Num período inferior a menos de um ano, a EMI passou a valer cerca de metade do que valia em Agosto de 2007 quando a empresa de fundos de investimento Terra Firma do financeiro Guy Hands comprou a quarta maior editora discográfica do mundo por 2,6 mil milhões de euros.
Nos resultados financeiros relativos a 2008 revelados ontem (via Coolfer), ficamos a saber que a companhia desvalorizou o seu investimento inicial na EMI, o que fez com que tenha registado perdas no montante de 1,37 mil milhões de euros durante o ano transacto.
Como é que este dinheiro desapareceu? Segundo a Terra Firma, para além da descida generalizada dos índices accionistas, a principal razão parece ter sido a descida do câmbio da libra para com o euro que acarretou uma descida nas avaliações baseadas em euros, o que é o caso da EMI. No documento, Guy Hands chega a pregar um grande raspanete aos banqueiros, entidades reguladoras e políticos por terem incentivado o recurso ao crédito durante o boom: “Eles deviam ter visto que se tratava apenas de uma enorme bolha à espera de rebentar.”
Isto significa que apesar da reestruturação organizacional que implicará cortes de 1500 a dois mil postos de trabalho, a EMI continua a ser um sorvedouro de dinheiro. Aliás, se não fosse esta dívida enorme aparentemente até que as coisas estariam bem na editora: a margem bruta ou EBITDA nos últimos nove meses de 2008 subiu para as 104 milhões de libras (117 milhões de euros) em comparação com as 12 milhões de libras (13,5 milhões de euros) registadas no ano anterior.
Mas por detrás destes números encorajadores verificou-se uma descida de 40 por cento nas vendas de música nova desde Março até ao final de Dezembro. Para além do mais, as receitas totais continuam a estar muito concentradas: metade das receitas encontram-se concentradas nas mãos de 200 dos mais de 14 mil artistas com que a editora conta no seu catálogo. Mesmo assim, as vendas de downloads digitais subiram 13,3 por cento em relação a 2007, tendo-se situado nos 21,1 milhões de libras (23,7 milhões de euros).
Com isto tudo, resta saber se a Warner ainda está em condições de comprar esta EMI que apesar dos bons desempenhos acarreta uma pesadíssima herança. Em Março de 2007 a Warner ofereceu-se para comprar a sua rival, mas a EMI rejeitou a oferta – talvez, quem sabe, porque um ano antes a EMI tinha também recusado uma proposta de fusão da WMG.
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RT @PauloQuerido: RT @remixtures: POST: EMI é um sorvedouro de dinheiro http://tinyurl.com/ceuqc4
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