
Desde há algum tempo que a promotora norte-americana de concertos Live Nation deixou de ser exclusivamente apenas uma empresa de concertos. Do merchandising à venda de MP3s através das lojas da cadeia de videoclubes BlockBuster, a gigante norte-americana criada a partir de um spin-off do grupo de radiodifusão Clear Channel está apostada em ser a empresa-protótipo dos contratos de 360 graus, envolvendo na sua maior parte super-estrelas da música Pop e Rock como Madonna e U2.
Durante as férias e após o contrato que a uniu durante dez anos à Ticketmaster, a Live Nation aproveitou finalmente para abrir o seu próprio negócio de venda de bilhetes, conforme referem a Billboard e a Digital Music News. A nova divisão da empresa chama-se Live Nation Ticketing e tal como a Ticketmaster, destina-se à venda de bilhetes via online. A operação consiste não só apenas numa forma da empresa concentrar à sua volta o máximo de fontes receitas possíveis relacionadas com o negócio da música mas também numa tentativa da Live Nation de conquistar a maior margem de lucro possível sobre a venda dos bilhetes para concertos. Isto porque são tradicionalmente os revendedores que ficam com a parte de leão das receitas geradas.
Numa primeira fase, a Live Nation apenas irá comercializar entradas para cerca de 50 salas de reduzida dimensão que se encontram sob a sua posse. Um dos objectivos da companhia consiste em controlar o mercado de revenda de bilhetes já adquiridos por particulares, um negócio que tem sido marcado por muitas fraudes e onde o dinheiro acaba quase sempre por fugir das mãos dos promotores.
E apesar da Live Nation ser conhecida pelos preços caros, o director executivo Michael Rapino afirmou recentemente ao Wall Street Journal que pretende adoptar dentro em breve uma política de preços flexível de forma a tornar os lugares baratos ainda mais baratos e a criar mais escalões de preços. Por seu lado, a Ticketmaster anunciou à Bloomberg que espera que se venha a registar dentro em breve um ajustamento de preços para baixo de forma a ter em conta a diminuição do nível de procura em resultado do clima de recessão económica que se faz sentir um pouco por todo o mundo.
(foto de Urban Mixer segundo licença CC-BY-NC 2.0)
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