
A expansão global da loja de MP3 da Amazon tem corrido mais lentamente do que eu esperava. Com efeito, só em Dezembro do ano passado é que a gigante do comércio electrónico decidiu finalmente abrir uma versão da plataforma de música online no Reino Unido. A empresa começou a vender MP3s sem DRM com bitrate de 256 Kbits nos Estados Unidos em Setembro de 2007.
Agora, tudo aponta para que a AmazonMP3 chegue à Europa Continental já em meados de Março ou mesmo antes do final de Fevereiro por intermédio da Amazon.fr. O rumor foi divulgado pelo jornal Les Echos e disseminado por diversos sites de tecnologia franceses.
O diário de negócios avança como evidência um acordo de âmbito pan-europeu assinado pela filial musical da Amazon e a sociedade francesa de gestão colectiva de direitos de autor SACEM, bem como com a divisão de publishing da Universal Music durante o MIDEM, o maior evento da indústria da música que decorreu em meados do mês passado em Cannes, no Sul de França.
Tal como um acordo de distribuição assinado pela Nokia na mesma altura, este acordo concede à Amazon a autorização para comercializar os temas pertencentes aos catálogos da SACEM e da Universal Music Publishing em todo o território europeu sem necessidade do distribuidor ter que negociar com a sociedade local de cobrança de direitos de autor.
Para além disso, o Les Echos indica que a Amazon MP3 já terá conseguido assinar acordos semelhantes com as quatro grandes editoras discográficas (EMI, Universal Music, Warner Music e Sony).
Nos Estados Unidos, a Amazon MP3 cobra em regra geral entre 79 a 99 cêntimos por cada download. No entanto, a empresa de Jeff Bezos tem sentido grandes dificuldades em fazer alguma mossa no iTunes da Apple. Dados do NPD Group relativos a Julho de 2008 indicavam que a sua loja de MP3 possuía apenas quatro a cinco por cento do mercado de música digital nos EUA. Por seu lado, o iTunes continua a ser dono e senhor do sector com uma quota de mercado que deve rondar os 70 a 80 por cento.
Numa altura em que a Apple conseguiu convencer todas as quatro grandes do disco a permitirem a distribuição das suas músicas num formato sem DRM, será que a Amazon ainda virá a tempo de roubar alguma fatia do sector à marca da maçã? A grande vantagem da sua loja é que as novidades apenas custam actualmente 99 cêntimos ao passo que a partir de Abril o iTunes deverá passar a cobrar 1,29 euros pelos temas recém-lançados.
(foto de ryochitanaka segundo licença CC-BY 2.0)
Artigos relacionados:


