O memorando de entendimento assinado em Julho passado entre seis ISPs britânicos e uma série de entidades representantes dos detentores de direitos pode ter apenas resultado no envio de cartas de notificação aos internuatas apanhados a descarregar ficheiros protegidos por direitos de autor, mas isso não demoveu o Secretário de Estado da Cultura Andy Burnham de manifestar esta semana a sua intenção de juntar os governos dos Estados Unidos e da Europa à mesma mesa para chegar a uma estratégia conjunta contra a pirataria online.
Num discurso proferido numa recepção parlamentar que contou com a participação de lobbies da indústria discográfica britânica como a BPI, Burnham disse que chegou à conclusão (óbvia) que nenhuma solução nacional funciona e que é necessário um consenso internacional. Daí que tenha salientado a importância da assinatura de um memorando de entendimento entre norte-americanos e europeus.
De acordo com o The Guardian, o ministro britânico disse estar à espera que todas as partes interessadas consigam chegar a um acordo até à realização de uma conferência a ter lugar entre 26 a 28 de Outubro na localidade de Hertfordshire. Conhecido como o “Davos do sector cultural”, o evento é uma iniciativa do governo do Reino Unido que conta com o patrocínio da Universal Music Group e do portal chinês Sina.com.
A nível interno, o ministro pretende reduzir em 70 a 80 por cento a pirataria online. Creio contudo que esta meta é completamente irrealista. Ainda para mais tendo em conta que o ministro da Indústria David Lammy afirmou no mês passado que o seu governo não estava a planear cortar a ligação à Internet dos clientes dos ISPs acusados de pirataria.
Ou seja, tudo indica que na Grã-Bretanha as medidas não irão além do mero envio de mensagens de alerta aos internautas ou de obrigar os ISPs a cederem os dados pessoais dos seus clientes aos detentores de direitos. É claro que existe sempre a possibilidade de exigir medidas de filtragem de conteúdos por parte dos fornecedores de acesso à Internet mas a verdade é que essas técnicas são na sua maior parte bastante fáceis de contornar.
Não deixa de ser no entanto interessante que Burnham tenha aproveitado a ocasião para reafirmar que o seu governo pretende alargar o prazo de protecção dos direitos de autor para os 75 anos em vez dos 95 que a Comissão Europeia pretende. Apesar de ser uma posição contrária à conclusão do relatório independente Gowers que apresentou uma série de argumentos em favor da manutenção dos actuais 50 anos, o Governo britânico consegue ser mesmo assim menos extremista do que os eurocratas…
(foto de anydmish segundo licença CC-BY-SA 2.0)
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Querem e manter o povo burro.. tudo gira a volta do "guito" as pessoas não tem forma de pagar tudo. internet veio dar o possiblidade de "exitir" nos sabemos nos conhecemos!!
quando nao havia internet algumas vez eles divulgaram o biliões que chuparam ao mundo? NÃO,,
Agora mundo chupar deles.. eles ainda não faliram.. so não tem as receitas de ricos que obtinham..
Tem coisas que ainda me deixam perplexo, esta defesa paranoica da dita propriedade intelectual, que sabemos não protege o autor e sim o intermediario, esta totalmente fora de medida. A importância que os governos dão ao caso é totalmente desproporcional, em qualquer lugar do mundo existe algo mais importante do que a propriedade intelectual. Não vejo empenho e movimentação mundial no sentido de acabar com a fome, com a pobreza, com a exploração infantil, e com a mão de obra escrava. Cito apenas alguns assuntos mais importantes que a propriedade intelectual para ilustrar.
O que ocorre é o que chamo de mantra da irracionalidade, é a construção bem pensada de um mito, uma mentira bem contada que é implantada no inconsciente popular como um verdadeiro trojam, Dai surge um hype que retro-alimenta a paranoia. Mantras como estes são os temas terrorismo abordado nos EUA e alguns paises da Europa e a Pedofilia no Brasil por exemplo. Os assuntos ganham um "buster" são exageradamente amplificados, informações pontuais, desconectadas, diferentes levam o cidadão a uma confusão, uma guerra psicologica. Cria-se um maniqueismo para satisfazer a sociedade e aumentar o mantra irracional, e a como consequencia aumenta a permessividade desta sociedade.
O que entendo é que a Industria Cultural, que tem por objetivo garantir lucros exageradamente vergonhosos e manter a dominação cultural de seus paises de origem, estão sentindo-se ameaçados com o advento da Internet, e com isto estão atacando o cerne da produção intelectual livre a propria liberdade. Uma vez cerceada a liberdade o ataque pode ser isolado e minadas todas as possibilidades de produção livre, incluindo-se ai o proprio software livre.
Entretando creio ser impossivel, pois o "socialismo cultural" onde o conhecimento pertence a humanidade, ja esta sedimentado, e a cada dia mais e mais pessoas produzem conteudo livre, como este blog, os blogs que participo, musicas, videos, e etc.. Compete a nos consumir este conteudo livre em detrimento do conteudo sob copyright este movimento deve ser intenso ao ponto de afetar sensivelmente a industria cultural, a ponto de minar suas proprias estruturas e leva-las ao natural desabamento.
Caribé, obrigado pelo teu excelente comentário. Só uma coisa:
Ainda mais grave é o facto da propriedade intelectual impedir que os agricultores de países desfavorecidos tenham acesso aos mesmos instrumentos de biotecnologia controlados pelas empresas dos países mais desenvolvidos apenas devido ao monopólio que as patentes lhes concedem. Isso acaba por perpetuar em muito o ciclo de pobreza e fome dessas populações!
Tem coisas que ainda me deixam perplexo, esta defesa paranoica da dita propriedade intelectual, que sabemos não protege o autor e sim o intermediario, esta totalmente fora de medida. A importância que os governos dão ao caso é totalmente desproporcional, em qualquer lugar do mundo existe algo mais importante do que a propriedade intelectual. Não vejo empenho e movimentação mundial no sentido de acabar com a fome, com a pobreza, com a exploração infantil, e com a mão de obra escrava. Cito apenas alguns assuntos mais importantes que a propriedade intelectual para ilustrar.
O que ocorre é o que chamo de mantra da irracionalidade, é a construção bem pensada de um mito, uma mentira bem contada que é implantada no inconsciente popular como um verdadeiro trojam, Dai surge um hype que retro-alimenta a paranoia. Mantras como estes são os temas terrorismo abordado nos EUA e alguns paises da Europa e a Pedofilia no Brasil por exemplo. Os assuntos ganham um "buster" são exageradamente amplificados, informações pontuais, desconectadas, diferentes levam o cidadão a uma confusão, uma guerra psicologica. Cria-se um maniqueismo para satisfazer a sociedade e aumentar o mantra irracional, e a como consequencia aumenta a permessividade desta sociedade.
O que entendo é que a Industria Cultural, que tem por objetivo garantir lucros exageradamente vergonhosos e manter a dominação cultural de seus paises de origem, estão sentindo-se ameaçados com o advento da Internet, e com isto estão atacando o cerne da produção intelectual livre a propria liberdade. Uma vez cerceada a liberdade o ataque pode ser isolado e minadas todas as possibilidades de produção livre, incluindo-se ai o proprio software livre.
Entretando creio ser impossivel, pois o "socialismo cultural" onde o conhecimento pertence a humanidade, ja esta sedimentado, e a cada dia mais e mais pessoas produzem conteudo livre, como este blog, os blogs que participo, musicas, videos, e etc.. Compete a nos consumir este conteudo livre em detrimento do conteudo sob copyright este movimento deve ser intenso ao ponto de afetar sensivelmente a industria cultural, a ponto de minar suas proprias estruturas e leva-las ao natural desabamento.
Tem coisas que ainda me deixam perplexo, esta defesa paranoica da dita propriedade intelectual, que sabemos não protege o autor e sim o intermediario, esta totalmente fora de medida. A importância que os governos dão ao caso é totalmente desproporcional, em qualquer lugar do mundo existe algo mais importante do que a propriedade intelectual. Não vejo empenho e movimentação mundial no sentido de acabar com a fome, com a pobreza, com a exploração infantil, e com a mão de obra escrava. Cito apenas alguns assuntos mais importantes que a propriedade intelectual para ilustrar.
Caribé, obrigado pelo teu excelente comentário. Só uma coisa:
Ainda mais grave é o facto da propriedade intelectual impedir que os agricultores de países desfavorecidos tenham acesso aos mesmos instrumentos de biotecnologia controlados pelas empresas dos países mais desenvolvidos apenas devido ao monopólio que as patentes lhes concedem. Isso acaba por perpetuar em muito o ciclo de pobreza e fome dessas populações!
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