
Apesar do iPhone ser neste momento a plataforma móvel com um maior número de aplicações interessantes, isso não quer dizer que não se passe nada no campo do Android do Google. Uma das aplicações mais importantes no campo da música que teve recentemente direito a uma versão para a plataforma móvel de código-fonte aberta foi a da Last.fm.
Embora já existissem diversas aplicações não-oficiais do serviço de recomendação e descoberta de música nova, esta aplicação resultou de um esforço conjunto entre a equipa dos programadores da Last.fm como os responsáveis por esses projectos, como se pode ler no blog oficial da companhia.
A versão da aplicação da Last.fm para o Android oferece o mesmo tipo de funcionalidades que a versão para o iPhone e iPod Touch. Basicamente, permite ouvir estações de rádio personalizadas a partir da indicação de um artista ou de um estilo musical, assim como as rádios dos nossos vizinhos e amigos, visualizar os seus perfis, consultar as páginas dos artistas (incluindo biografia, tags, lista de artistas semelhantes, ouvintes e imagens), obter informações sobre concertos e partilhar música com os amigos. Nesse sentido, ela é bastante parecida com a aplicação do Imeem.
Uma funcionalidade que a versão da Last.fm para o Android oferece que não se encontra na do iPhone é a possibilidade de continuar a escutar música enquanto consultamos o email, navegamos na Web, etc.
É claro que os portugueses não têm, por enquanto direito a nada disso. É certo que o Google já começou a comercializar em 18 mercados europeus uma versão destrancada – unlocked – do HTC G1, o primeiro telemóvel baseado no Android. Mas acontece que Portugal não faz parte desses países. Apenas a Espanha. E mesmo assim há que ter em conta que essa versão custa 399 dólares + 25 dólares para tornar-se sócio da rede de programadores do Android – mais do dobro dos 180 dólares que a T-Mobile está a cobrar nos EUA.
Por outro lado, a partir do dia 2 de Fevereiro a operadora deverá finalmente introduzir o aparelho em alguns países europeus como Holanda, República Checa, Alemanha, Áustria e Polónia. Os preços são ridiculamente baixos – pouco mais de um euro – mas exigem um contrato de fidelização de 24 meses.
Mais ainda, mesmo que um telemóvel compatível com o Android já estivesse neste momento à venda em Portugal, a verdade é que não seria possível utilizar a aplicação da Last.fm, uma vez que esta só se encontra acessível a partir de um número restrito de países. Seja como for, se alguém quiser pode sempre tentar fazê-lo a partir daqui.
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