Más notícias para a comunidade de utilizadores de BitTorrent, o MiniNova, um dos maiores trackers de torrents do mundo acaba de anunciar uma parceria com uma empresa de tecnologia não identificada com vista à implementação de um sistema de reconhecimento e filtragem de conteúdos cuja distribuição não é autorizada.
A tecnologia foi escolhida pelos próprios titulares de direitos que pretendiam algo mais simples do que o actual esquema de remoção de torrents empregue pelo MiniNova assente no envio de intimações.
Segundo o que Neikvan der Maas, proprietário, fundador e administrador do MiniNova – afirmou à Slyck, este sistema deverá funcionar apenas durante um período limitado de tempo: “Trata-se apenas de um teste de modo a determinar se o reconhecimento de conteúdos é uma forma prática de identificar ficheiros torrent em violação dos direitos de autor. O teste irá durar 12 semanas.”
Tudo estaria bem se os ficheiros torrent fossem de facto ilegais mas até hoje nunca nenhum tribunal alegou neste sentido. De facto, os torrents consistem apenas em metadados que encaminham os utilizadores para os conteúdos que pretendem descarregar.
Mas do mal ao menos: a “experiência” só irá abranger um número limitado de obras e deverá funcionar de um modo transparente. Deste modo, a empresa contratada faz o download do torrent e verifica se se refere a material protegido por direito de autor. Em caso afirmativo, informa então a equipa do MiniNova de forma a remover o ficheiro da sua base de dados e a impedir que alguém volte a fazer o upload.
Coincidência ou não, o julgamento do MiniNova em resultado do processo instaurado pela BREIN deverá começar já no próximo dia 20 de Maio. Esta organização holandesa de anti-pirataria pretende justamente que o site implemente tecnologias de filtragem e bloqueio de conteúdos não autorizados. Contudo, Neik garante a pés juntos que o novo sistema não tem nada a ver com a acção legal.
Ao contrário do Pirate Bay, o MiniNova sempre cumpriu com todas as notificações enviadas pelos titulares de direitos. Mas pelo vistos, isto não foi suficiente para evitar cair no golpe baixo da censura e do bloqueio de conteúdos. Não admira por isso que os utilizadores estejam revoltados com este anúncio. É por isso que o julgamento do Pirate Bay e toda a polémica em torno da partilha de ficheiros assenta numa luta entre os defensores e os opositores da liberdade. Dizer o contrário só demonstra desconhecimento ou hipocrisia.

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Post do @remixtures mostra que #mininova está testando uma forma de restringir torrents ilegais: http://migre.me/Z4q
Post do @remixtures mostra que #mininova está testando uma forma de restringir torrents ilegais: http://migre.me/Z4q
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