Jogli: um motor de busca com 500 milhões de músicas “desviadas” do YouTube

by Miguel Caetano on 22 de Janeiro de 2009

JogliJá estão fartos de mashups do YouTube que captam o áudio de qualidade medíocre dos clips e ocultam ou escondem o vídeo como o MixTube? Pois é, eu também. Mas um artigo publicado ontem no TechCrunch sobre um site de streaming de música chamado Jogli despertou a minha curiosidade. Como aí se pode ler, o Jogli é um motor de pesquisa capaz de devolver resultados relativos a 500 milhões de músicas e 12 milhões de álbuns.

O site israelita, que recebeu quase um milhão de dólares de financiamento permite ainda a criação de playlists pelos utilizadores registados. Essas playlists podem ser partilhadas em blogs ou páginas de redes sociais por intermédio de widgets personalizáveis.

O sistema de apresentação do Jogli também é bastante agradável na medida em que oferece a possibilidade de escutar sequencialmente todas as músicas que integram álbuns. Mas o que não fica à primeira vista bem patente é que o site se limita a utilizar a API do YouTube. Ou seja, os seus responsáveis limitaram-se a criar um serviço que indexa os vídeos do YouTube de modo a que seja possível encontrar facilmente músicas por artistas e álbuns.

Resumindo: todos esses 500 milhões de músicas e 12 milhões de álbuns podem ser encontrados no YouTube. O Jogli apenas se limita a parasitar a plataforma do site de partilha de vídeos do Google. É claro que isso até dá bastante jeito para a companhia israelita na medida em que podem sempre invocar como defesa legal que não alojam quaisquer conteúdos ilegais. Mas será que as editoras irão acreditar nessa história? Todos os indícios apontam para uma resposta negativa.

Foi assim que a Warner processou o Seeqpod, foi assim que a RIAA forçou o MySpace e o Facebook a asfixiarem o Project Playlist e é assim que deverá acontecer com o Jogli. No caso deste, ainda é mais complicado uma vez que ele recorre à infra-estrutura do YouTube. E como se viu, embora o site ofereça aos produtores de conteúdos a possibilidade de monetizarem os seus vídeos através da exibição de publicidade, isso não foi suficiente para acalmar a Warner Music que acabou por abandonar a mesa das negociações com a Google precisamente porque este não estava disposto a aumentar a percentagem das receitas publicitárias que vão para o bolso da editora. Uma vez que as músicas difundidas a partir do Jogli não podem ser monetizadas pelas editoras quase de certeza que vem aí mais um processo.

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{ 1 comment }

1 jose antonio 3 de Julho de 2009 às 19:21

very good

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