Embora o Imeem se encontre neste momento em grandes apuros – o que levou mesmo a Warner Music Group a declarar como prejuízo a totalidade do seu investimento na startup -, a empresa conseguiu nas últimas semanas obter 2,3 milhões de dólares (1,7 milhões de euros) de uma ronda de financiamentos que deverá ascender a 6,5 milhões de dólares (4,8 milhões de euros).
Se esta soma não será suficiente para reequilibrar as suas finanças – quantos mais utilizadores o seu serviço de streaming de música online tem, mais a companhia é obrigada a pagar em royalties às grandes editoras -, pelo menos sempre deverá ter servido para lançar uma aplicação para o iPhone.
Mas tal como acontece no caso da aplicação móvel do Imeem lançada em Outubro do ano passado para o Android, a plataforma móvel de código-fonte aberto do Google, os utilizadores não poderão pesquisar e aceder a pedido aos milhões de temas que o serviço financiado por publicidade permite escutar de borla a partir do seu site na Web e que foram disponibilizadas pelos utilizadores.
Em vez disso, a aplicação limita-se a criar estações de rádio personalizadas a partir da indicação do nome de um artista ou de uma música. Se gostarmos de uma música que acabámos de ouvir podemos adquiri-la automaticamente a partir da loja móvel do iTunes. Nesse sentido, não existem grandes diferenças que a distingam das aplicações da Last.fm ou da Pandora.
Mas o grande ponto forte a favor da aplicação do Imeem para o iPhone é a funcionalidade “My Music” que permite fazer streaming da sua biblioteca de músicas transferidas para os servidores do site. Esta funcionalidade não traz nada de novo – desde Fevereiro deste ano que os utilizadores de telemóveis Android podem usufruir dela -, mas sempre é uma forma de contornar os limites de capacidade de armazenamento de dados da memória flash dos iPhones que apenas permite guardar um máximo de 16 GB.
Graças ao My Music do Imeem, os utilizadores têm o direito de fazer um máximo de 20 mil uploads da sua própria colecção de músicas. Mas esta ideia de aceder toda a nossa a música em todo o lado a partir de uma nuvem de servidores espalhados pelo mundo não sai nada barata: 99,99 dólares ao ano. De qualquer modo, sempre são 80 Gigabytes de música!
Quem quiser experimentar o serviço, pode fazer o upload gratuito de um máximo de 100 músicas. Depois existem também outras opções como a que permite efectuar o upload de mil músicas em troca do pagamento de 29,99 dólares.
Mas a questão que se coloca – mais uma vez… – é porque é que alguém há-de pagar por algo que já pode ser utilizado de borla ou a um preço muito mais acessível? É que a Simplify Media já disponibiliza desde há algum tempo uma aplicação para o iPhone que permite fazer streaming dos ficheiros alojados no disco rígido do nosso computador. A única vantagem do Imeem é que evita ter o nosso computador permanentemente ligado. Mas daí a pagar quase 100 dólares vai um grande passo…

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@sanainside: instalei o seu FriendFeed widget para o WordPress no Remixtures http://migre.me/1eqZ Será que dá para ter realtime?