Quando se fala na descida das vendas de discos, os downloads ilegais são em regra geral invocados pelos representantes do sector como os causadores dessa desgraça. Mas será mesmo assim? Os defensores do P2P e da cultura livre têm vindo a argumentar já desde há uma série de anos que tal não é assim e que a partilha de ficheiros contribui para que as pessoas gastem mais dinheiro com música, comprem mais CDs e discos em vinil, frequentem mais concertos, etc.
Mas de nada vale apresentar estudos fundamentando esse argumento porque a resposta acaba por ser sempre a mesma: “As vendas de discos estão a descer e alguém é o culpado.” Daí que os downloads ilegais sejam invariavelmente o bode expiatório. Assim de repente, estou a lembrar-me de um estudo encomendado pelo governo canadiano e cujos resultados publicados em Novembro de 2007 apontavam para o facto de quantos mais downloads se faz, mais CDs se acaba por comprar.
Agora, um estudo da Escola Norueguesa de Gestão BI divulgado pelo ArsTechnica corrobora essa mesma posição. Após examinarem os hábitos de downloads de música de mais de 1900 internautas com idade superior a 15 anos, os investigadores chegaram à conclusão que aqueles que descarregaram gratuitamente música a partir de sites e redes ilegais adquiriram legalmente dez vezes mais música do que os restantes utilizadores.
De acordo com o mesmo estudo, 50 por cento inquiridos pertencentes à faixa etária entre os 15 e os 20 anos compraram um CD nos últimos seis meses. Mesmo assim, a maioria prefere os downloads pagos a partir da loja do iTunes e de outras aos CDs convencionais.
Como seria de esperar, as editoras discográficas não perderam tempo a refutar estas conclusões. Bjørn Rogstad da EMI, por exemplo, disse que apesar de tudo indicar que os downloads ilegais grátis fomentarem as vendas de downloads pagos não existem dados concretos que garantam isso uma vez que as receitas continuam a descer.
O que é certo é que segundo o The Guardian, desta vez os investigadores não se limitaram a confiar na palavra de honra dos partilhadores e chegaram mesmo a solicitar-lhes que apresentassem os comprovativos das suas aquisições. Já era altura da indústria discográfica ou pelo menos a Justiça começar a dar ouvidos a estes estudos, não acham?
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E esta? RT @Zeavy: RT @remixtures POST: “Piratas” compram 10 vezes mais música do que os restantes internautas http://tinyurl.com/de3rdn
E agora??… RT @remixtures: POST: “Piratas” compram 10 vezes mais música do que os restantes internautas http://tinyurl.com/de3rdn
A ler: “”Piratas” compram 10 vezes mais música do que os restantes internautas | Remixture” ( http://tinyurl.com/dgxpzl )
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RT @t3mujin A ler: “”Piratas” compram 10 vezes mais música do que os restantes internautas | Remixture” ( http://tinyurl.com/dgxpzl )
RT @PauloQuerido: E, de novo: RT @VozdoAlem: “PIratas” compram dez vezes mais músicas que o resto: http://tinyurl.com/de3rdn
“PIratas” compram dez vezes mais músicas que o resto: http://tinyurl.com/de3rdn
RT @PauloQuerido: E, de novo: RT @VozdoAlem: “PIratas” compram dez vezes mais músicas que o resto: http://tinyurl.com/de3rdn
Com toda a certeza, Miguel. É o tipo de informação que fica convenientemente esquecida no debate oficial. Enquanto isso, os cálculos de déficit são sempre baseados em falsas certezas, que na verdade são apenas hipóteses, como assumir que quem baixa ilegalmente um fonograma fosse necessariamente comprá-lo caso não houvesse de graça na rede. É bem estúpido por parte de qualquer corte proferir decisões com cálculos de indenização "fundamentados" por meras hipóteses. O pior é o ar de transparência que se vê nas falácias da OECD.
Esse tipo de estudo que foi postado aqui deve ganhar maior circulação e é triste ver que quem procura fazê-lo são blogs e cidadãos adeptos da causa, não institutos oficiais ou de imprensa, esses que dizem ter compromisso com as tão distantes deusas Isonomia e Imparcialidade.
Pois é. A comunicação social tradicional continua a ignorar este tipo de pesquisas e a só dar valor às versões da indústria de entretenimento. Os que transmitem este tipo de informação são apenas os blogs ou, uma vez por outra, algum site de notícias de tecnologia. Mesmo assim, esta última situação é muito rara…
RIAA,EMI , ETC: Eu sou muito bom para seus numeros…
“Piratas” compram 10 vezes mais música do que os restantes internautas: http://tinyurl.com/dgxpzl
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