Universal Music Group sofre ligeira quebra nas vendas

by Miguel Caetano on 2 de Março de 2009

Universal Music GroupEsta segunda feira, dia 2 de Março, a Vivendi anunciou os seus resultados financeiros relativos ao último trimestre fiscal de 2008. O conglomerado multimédia francês é a empresa-mãe da Universal Music Group, a maior companhia discográfica do mundo e como tal entre as contas divulgadas incluem-se as da própria UMG.

Esta segunda feira, dia 2 de Março, a Vivendi anunciou os seus resultados financeiros relativos ao último trimestre fiscal de 2008. O conglomerado multimédia francês é a empresa-mãe da Universal Music Group, a maior companhia discográfica do mundo e como tal entre as contas divulgadas incluem-se as da própria UMG.

E ao darmos uma vista de olhos, podemos-nos aperceber que apesar de todas as quatro majors estarem actualmente em maus lençóis, a Universal Music Group é mesmo assim aquela que se portou melhor nos últimos três meses do ano passado. Senão vejamos: enquanto a UMG registou uma descida das vendas de seis por cento (ou 7,8 por cento se levarmos em linha as alterações do câmbio) durante esse período em comparação com o mesmo período do ano anterior, no caso da Warner Music Group e da Sony Music Entertainment essa descida foi de 11 e 22 por cento respectivamente.

Em termos anuais, as receitas da Universal sofreram uma descida de 4,5 por cento (ou de 0,2 por cento se levarmos em linha as alterações do câmbio). A razão dessa queda, está bom de ver, reside à descida das vendas de músicas em suporte físico. Mesmo assim, as vendas digitais subiram 31 por cento. No seu conjunto, as vendas de música desceram 8,8 por cento. Quanto à margem bruta ou EBITDA, registou-se uma subida de 11,6 por cento (ou 9,9 por cento a preços actuais).

Em suma: a crise quando chega ataca a todos, em especial se estamos a falar de companhias discográficas que já vinham a ser afectadas por uma redução progressiva das receitas geradas pelas vendas de discos. Mas o que é certo é que graças à sua estratégia de diversificação através dos contratos de 360 graus e aposta no digital (licenciamento de vários serviços de música online, etc.) a Universal parece estar predestinada a sobreviver a este clima actual sem sofrer mais do que uns meros arranhões.

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1 Ricado 3 de Março de 2009 às 13:27

Sabes o que significa ter um crescimento da Margem Bruta e no fim uma redução das Receitas? significa que o negócio em si tem gerado mais-valias que são anuladas pela estrutura fixa, amortizações e provisões e possivelmente, o que é relevante, pela estrutura financeira e de financiamento. Do ponto de vista puramente comercial parece-me, a fazer fé nos dados (sim, porque hoje em dia acreditar cegamente também nesta contabilidade oficial é acreditar no Pai Natal), a Universal Music está a sair-se bem.

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2 Miguel Caetano 3 de Março de 2009 às 14:15

SIm. Já desconfiava isto mas obrigado pelos esclarecimentos. O disco do Lil Wayne foi uma enorme sorte para eles. Mas acho que a continua assim, o mercado irá concentrar-se ainda mais. Já estou a ver a Warner a comprar a EMI…

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