Editoras independentes francesas atacam YouTube

by Miguel Caetano on 19 de Junho de 2009

As editoras independentes francesas já por diversas vezes demonstraram que não percebem a Internet. Através da Sociedade Civil de Produtores de Fonogramas de França (SPPF) em Novembro de 2008 instauraram um processo contra a Vuze – ex-Azureus -, e LimeWire que acabou por incluir também o Sourceforge, por este site de projectos de código-fonte aberto alojar a aplicação de P2P Shareaza.

Agora a sociedade de gestão colectiva que representa os interesses das indies francesas acaba de instaurar uma acção judicial contra o YouTube no Tribunal de Grande Instância de Paris por violação dos seus direitos de autor, de acordo com a Billboard. Pelos vistos, os 14,9 por cento de aumento das suas receitas (14,5 milhões de euros) no ano passado, não parece tê-la satisfeito. 

Segundo a SPPF, o site de partilha de vídeos não respondeu adequadamente ao seu pedido de remoção de mais de 100 videoclips musicais pertencentes ao seu catálogo. Apesar da subsidiária da Google ter de facto eliminado os vídeos ele acabaram por ser novamente disponibilizados por utilizadores. Daí que esteja a exigir o pagamento de uma indemnização no valor de dez milhões de euros.

No entanto, a YouTube alega em sua defesa que a SPPF nunca se deu ao trabalho de aderir ao seu sistema Content ID de protecção de conteúdos que permite identificar os vídeos protegidos por direitos de autor e concede ao titular de direito a possibilidade de bloqueá-lo ou de monetizá-lo mediante a inclusão de um anúncio publicitário.

Que este tipo de reacção seja regularmente empregue por parte das grandes editoras discográficas não é surpreendente. Surpreendente é ver que as editoras de menor dimensão continuam a queixar-se de tudo e todos sem fazerem nada para resolver os seus próprios problemas. Pela sua dimensão, as indies tinham obrigação de serem mais flexíveis face ao meio online do que as majors. Pelos vistos não…

(foto de thms.nl segundo licença CC-BY 2.0)

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{ 5 comments }

1 Fábio Alexandre 20 de Junho de 2009 às 3:49

Editoras independentes francesas atacam YouTube http://tinyurl.com/m9ssfk

2 Marco 21 de Junho de 2009 às 14:27

Em vez de verem uma oportunidade de expansão de negócio …
Enfim …

3 netshark 22 de Junho de 2009 às 10:41

A França tem desde há muito um postura muito fascista no que toca á Informática. Isto vem de muito longe mesmo, e é uma cultura reminiscente dos tempos da França colaboracionista de Vichy e posteriormente dos governos de Charles de Gaulle.

Ha mais de 10 anos atrás um auditor de segurança francês foi processado criminalmente e civilmente por uma empresa de antivirus, por infração dos direitos de autor, porque descobriu vulnerabilidades graves no software que eles vendiam, que comprometia a integridade dos sistemas em que corria.

É um sistema judicial que coloca verdadeiramente em primeiro, o estado, depois as empresas privadas, e por ultimo os cidadãos, que no fundo, é sonho de muitos lobbies economicos.

4 netshark 22 de Junho de 2009 às 11:21

A França tem desde há muito uma postura muito fascista no que toca á Informática. Isto vem de muito longe mesmo, e é uma cultura legal reminiscente dos tempos da França colaboracionista de Vichy e posteriormente dos governos de Charles de Gaulle.

Ha mais de 10 anos atrás um auditor de segurança francês foi processado criminalmente e civilmente por uma empresa de antivirus, por infração dos direitos de autor, porque descobriu vulnerabilidades graves no software que eles vendiam, que comprometia a integridade dos sistemas em que corria.

É um sistema judicial que coloca verdadeiramente em primeiro, o estado, depois as empresas privadas, e por ultimo os cidadãos, que no fundo, é sonho de muitos lobbies economicos.

5 A_F 22 de Junho de 2009 às 15:22

Será que o nosso troll de serviço Mad Dogg acha que é um sistema ocidental ou oriental? ;)

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