia, em detrimento de todos os outros. Não é assim que se combate os downloads não autorizados.

Embora não se preveja que a versão final do relatório Digital Britain que o governo britânico deverá lançar amanhã contenha quaisquer referências concretas, seria bom que o executivo de Gordon Brown desse o exemplo e estabelecesse as linhas-mestras para uma verdadeira licença voluntária global que não discrimine ninguém.

Caso contrário, os consumidores serão forçados a pagar quatro subscrições de “downloads ilimitados – uma por cada major. Não há orçamento que aguente! Só um plano global com regras equitativas para todos os agentes do mercado será capaz de interessar às pequenas editoras independentes.

(foto de jamesks segundo licença CC-BY-SA 2.0)

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Acordo entre Universal e Virgin é duvidoso | Ouve-se
16 de Junho de 2009 às 20:32
EMI e Sony Music duvidam do plano de downloads ilimitados do ISP britânico Virgin Media :: w a z z u p
11 de Setembro de 2009 às 11:48

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1 Fábio A. E. Mello 15 de Junho de 2009 às 23:23

Virgin Media e Universal Music preparam subscrição de downloads ilimitados de MP3 http://tinyurl.com/mvqubq

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2 Fábio Alexandre 16 de Junho de 2009 às 1:23

Virgin Media e Universal Music preparam subscrição de downloads ilimitados de MP3 http://tinyurl.com/mvqubq

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3 Integra Minas 16 de Junho de 2009 às 7:18

#IntegraMG Virgin Media e Universal Music preparam subscrição de downloads … http://migre.me/2fP5

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