
Por altura da conferência de música digital MidemNet que decorreu em Cannes (Sul de França) no mês passado, Ron Berry, gestor de investimento interno do governo da Ilha de Man, anunciou que o governo daquele protectorado da coroa britânica situado no Mar da Irlanda estava a pensar experimentar uma solução para acabar com a partilha de ficheiros ilegal.
Como? Legalizando a partilha de ficheiros e permitindo que os fornecedores de acesso à Internet na região pudessem licenciar serviços de downloads ilimitados de música aos 78 mil habitantes da ilha em troca de uma pequena tarifa mensal. Na altura fiquei com a ideia de que a iniciativa contava com o apoio da indústria discográfica mas algumas semanas mais tarde Geoff Taylor da britânica BPI deu o dito por não dito. Para além disso, a verdade é que nenhum ISP tinha ainda sido informado da história.
Na verdade, de concreto só ficámos a saber que a proposta do governo da Ilha de Man passava por cobrar um euro ao ano a todos os subscritores de serviços de banda larga – o que na prática corresponde a toda a população, uma vez que a taxa de penetração da Internet ultrarrápida é de 100 por cento. Isto independentemente de eles gostarem de música ou não.
Esta semana ficámos a saber mais alguns detalhes sobre o projecto desta região autónoma que funciona como paraíso fiscal e sede de muitas empresas de jogos de azar online. Em declarações à Billboard, o director executivo da companhia londrina Playlouder Paul Hitchman confirmou que já encetou negociações com a divisão de ebusiness do governo da Ilha de Man no sentido implementar uma oferta de downloads realmente ilimitados abrangendo os ficheiros de música partilhados em sites e redes de P2P em que os artistas e outros detentores de direitos sejam recompensados.
Anteriormente, a empresa tinha já sido abordada pelo ISP britânico Virgin Media no sentido de implementar uma tarifa plana para os downloads via P2P. Este projecto foi, entretanto, adiado para as “calendas gregas” devido à falta de adesão de todas as quatro grandes editoras discográficas.
Na mesma peça, podemos ficar a saber que a oferta do governo da Ilha de Man deverá ser revelada em todos os detalhes no próximo mês de Março, estando o início dos testes da plataforma marcado para este Verão.
Em declarações à Ars Technica Ron Berry disse que os ISPs serão obrigados a instalar hardware capaz de inspeccionar o tráfego de rede no sentido de identificar as impressões digitais (fingerprints) dos ficheiros de música partilhados pelos utilizadores no sentido compensar os artistas com base na percentagem das suas músicas que for partilhada e reproduzida. Duas das empresas que já foram contactadas com esse intuito foram a Noank Media – sobre a qual eu já escrevi aqui – e a Audio Magic.
Seria bom que a Ilha de Man conseguisse ser o “Tubo de Ensaio” para o lançamento de uma tarifa plana a nível internacional. Apesar de se tratar de um imposto, a quantia solicitada é tão diminuta que é provável que muito poucas pessoas se irão importar de pagar.
(foto de Joe Shlabotnik segundo licença CC-BY 2.0)
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{ 1 comment }
Seja muita ou pouca.. eles não podem supor que todos fazemos downloads ilegais.
entao se eu for utilizar do napster e itunes e amazon music?? afinal quantas vezes pago eu musica?
compra na net impostos
taxa no isp 1€..
lool esta mal quer dizer quem nao fizer download pirata fica a perder 1€ para esses chulos.. e depois disso vem software e filmes…. so uma questao de tempo!
Ve la se eles dizem assim.. vamos criar sites para os artitas e por eles on line e pedimos aos fas para doar o que querem para eles!! isso sim era primeira revoluçao..
tal e qual como o pescador…
pescador vai ao mar com bote
Chega terra descarrega nas caixas.. (vende barato)
Intermediario leva para lota ou espaços de venda (ganha o bolo)
Agora vez dos supermecados,lotas e minimercados ganhar o seu grande bolo..
Resumo quem fica perder e pescador..
sistema é mesmo para escritor..
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