Universal Music oferece aplicações para o IPhone para cobrar por downloads

by Miguel Caetano on 24 de Fevereiro de 2009

Depois de na semana passada os Presidents of The United States of America terem lançado a sua aplicação para o iPhone que permite ouvir quatro álbuns da banda por apenas 2,39 euros, agora foi a vez da Interscope Geffen A&M, uma subsidiária da Universal Music Group – anunciar um conjunto de aplicações para cinco dos seus artistas mais populares: Soulja Boy Tell ‘Em, Keri Hilson, The Pussycat Dolls, The All American Rejects e Lady Gaga.

Compatíveis tanto com o iPhone como para iPod Touch, as aplicações – actualmente apenas disponíveis na App Store dos Estados Unidos – resultam de uma parceria firmada entre a Universal e a Kyte, uma empresa de streaming de vídeo que no final do mês passado firmou um acordo semelhante com a Sony Music.  

A estratégia de utilizar os novos dispositivos móveis como ferramentas de marketing musical faz muito sentido. O problema da Universal é que ela decidiu oferecer de borla algo pelo qual podia pedir muito mais do que o valor de uma música no iTunes na esperança de aliciar os fãs a comprarem downloads digitais.

Nesse sentido, este conjunto de aplicações constitui um autêntico tiro no pé. Diante de uma oportunidade única de vender um serviço de valor acrescentado, a maior editora discográfica do mundo limitou-se a incorporar conteúdos como vídeos com qualidade amadora dos próprios artistas para os fãs, um leitor de RSS com actualizações regulares de notícias sobre os artistas e uma funcionalidade de sala de chat. Quem quiser mesmo ouvir integralmente as músicas dos seus ídolos só clicando no link para adquirir ficheiros dos temas na loja móvel do iTunes.

O pior é que a “brincadeira” parece não sair barata à Universal: segundo o que um porta-voz da Kyte afirmou ao MocoNews o custo do desenvolvimento de uma aplicação para o iPhone pode facilmente variar entre os 15 mil e os 30 mil dólares. Para reduzir as despesas, a empresa fornece uma Framework especial de aplicações que permite cobrar apenas alguns milhares de dólares para o lançamento da primeira, custando cada aplicação adicional um preço sucessivamente inferior. Mesmo assim, acaba por ser muito dinheiro gasto sem se ter a garantia de retorno imediato.

O que a Universal e a Sony deviam fazer era cobrar uma pequena quantia por essas aplicações e oferecer algo que realmente valesse a pena como o streaming completo de todas as músicas e videoclips do artista. Lamentavelmente, parece que as majors ainda não entenderam que já não é a música que vale algo mas sim a relação directa e de proximidade com o artista. Em consequência, elas acabam por dar algo poderiam vender e a vender algo pelo qual os fãs de música não estão interessados em comprar.

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1 remixtures 24 de Fevereiro de 2009 às 19:09

POST: Universal Music oferece aplicações para o IPhone para cobrar por downloads http://tinyurl.com/atj8su

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2 remixtures 24 de Fevereiro de 2009 às 20:09

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