
Esta semana ficámos a saber que a YouTube começou a disponibilizar desde há alguns meses a esta parte mais uma opção destinada a aumentar a liberdade de escolha dos seus utilizadores. De facto, como o site de partilha de vídeos está a sempre a pensar no bem-estar e na satisfação dos utilizadores ele achou por bem permitir que sejam eles próprios a silenciarem os vídeos relativos a músicas que foram automaticamente idenficadas como estando protegidas pelo direito de autor em lugar da pura e simples remoção do clip.
Francamente não sei qual das duas opções é pior mas não me parece que dar aos internautas a possibilidade de calar o pio às músicas publicadas por si no YouTube sirva de grande consolação para aqueles. Quando a notícia se espalhou a partir de um post do Mashable, surgiu logo uma onda de protestos junro da blogosfera a protestar contra a medida. Em resposta a YouTube decidiu esclarecer que afinal de contas tal medida era apenas uma forma dos utilizadores manterem parte da sua “liberdade criativa”.
Isto porque até aqui os utilizadores só tinham duas hipóteses: ou contestavam a acusação por acharem que se tratava de um uso justo do direito de autor da música ou causa ou deixavam que a música fosse removida e escolhiam outra no seu lugar.
De forma a agradar aos detentores de direitos, a YouTube estabeleceu um método que lhe permite remover o vídeo ou monetizá-lo mediante a partilha das receitas publicitárias derivadas da publicidade anexada ao clip. Segundo dados do Verão passado divulgados pelo site de partilha de vídeos, mais de 90 por cento dos seus parceiros que recebem notificações automáticas do seus direitos de autor preferem ganhar alguns trocos com a publicidade.
Contudo, há algumas semanas a Warner Music fartou-se de receber trocos e decidiu bater com a porta na cara do Google devido a este se recusar a ceder às condições estipuladas por aquela editora discográfica. Mera coincidência ou não, o que é facto é que boa parte dos vídeos que foram silenciados são de artistas ligados à WMG. Uma vítima colateral da nova política do YouTube de cortar o som são os inúmeros sites de streaming de música que se linutan a reproduzir o áudio dos vídeos do YouTube.
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