
Fazia já há algum tempo que não escrevia sobre o Beatport. Da última vez que o fiz foi em Outubro de 2007. Contudo, vale a pena referir aqui de novo esta loja online especializada em música de dança a propósito do lançamento da quarta versão do seu site há algunas semanas atrás que coincidiu também com o seu quinto aniversário. Esta renovação baseou-se nas sugestões apresentadas pela comunidade de utilizadores do site, na sua maioria DJs que pretendem arranjar música de forma legal para passar em discotecas, bares e clubes sem receio de serem incomodados por entidades como a ASAE.
Um das novidades que se destacam neste novo Beatport é um leitor de áudio renovado que permite ouvir excertos das faixas com dois minutos de duração. com capacidade para acrescentar até 200 músicas numa espécie de playlist permanente de modo a permitir que os utilizadores continuem a navegar no site sem deixarem de as escutar. Do mesmo modo, também é possível adquirir ou remover as músicas com um só clique. O grande problema é que a qualidade sonora dos excertos continua a ser de uns medíocres 96 Kbps… Do mesmo modo também a estrutura do site passou a ser mais amiga do “utilizador”, com links próprios para cada página (deeplinks), atalhos de teclado para navegar rapidamente entre as páginas e reproduzir canções no leitor, capacidade de enviar por email a página de um lançamento para um amigo, feeds de RSS, pesquisa facilitada de modo a permitir a busca avançada por estilo musical, artista ou editora, etc.

A ferramenta de personalização de conteúdos My Beatport também sofreu uma série de actualizações. Uma delas é a possibilidade de cada utilizador gerir os seus favoritos, subscrever novidades de lançamentos de editoras e artistas via RSS. Outras novidades consistem numa série de filtros de conteúdos, DJ mixes e muito mais. Para ficar a saber de todas as novidades deste Beatport 4.0 podem clicar aqui (via De:Bug). específico carregadinho de animações e vídeos em Flash.
Porque é que os preços do Beatport são tão caros? É a marca!
Para comemorar o quinto aniversário do site, o Beatportal, o blog oficial do Beatport convidou os leitores a enviarem por email questões a Jonas Tempel, o director executivo da empresa. O resultado desta entrevista colectiva pode ser lido aqui. Tempel refere que a empresa está a desenvolver um software capaz de recomendar novas faixas a partir dos hábitos de consumo anteriores dos utilizadores
Em resposta à questão de Sebastian Aird sobre o porquê da loja continuar a praticar preços tão elevados face à concorrência – enquanto o iTunes vende os downloads a um preço médio de 99 cêntimos, o Beatport cobra uma média de 1,56 euros por faixa -Tempel disse o seguinte:
Sou da opinião, tal como toda a gente na Beatport, que não podemos vender mais barato os conteúdos.
O esquema económico da venda não permite que os preços praticados sejam competitivos face aos outros sites comerciais. E muito honestamente, não queremos concorrer com o iTunes.
A nossa opinião é a de que nós fornecemos um serviço valioso que vai muito para além do que disponibilizar um link para que um ficheiro possa ser descarregado. Somos uma marca que representa a música electrónica em termos globais.
Outra questão interessante é feita por Johann de Sidney, na Austrália, Este leitor pergunta porque é que os artistas têm que ter um contrato com uma editora para que a sua música possa ser distribuída no Beatport. Tempel argumenta que as editoras sempre funcionaram como um mecanismo de filtragem da música e receia que se o site abri-se as portas para todos os artistas que fazem música num laptop no quarto, os clientes ficaram chateados. Mas será que isso é mesmo verdade? Será que a empresa já colocou essa questão aos seus clientes?
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