Embora não acredite que muitos leitores do Remixtures atribuem muita importância a galas tão faustosas como fúteis como a dos prémios Grammy da música, vale a pena realçar aqui um dado que poderá ter escapado mesmo àqueles que assistiram à cerimónio televisiva do passado domingo, dia 8.
Com efeito, ao inspeccionarmos a lista deste ano dos premiados com um dos pequenos gramofones dourados chegamos à conclusão que mais de metade dos galardões foram parar às mãos de artistas independentes. Mais precisamente, 56 dos 110 prémios foram atribuídos a indies.
Entre as categorias que foram ganhas por artistas ou bandas sem contrato com uma das quatro grandes editoras encontram-se as de:
- Álbum do Ano: Raising Sand de Robert Plant e Alison Krauss;
- Disco do Ano: Please Read The letter de Robert Plant e Alison Krauss;
- Melhor Álbum de Música Alternativa do Ano: In Rainbows dos Radiohead;
- Melhor Álbum de Reggae do ano: Jah Is Real de Burning Spear;
- Melhor Álbum de Comédia do Ano: It’s Bad for Ya de George Carlin;
- Melhor Álbum de Jazz Instrumental do Ano: The New Crystal Silence de Chick Corea e Gary Burton.
Segundo a Associação Americana da Música Indepente (A2IM) – via Hypebot -, no ano passado os independentes apenas ganharam 36 prémios. Para além do número de indies ter aumentado substancialmente, este foi o primeiro ano em que a música independente esteve em preponderância nos prémios mais importantes da indústria musical norte-americana.
Será isto um sinal de que a nova “classe média musical” está de facto a emergir e a ganhar pontos às vedetas fabricadas em série pela indústria? Para saber a resposta a essa questão, o melhor é mesmo aguardar pela edição do próximo ano.
Outro dado que poderá também vos ter passado despercebido é que a edição de 2009 dos Grammy Awards representou também o primero ano em que a organização do evento estabeleceu uma estratégia concertada dirigida para a Web social que abrangeu tanto um perfil no Facebook como uma página na Last.fm, bem como uma aplicação para o iPhone e um canal no YouTube. Por fim, mas não por último, existiu ainda uma conta no Twitter.
Para saber mais pormenores sobre este nova face digital Grammy aconselho ler esta entrevista de Antony Bruno da Billboard com Peter Anton e Evan Green, respectivamente vice-presidente e director de marketing da Recording Academy, a entidade não lucrativa responsável pelos Grammy. Apesar da conversa ter decorrido antes da cerimónia propriamente dita, não deixa de ser mesmo assim menos interessante por isso.
Não existem artigos relacionados.



{ 1 trackback }
{ 0 comments… add one now }