Pague o que quiser pelo concerto à saída

by Miguel Caetano on 17 de Abril de 2009

K-osA táctica ficou famosa com o álbum In Rainbows que os Radiohead disponibilizaram em formato digital a partir do seu site em Outubro de 2007, alastrou-se aos CDs – com menos ou mais sucesso – e agora parece ter chegado aos concertos. Esta é pelo menos a intenção de Terry McBride, o patrão da editora e empresa de management canadiana Nettwerk que tem sido pioneira em muitos aspectos da música digital.

McBride aceitou a ideia do rapper de Toronto k-os de oferecer aos fãs a possibilidade de indicarem o preço que desejam pagar por um concerto depois do assistirem. Segundo a Billboard, o modelo será aplicado durante a digressão canadiana de k-os que tem início já a 30 de Abril e que termina a 16 de Maio. 

Como é óbvio, terá que haver alguém a pagar de antemão a factura de todas as despesas da tourné. Neste caso, essa empresa é a operadora de telecomunicações Roger Wireless que também pretende oferecer 100 bilhetes promocionais. E não estamos propriamente a falar de salas de pequena dimensão mas sim de arenas com capacidade para aguentar com 2500 pessoas.

Ao contrário do que seria esperar, a promotor da digressão, a gigante norte-americana dos concertos Live Nation, não mostrou qualquer reticência em relação ao plano. Outra ideia interessante que k-os teve foi a de montar uma tenda para doações destinadas à Fundação David Suzuki, uma associação canadiana sem fins lucrativos destinada à protecção da natureza. Nessa tenda os fãs poderão ainda receber uma cópia grátis de uma versão de remisturas do novo álbum do artista intitulado Yes! It’s Yours e que acaba de ser editado com o selo da Universal Music Canadá. Este disco conta não só com remisturas de profissionais mas também de uma selecção das melhores remixes produzidas pelos fãs.

Pelas sua parte, k-os acredita que esta série de concertos grátis irá atrair novos fãs. Contudo, ele não deixa de admitir que é um risco confiar assim no bom senso dos fãs. E de facto, não deixa de ser extremamente arriscado, tendo em conta que se trata de uma oferta grátis de um bem escasso e não um bem capaz de ser infinitamente reproduzido como um ficheiro digital. Mas com a almofada financeira de uma grande operadora de telemóveis a coisa já fica mais confortável ;-)

(foto de Qinn segundo licença CC-BY-NC-ND 2.0)

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{ 4 comments }

1 Gerson 18 de Abril de 2009 às 16:55

É o que penso também Miguel. Quem trabalha com produção de shows sabe que alguém tem que pagar a conta, até porque ainda hoje em dia, contar com bilheteria é algo bastante arriscado. Mas questiono a coisa aqui: se já existe um patrocinador para "bancar" o evento, para que ainda tentar tirar mais algum dinheiro do fã?

2 Erick Silva 20 de Abril de 2009 às 1:16

Vou para a cama. Mas antes tenho que bater palmas ao grande músico K-os e as suas ideias: http://is.gd/tmrV

3 Erick Silva 20 de Abril de 2009 às 3:16

Vou para a cama. Mas antes tenho que bater palmas ao grande músico K-os e as suas ideias: http://is.gd/tmrV

4 Erick Silva 20 de Abril de 2009 às 3:16

Vou para a cama. Mas antes tenho que bater palmas ao grande músico K-os e as suas ideias: http://is.gd/tmrV

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