O suplício do Imeem, aquele que em tempos foi o “menino-bonito” da Música 2.0 junto das grandes editoras, acentua-se. Em Outubro passado surgiu o rumor de que o serviço de streaming de música estava a tentar arranjar comprador.Na altura, os efeitos da recessão económica já se faziam sentir no mercado publicitário online. A aliar a isto, havia o facto de as taxas de royalties acordadas anteriormente entre o Imeem e as editoras implicavam que o site perdesse dinheiro de cada vez que alguém escutasse uma música no site. Tendo em conta que o serviço serve mais de mil milhões de streams de música por mês, isso é sinónimo de muitos maus lençóis…
Na semana passada o TechCrunch veio reavivar as más vibrações em relação ao site ao divulgar que a companhia estava a dever 30 milhões de dólares relativos a pagamentos de royalties às quatro majors. Uma fonte anónima contactada pelo blog refutou veemente todos os boatos que davam conta do iminente fecho da empresa mas ao mesmo tempo adiantou que a companhia despediu recentemente seis dos seus cerca de 70 funcionários.
Não demorou muito tempo para que este montante dos 30 milhões de dólares fosse refutado pelo Imeem. De acordo com o que responsáveis da empresa e fontes confidenciais afirmaram ao VentureBeat, afinal o site deve “apenas ” menos de dez milhões de dólares. Sem adiantar números concretos, o vice-presidente de marketing Matt Graves classificou o número de 30 milhões de dólares avançado pelo TechCrunch como “completamente incorrecto e absurdo. Nós não devemos agora nem nunca devemos essa quantia de dinheiro às editoras. E o rumor do nosso encerramento é igualmente falso. Nós não vamos fechar.”
Mas independentemente do lado para o qual o prato da balança mais se inclina, o que é facto é que o Imeem está com graves problemas e tudo indica que as editoras não irão se importar lá muito se o site fechar. Mesmo assim e a fazer fé no que o MediaMemo refere, parece que o Imeem conseguiu para já renegociar o montante que tem que pagar por cada música escutada a partir do seu site.
Se as majors continuarem a deixar os serviços de música online morrerem – veja-se o caso recente do SpiralFrog – apenas por cobiça e ganância, o mais provável é que as alternativas ilegais mas grátis para escutar música na Internet assistam a um novo aumento de popularidade. Será que é isso que elas querem?
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