Quando se diz que hoje em dia já é possível a uma banda sem contrato sobreviver sozinha sem a “ajuda” de uma grande editora discográfica, a resposta habitual é que esses modelos de negócios inovadores só funcionam com grandes vedetas como os Radiohead e os Nine Inch Nails.
E se em seguida indicarmos o nome de artistas menos conhecidos que já conseguem fazer carreira por si próprios, o mais provável é que nos digam que se tratam de meia dúzia de casos isolados que não podem servir para a grande maioria dos artistas.
Pois bem, hoje apresento-vos mais um exemplo de iniciativa e empreendedorismo no negócio da música. Estou a referir-me aos canadianos Metric que optou por lançar Fantasies, o seu mais recente álbum, em nome próprio. Em termos de distribuição, para além de comercializar o disco com a ajuda da TopSpin no seu próprio site, o grupo conseguiu ainda estabelecer um acordo de distribuição directa com o iTunes.
Segundo o manager da banda afirmou ao Los Angeles Times, até agora foram comercializados mais de 24 mil downloads dos dez temas incluídos no longa duração. Estes números podem não parecer nada de excepcionais quando avaliados à luz das métricas tradicionais da indústria discográfica mas a verdade é que a banda conseguiu com isto gerar mais dinheiro em três semanas do que em quatro anos com o seu último álbum que vendeu mais de 45 mil cópias.
Por cada single de 99 cêntimos vendido no iTunes a banda fica com 77 cêntimos. Caso tivesse optado por um contrato discográfico, teria recebido menos de 22 cêntimos. Outra fonte adicional de receitas que dá muito jeito são os pacotes de luxo no valor de 64,99 dólares que os Metric colocaram à venda a partir do seu site e que se esgotaram todas num prazo de 48 horas. Em resultado disso, a banda decidiu fazer uma nova edição.
De forma a promover a disseminação viral do álbum, existe um widger cujo código qualquer pessoa pode copiar e colar no seu blog ou site de modo a poder escutar todas as músicas via streaming. Mesmo assim, tal como o Mike Masnick refere no Techdirt, ainda acho que a banda teria conseguido alcançar mais vendas se tivesse decidido oferecer as músicas de borla.
Por fim e este é também mais um ponto inovador do plano de negócios da banda, eles decidiram efectuar um empréstimo de 50 mil dólares (37,700 euros) por uma fundação canadiana de apoio a músicos, o que é bastante melhor do que assinar um contrato com uma editora discográfica em que esta oferece um adiantamento mas que em troca disso fica com quase todos os lucros gerados com as vendas do disco.
Talvez este tipo de modelo de negócios inovador seja de facto impossível de aplicar em Portugal mas penso que para uma banda que cante em inglês e que saiba tirar partido dos media sociais esse será um problema de somenos importância.
(foto de colourmegrey segundo licença CC-BY-NC-SA 2.0)
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POST: Metric explicam porque vale a pena fazer carreira por conta própria http://tinyurl.com/d97edr
#musicaos Metric explicam porque vale a pena fazer carreira por conta própria
http://buzzup.com/x4r
que c… de tradutor é esse?
Maurício, qual é o seu problema, poderia-me explicar?