Patrão da Spotify reconhece que os anúncios estão a render pouco dinheiro

by Miguel Caetano on 30 de Junho de 2009

As notícias divulgadas na semana passada de que o serviço de streaming de música online da empresa sueca Spotify só estava a gerar uma média de 16 cêntimos de euros mensais em publicidade por cada utilizador devem ter deixado muitos responsáveis da indústria discográfica desapontados. Afinal de contas, ao longo dos últimos seis meses o serviço tem sido promovido como a melhor invenção no campo da música online desde o surgimento da loja do iTunes da Apple, o que não é coisa pouca!

Agora, Daniel Ek – o co-fundador da Spotify -, concedeu uma entrevista a Andrew Orlowski do The Register onde admite que o modelo de negócio da empresa não está a cumprir com o inicialmente previsto: “Estamos a enfrentar uma das piores recessões de sempre e está demorar mais tempo para começarmos (a atingir as nossas previsões de receitas). Nós consideramos que ainda não começámos verdadeiramente. Não se pode erguer um modelo auto-sustentável em apenas quatro meses, como o iTunes.”

Outra confissão feita por Ek é que a integração da loja de downloads da 7Digital anunciada no final de Março não está a correr lá muito bem.

Ek é da opinião que a indústria musical terá que adoptar um modelo de acesso em que em vez de comprarem ficheiros, os utilizadores pagarão pela música através da visualização ou audição de anúncios, por intermédio de assinaturas adicionais a pagar aos seus fornecedores de acesso à Internet ou mediante a compra de telemóveis e leitores de MP3 que já vêm com serviços de subscrição e pacotes de downloads ilimitados: “O que faz actualmente falta na indústria é saber quem ou o que poderá facilitar este tipo de acordos de licenciamento.”

Segundo Daniel Ek, 10 por cento dos utilizadores do Spotify passaram a comprar mais música em resultado da utilização do serviço, ao passo que 20 por cento passaram a gastar menos dinheiro na aquisição de discos. O empreendedor revelou ainda que o serviço conta com um nível de utilização – não confundir com número de utilizadores – cinco a seis vezes superior ao da concorrência. e que seria actualmente o serviço mais popular do mundo caso não fosse legal.

Na mesma entrevista, Ek admitiu que a tecnologia que está na base do Spotify pode ser aplicada a outros conteúdos como programas de televisão, filmes e videoclips mas que nos próximos anos a empresa pretende concentrar os seus esforços na distribuição de música. Sim, realmente acho que é o melhor que ele tem a fazer porque tentar ganhar dinheiro com a música online via publicidade e subscrições já é uma tarefa por si só bastante complicada, quando não mesmo impossível ;-)

(foto de fmg2001 segundo licença CC-BY-NC-SA 2.0)

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1 Fábio Alexandre 1 de Julho de 2009 às 0:27

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2 Sua fonte de música! 1 de Julho de 2009 às 10:21

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