BarTor: outra aplicação para telemóveis Android para quem quer “gamar” CDs e DVDs

by Miguel Caetano on 27 de Março de 2009

BarTor

Há umas semanas atrás escrevi aqui a respeito do Torrent Droid, uma aplicação para telemóveis baseados na plataforma de código-fonte aberto Android da Google que permitia fazer scanning de qualquer código de barras e pesquisar o nome do CD ou DVD associado a esse número num motor de pesquisa de torrents para iniciar o respectivo download para o disco rígido do nosso computador.

Mas ao contrário do Torrent Droid, o BarTor já se encontra disponível para quem o quiser usar. O único inconveniente é que a aplicação apenas pode ser descarregada do Android Market, a loja de aplicações da plataforma, mediante o pagamento de 2,99 dólares, de acordo com o site Android and Me (via Torrent Freak).

O funcionamento é basicamente o mesmo: imaginem que estão a dar uma volta pela FNAC mais próxima e de repente deparam com um DVD ou um CD que não conhecem mas que suscitou o vosso interesse. Basta passarem com a câmara do vosso telemóvel em frente ao código de barras e em seguida procurar por torrents que correspondem ao conteúdo desejado. Por fim, a aplicação reencaminha imediatamente o torrent para a versão do uTorrent ou Vuze que têm instalada no vosso computador por intermédio do interface Web do cliente.

E aí está: em poucos minutos terão uma cópia do filme ou do disco pretendido à vossa espera no disco rígido do vosso computador. Nunca piratear cultura distribuída e empacotada em moldes industriais foi tão fácil ;-) QUem no final, quiser optar por comprar o pacote, sempre pode procurar pelo nome do CD ou DVD no serviço de pesquisa Google Base onde poderá encontrar uma lista de retalhistas com o produto à venda, bem como o local e o preço cobrado. Não se pode dizer que  Justin, o programador do BarTor, não tenha sido simpático para com os titulares de direitos ;-)

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{ 2 comments… read them below or add one }

1 R M 28 de Março de 2009 às 14:34

Para evitar estar a repetir-me em demasia deixo aqui a opinião de outro que se exprimiu melhor do que eu:
How can you say there is no legal use? I legally use it to search for things I can legally search for online through my browser on my PC. Last night I searched for, found, and downloaded the latest Nine Inch Nails albums, yes they were released straight to torrent by Nine Inch Nails. The other day, I was thinking about how I really should have a linux box running. I searched for, found, and downloaded Ubuntu, which is also perfectly legal to use BarTor for. When you scan a BarCode, you are presented with a list of legal places to purchase the item, often at a discounted rate. If I had my way, record labels would include QR codes on albums that would link to downloadable samplers (you know, the things they give away for free all the time), or better yet, a local band who puts a code on their show flyers that lets you download a couple tracks to check out. An open mind goes a long way…

Antes de tentar "gamar" a atenção dos leitores, tente informar-se.

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2 Miguel Caetano 28 de Março de 2009 às 19:58

Lá está você com os seus moralismos burgueses. Tudo bem, aplicações como o BarTor têm utilizações legítimas mas o que interessa saber é quais serão os verdadeiros usos de uma tecnologia por parte dos utilizadores. Isso é o mesmo que dizer que o Napster também tinha usos legítimos. Para mim, não me interessa absolutamente nada essa conversa. Sou pobre, não estou a prejudicar nada nem ninguém se utilizar um telemóvel para fazer scanning do código de barras de um CD ou DVD numa loja qualquer. O que tecnologias como estas irão fazer é forçar as editoras discográficas e as produtoras de cinema a baixarem os preços dos seus artigos porque eles se encontram actualmente bastante inflacionados em relação ao seu verdadeiro preço de mercado que é zero.

Digo e repito: no meio online ninguém ganha dinheiro com a venda de conteúdos digitais que podem ser facilmente reproduzidos sem que se crie um ecossistema fechado e proprietário que proporcione uma facilidade de utilização sem par. Este ecossistema tanto pode ser o iPhone+iTunes ou iPod+iTunes da Apple como o que a Amazon está a tentar criar com o seu leitor de ebooks, o Kindle.

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