
Foi há cerca de um ano que o Qtrax abriu oficialmente as portas. Só que ao contrário do prometido durante a edição do ano passado do MIDEM – a maior feira da indústria da música que se realiza anualmente em Cannes, no Sul de França -, o serviço legal e gratuito de P2P de música financiado por publicidade não tinha conseguido estabelecer acordos de licenciamento com nenhuma das quatro grandes editoras discográficas. Mesmo que tentassem ninguém poderia descarregar as músicas indicadas na plataforma.
Ao longo dos últimos meses, contudo, os responsáveis pelo Qtrax têm vindo a assinar uma série de acordos com as majors. Primeiro com a Universal Music Group e a sua companhia de publishing em Maio, depois com a EMI em Junho, e por fim em Dezembro deste ano com a Sony Music Entertainment.
Ontem, o Qtrax conseguiu finalmente assinar com a última das grandes editoras que faltava, a Warner Music Group. Só que infelizmente as desvantagens da plataforma ainda são inúmeras. Para começo de conversa, apenas os utilizadores residentes nos Estados Unidos podem descarregar para os seus discos rígidos as músicas indicadas.
Depois, embora grátis o serviço é apenas um mero aluguer uma vez que todos os ficheiros se encontram protegidos pela tecnologia de DRM do Windows Media, o que significa que os utilizadores são obrigados a renovar todos os meses as suas licenças e apenas podem transferir as músicas para um dispositivo portátil -tratando-se de tecnologia da Microsoft, é evidente que iPods e iPhones estão fora de questão.
Para além disso, todo o serviço está inundado de anúncios pegajosos e intrusivos. Como se isto não bastasse, é necessário instalar uma versão do leitor de música Songbird para descarregar os ficheiros.
Se a ideia do Qtrax fazia “algum” sentido em Abril de 2007 quando foi anunciaod pela primeira vez, a verdade é que hoje é completamente despropositada quando existem vários serviços de streaming de música online que (Imeem, MySpace, MusicMe, iLike) permitem escutar todos os títulos que pretendermos sem que seja necessário aturar com inúmeras restrições proprietárias.
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A QTRAX já anda a tentar avançar com esse serviço há pelo menos 5 anos. Já em 2004 o referi num artigo que pode ser visto aqui:
http://pcmanias.com/old/index.php?link=news&s...
Curiosamente, a maioria dos serviços mencionados como promissores na altura já não existem. E o QTRAX ainda nem sequer arrancou!
Nelson, extremamente completo o teu artigo. Parabéns! Realmente, muitos desses serviços fecharam. A razão é que foram feitos a pensar no interesse das editoras em vez do dos consumidores
Não admira por isso que o BitTorrent seja o único "serviço" que ainda continua activo e em força nos dias de hoje
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