Freemium, o modelo de negócio do Remixtures

by Miguel Caetano on 4 de Janeiro de 2009

Ano novo, vida nova para o Remixtures. Este blog inicia hoje uma nova fase à qual eu já tinha aludido aqui no final de Novembro quando fui forçado a interromper o ritmo de actualização diária por dificuldades tecnológicas e financeiras. Esta mudança de rumo deriva do facto de ter concluído desde há algum tempo que o esperado lento crescimento das receitas geradas pela publicidade no segmento online em Portugal nunca irá provavelmente compensar em termos monetários e financeiros a manutenção periódica e regular de um blog com conteúdos originais escrito em nome individual.

Perante esta constatação, tentei durante muito tempo encontrar soluções alternativas para assegurar a sustentabilidade financeira deste projecto que não prejudicassem em nada a sua qualidade mas que tirassem partido da projecção e do know-how acumulado por mim ao longo dos últimos dois anos através da marca Remixtures. Infelizmente, até há pouco tempo todas estas soluções pareciam esbarrar com um dilema: o estado incipiente de adopção e exploração dos media online tanto por parte das indústrias culturais portuguesas como dos media tradicionais em comparação com o panorama europeu e norte-americano

Contudo, creio que chegou a altura indicada para avançar sem receios e medos com aquilo que espero vir a revelar-se um modelo de negócio sustentável, justo e equilibrado para o Remixtures e para os seus leitores: um modelo freemium em que o serviço básico será grátis mas todos os produtos e serviços adicionais serão pagos.

Freemium!? O que é isso?

Desde o início deste blog que tenho defendido que músicos e bandas devem oferecer gratuitamente a sua música ao público fiel a partir da sua página no MySpace ou, de preferência, num site próprio. Continuo a acreditar que esta é a melhor ferramenta de promoção que um músico ou uma banda tem ao seu dispor para vender outros produtos como merchandising, t-shirts, bonés, canecas, edições especiais e exclusivas dos seus discos mas, sobretudo, com vista a atrair mais pessoas aos seus concertos.

Esta estratégia freemium, por vezes também chamada de crowdfunding, faz todo o sentido nos dias de hoje. As pessoas habituaram-se a receber os conteúdos de borla, gratuitamente. Os resultados financeiros das operações dos Nine Inch Nails e dos Radiohead mais do que comprovam que continuará a haver sempre uma pequena percentagem de pessoas com interesse e/ou recursos financeiros para pagar por algo mais especial, um extra. De facto, o sistema crowdfunding de financiamento pelos fãs tem sido aplicado com sucesso por uma série de artistas mais ou menos desconhecidos do grande público. Aliás, não é só na música que este modelo freemium faz todo o sentido, mas também em todos os sectores cujos produtos podem ser digitalmente reproduzidos como fotografia, software, cinema & vídeo, design, literatura, etc.

Na verdade e apesar de todas as diferenças nas suas funções, músicos, jornalistas, bloggers, escritores de ficção e não ficção, cineastas, designers e até mesmo programadores encontram-se todos no mesmo barco. Com isto, quero dizer que aquilo que der certo para uns também dará necessariamente para os outros todos. A digitalização é um facto adquirido que não deve ser combatido – como fazem aqueles que acreditam piamente que o direito de autor/copyright é a melhor forma de defender os interesses dos criadores e de recompensá-los condignamente -, mas sim aproveitado pelos autores de forma a comercializar a quem tem posses para tal os bens escassos associados à sua actividade. Os primeiros a aprenderem essa lição foram os programadores de software livre que não tiveram receio em dar de borla o seu código e cobrar pelo suporte técnico e formação.

A criação de conteúdos online de qualidade merece ser paga

A ideia de fazer equivaler produtores de conteúdos como bloggers, jornalistas ou escritores de não-ficção a programadores e designers poderá fazer alguma confusão na cabeça de certos pretensos anunciantes que consideram que os bloggers não passam de “macaquinhos que copiam e colam algumas frases” e que apenas merecem receber uns míseros trocos. Idem, idem, aspas, aspas para certos empresários de comunicação social que pensam que basta apenas oferecer um estágio ou um subsídio de alimentação para aliciar “meia dúzia de marmanjos” que tenham gosto para a escrita para lançar um site de notícias.

Essa táctica pode render umas boas dezenas de milhares de pageviews durante seis meses/um ano, mas não serve para criar uma marca de qualidade que transpire credibilidade, fiabilidade, reputação, confiança – em suma: capaz de estabelecer uma relação a longo prazo de diálogo e interacção com os leitores. E isso só é possível com o recurso a profissionais experientes com competências específicas em determinados campos informativos. Nesse aspecto, os grupos de media portugueses bem que podiam aprender algo com a blogosfera onde todo o assunto tem dignidade suficiente para ser abordado por especialistas e não por “mão de obra” indiferenciada.

Dito de outro modo: não me peçam para escrever sobre política ou sobre futebol ou sobre o conflito israelo-árabe se eu considero que possuo competências e conhecimentos em música e entretenimento digital, media sociais e P2P que poucos mais têm. Se não compreendem isso, então estão a perder o vosso tempo. Todo o meu passado, presente e futuro está relacionado com aquilo sobre o qual eu escrevo aqui regularmente. No meio online como no offline, a qualidade paga-se. Aqueles que tal como eu têm formação graduada e até mesmo pós-graduada em jornalismo e comunicação social mas que aceitam ser tratados como seres inferiores em relação a profissionais de outras áreas criativas não merecem qualquer consideração da minha parte.

Mas embora considere que todos os criadores, sem excepção, devam ser recompensados, acho que esse direito não é de todo incompatível com o dos utilizadores de terem a liberdade de fazerem tudo o que quiserem com os seus conteúdos, com a condição de mencionarem sempre a sua fonte e garantirem a mesma liberdade em quaisquer eventuais obras derivadas. No meu caso concreto, isso significa que toda a gente pode distribuir todos os artigos publicados aqui até hoje, modificá-los, copiá-los, partilhá-los e até mesmo vendê-los – desde que tenham a decência de incluir o link para o “original”, o nome da publicação (Remixtures) e/ou do seu autor (Miguel Caetano).

Não me chateia absolutamente nada que a maioria dos leitores do Remixtures não pague nada pelo produto grátis que são os conteúdos aqui disponíveis. Mas chateia-me tremendamente que quem tenha possibilidade de pagar por eles e que tire partido deles na sua actividade profissional ou docente não esteja disposto a pagar mais por conteúdos adicionais ou pacotes extra.

A minha proposta

Em termos concretos, a proposta freemium do Remixtures passa por disponibilizar uma série de serviços personalizados e complementares a uma vasta gama de entidades potencialmente interessadas como jornais, revistas, publicações online, escolas de formação profissional, bandas e músicos independentes, editoras discográficas, promotoras de concertos, universidades, associações industriais e profissionais, etc. Inicialmente e salvo situações excepcionais, este modelo deverá abranger os seguintes serviços disponibilizados ao preço mínimo referido:

  • Artigo original até cinco mil caracteres em português ou inglês sobre um tema concreto relacionado com o mercado da música e do entretenimento digital em geral (vídeo, televisão, media e edição de livros) ou media e redes sociais, com direito a posterior republicação em Remixtures.com sob licença Creative Commons BY-SA: 150 euros.
  • Artigo original entre cinco a 10 mil caracteres em português ou inglês com direito a posterior republicação em Remixtures.com sob licença Creative Commons BY-SA: 250 euros.
  • Artigo original com mais de 10 mil caracteres em português ou inglês com direito a posterior republicação em Remixtures.com sob licença Creative Commons BY-SA: 350 euros.
  • Dossier especial em português ou inglês com 10 ou mais páginas tamanho A4, fonte 12, espaço e meio, com direito a posterior republicação em Remixtures.com sob licença Creative Commons BY-SA: 500 euros.
  • Conferência com a duração de 30 minutos a uma hora sobre um tema a especificar previamente (o preço indicado não inclui despesas de deslocação, alojamento e alimentação)
      Universidades/Associações de estudantes: 250 euros
      PME: 350 euros
      Empresa com mais de 500 funcionários/Multinacional: 500 euros
  • Serviços de Consultoria
      Sessão telefónica ou via Skype até 30 minutos: 100 euros
      Sessão presencial até 30 minutos: 150 euros
      Sessão presencial até uma hora: 300 euros

Ao propor esta tipologia de ofertas freemium, espero assim aplicar na prática os conselhos que venho desde há muito pregando aqui nestas páginas. Assim e apesar dos constrangimentos inerentes ao meio online português, considero de todo plausível que um músico ou uma banda que sinta necessidade de estabelecer uma presença online para além de uma mera página no MySpace se interesse por obter algumas dicas adicionais sobre quais as outras redes sociais em que deve estar presente, como fazê-lo e o que deve fazer para atrair os visitantes para o seu site e fazer com que uma parte deles venha aos seus concertos.

Do mesmo modo, considero que poderá ser de toda a conveniência para uma startup que esteja a pensar ou está prestes a lançar um serviço de música online entrar em contacto comigo de forma a evitar dar certos passos em falso antes de abrir ao público. O mesmo se poderá aplicar a uma editora discográfica independente que sinta necessidade de reorientar a sua actividade para o suporte online mas que não saiba qual a melhor forma de o fazer.

Dito isto, apesar de ter até agora dedicado especial atenção à música online posso dizer que não tenho deixado de acompanhar de perto as transformações que têm vindo a ocorrer com outros tipos de conteúdos como o vídeo e a televisão. A história recente demonstra que é inútil combater essas mudanças, pelo que todos os key players envolvidos nestes sectores necessitam de as tentar compreender se não querem ser tomados de surpresa. Proponho-me por isso a ajudá-los a fazer essa transição.

De forma a dissipar todas as dúvidas, o lançamento desta gama de serviços não irá em princípio afectar severamente a regularidade da actualização e a qualidade dos conteúdos do Remixtures. Pelo contrário, penso que os leitores só terão a ganhar pois tentarei transmitir toda a experiência adicional adquirida com eles – excepto nas situações em que me for exigido sigilo e confidencialidade, como é claro. Se me perguntarem se isto vai dar certo, a resposta é “não sei.” Não faço a mínima ideia se existe mercado em Portugal para este tipo de serviços. Receio bem até que não e que o mais acertado seria introduzir uma versão bilingue (português e inglês) de todos ou pelo menos uma parte dos conteúdos do Remixtures.

O meio musical português continua a olhar a Internet como o parente pobre dos media face ao íman poderosíssimo que a televisão ou a rádio representam. A maior parte dos media tradicionais – tanto os generalistas como os especializados – mantém uma presença online paupérrima e permanece indiferente ou desconfiado em relação aos bloggers que escrevem sobre temas considerados menos “nobres” como a tecnologia e a música. Mas como quem não tem nada, não tem nada a perder… Aliás, é pelo facto de não estar agarrado a uma estrutura burocrática, centralizada, vertical e convencional que me posso dar ao luxo de fazer isto.

O receio de arriscar e de virar as normas do avesso não faz definitivamente parte dos hábitos dos portugueses – basta olhar para o número de startups e de ONGs com actividades ligadas às tecnologias de informação e em particular à Web em Portugal. Foi-nos ensinado nas escolas que nos devemos submeter e fazer tudo por arranjar um emprego estável para toda a vida. Acontece que essa estabilidade desapareceu e já não volta mais. Mas isso significa que não existem mais razões para nos submetermos a uma relação desigual com uma entidade com fins lucrativos. Podemos e devemos colaborar apenas com quem respeita o nosso trabalho, nomeadamente, pagando por ele o preço que considerarmos justo e adequado ao nosso valor. É este o exemplo e o desafio que eu gostaria de deixar a todos os demais. Mas para isso não precisamos dos direitos de autor tal como eles se encontram definidos actualmente. Pelo contrário. Basta olhar para as notícias e artigos que se encontram em inúmeras publicações “jornalísticas” profissionais offline e online portuguesas cuja autoria é atribuída a uma empresa e não a um autor em concreto. A que rosto e a que nome atribuir a responsabilidade pela incompetência ou pela excelência do texto que acabámos de ler? De todos e de ninguém. O mesmo já não acontece na blogosfera onde os autores mais reputados dão a cara por cada linha que escrevem.

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1 Mr. Steed 4 de Janeiro de 2009 às 12:31

Miguel. Desejo-te boa sorte. Mas olha que em Portugal não há o hábito de compensar o mérito. Normalmente, consegues chegar a algum lado porque conheces as pessoas certas ou porque beijaste os rabiosques certos ou porque tens a cor certa, até mesmo a religião certa. Raramente porque sabes de alguma área ou porque tens ideias novas. Dito isto, renovo os desejos de boa sorte.

2 Miguel Caetano 4 de Janeiro de 2009 às 12:42

@Mr. Steed: É, eu desconfio disto. Mas ao menos se a coisa correr mal, posso dizer que tentei e que não me acobardei. Espero com isto contribuir para que mais pessoas se sintam tentadas a fazer o mesmo e para que as coisas acabem por mudar a longo prazo, mesmo que já não seja durante a minha vida ;-)

3 Filipe Marques 4 de Janeiro de 2009 às 17:05

Miguel, acho que este é um passo natural e que a única (mas relativamente grande) hipótese de não correr bem é esbarrar na incompetência e falta de visão de muitos dos profissionais da área. Espero sinceramente que não aconteça. Força.

4 José Raposo 4 de Janeiro de 2009 às 18:23

Boa Sorte nesta nova aventura Miguel

5 pedro 4 de Janeiro de 2009 às 18:56

Este blog acabou de perder um leitor. O que é isso das ustentabilidade económica deste blog? Isto é suposto dar lucro? Pensei que fosse pelo prazer de infromar e comunicar, por gosto. Se é para dar lucro então para quê tanto alarido em volta do actual estado do copyright?

A ideia de que “os criadores devem ser recompensados” é que está a emptar tudo e é de resto a razão de existir deste e doutros blogs. Se o criador não tem formas de se financiar isso não é problema de mais ninguem. Ou estamos a partir do principio que quem aprecia uma arte deve alguma coisa material ao seu criador? Não é esse o meu conceito de arte. E digo-vos já o problema deste modelo que é um passo completamente atrás no caminho natural da propriedade intelectual:
O remisxtures que tanto se bate pela liberdade de acesso à informação vai ele próprio ver-se a braços com casos em que terá que reivindicar o pagamento perante o uso dos seus conteúdos. Ou seja… não fosse o remixtures o próprio remistures e seria ele alvo de duras críticas no remixtures.

Não te desejo boa sorte porque estás a ir no caminho errado.

Bem haja.

6 Carlos d'Andréa 4 de Janeiro de 2009 às 19:55

A proposta é interessante e bem amarrada, Miguel. Uma ressalva: será que uma empresa paga por um artigo quer vê-lo em seguinda publicado em CC? Tenho impressão que (infelizmente) não. Boa sorte e, quando possível, divulgue se houve aceitação ou não do modelo. Carlos

7 António Dias 4 de Janeiro de 2009 às 20:23

Boa sorte Miguel! RT @remixtures Freemium, o modelo de negócio do Remixtures http://tinyurl.com/8ajryf

8 Miguel Caetano 4 de Janeiro de 2009 às 21:00

“O que é isso das ustentabilidade económica deste blog? Isto é suposto dar lucro? Pensei que fosse pelo prazer de infromar e comunicar, por gosto. Se é para dar lucro então para quê tanto alarido em volta do actual estado do copyright?”

@pedro: acho que está a ver as coisas pelo lado errado. Desde o início que um dos objectivos principais deste blog foi provar que não era preciso o copyright e o direito de autor para nada para músicos e autores em geral serem recompensados. Foi por isso que dei especial importância a fenómenos como o Tecnobrega no Brasil, o Sellaband, as experiências dos Radiohead e dos Nine Inch Nails. Precisamente porque são casos de sucesso que demonstram que os músicos podem viver sem o recurso ao esquema tradicional da indústria discográfica e por vezes até mesmo sem a muleta dos direitos de autor.

“O remisxtures que tanto se bate pela liberdade de acesso à informação vai ele próprio ver-se a braços com casos em que terá que reivindicar o pagamento perante o uso dos seus conteúdos.”

Desculpe-me mas mais uma vez parece não ter entendido o que eu escrevi. Ninguém vai cobrar nada a ninguém. Toda a gente vai poder continuar a ler todos os artigos publicados no Remixtures sem pagar absolutamente nada. Muito simplesmente, o que se passa é que se alguém pretender um artigo meu a comentar um determinado assunto terá que pagar uma quantia que eu achar apropriada. Isso irá permitir-me continuar a alimentar-me, a vestir-me e a poder dispor de recursos suficientes para se for caso disso renovar o meu equipamento informático. Com a vantagem de que posteriormente todos os leitores poderão ter acesso gratuito a esse mesmo artigo nas páginas do Remixtures.

9 Miguel Caetano 4 de Janeiro de 2009 às 21:08

@Carlos D’Andréa: bem, não custa tentar ;-) De qualquer modo, pelo menos poderia permitir a republicação passadas uma a duas semanas aqui no Remixtures…

10 Ludwig 4 de Janeiro de 2009 às 22:17

Miguel,

Espero que tenhas muito sucesso com isto, que penso ser o modelo certo e justo. Só sugeria que alterasses «Conteúdos online de qualidade merecem ser pagos» para «A criação de conteúdos online de qualidade merece ser paga» porque, como o teu texto explica, o que se deve pagar é o trabalho de criar o conteúdo e não o conteúdo em si (que pode ser confundido com o pagamento pelo acesso…)

Mas isto é só eu a deixar-me levar pela minha natureza implicativa :)

Boa sorte

11 Ludwig 4 de Janeiro de 2009 às 22:19

Já agora, uma sugestão: tens maneira de abrir um fórum para que um grupo de pessoas possa fazer uma “vaquinha” para te encomendar artigos? Penso que dessa forma consegues ter mais encomendas, porque se 10 pessoas estiverem interessadas num tema por 15€ cada uma já te podiam pagar pelo post.

12 Miguel Caetano 4 de Janeiro de 2009 às 22:45

@Ludwig: obrigado pela força e já fiz a alteração que tu sugeriste. Quanto ao fórum, é uma excelente ideia mas preciso antes de encontrar um novo tema para o blog que este já está cheio de buracos :-(

13 Mind Booster Noori 5 de Janeiro de 2009 às 1:53

Estou céptico, mas desejo-te, sinceramente, boa sorte.

Continuo a achar mais praticável o “formato de luxo” da tua arte, o “vender outros produtos como merchandising, t-shirts, bonés, canecas, edições especiais e exclusivas dos seus discos mas, sobretudo, com vista a atrair mais pessoas aos seus concertos”. No caso de um especialista de uma matéria, como o teu, suponho que o que podes fazer proactivamente (não ficando à espera por encomendas de artigos ou estudos, portanto) é algo como, como te já disse, escrever um livro sobre o assunto. Tenho a certeza que, tal como eu, tens mais leitores que comprariam várias cópias, para ter e oferecer.

14 Ludwig 5 de Janeiro de 2009 às 10:34

MindBooster Noori,

Penso que o maior mérito deste modelo que o Miguel propõe é combater essa mentalidade de pagar por cada cópia do trabalho já feito e substitui-la pela ideia que devemos pagar o trabalho em si, o serviço de produzir a obra. E isso faz-se para que a obra seja criada, não depois como recompensa. É a diferença entre um serviço profissional de lavagem de carros, que tem uma tabela de preços e ao qual recorre quem está disposto a pagar para que o serviço seja feito, e o tipo que limpa os vidros no semáforo sem ninguém lhe encomendar o trabalho e depois espera que lhe dêem umas moedinhas.

Escrever um livro sob encomenda é profissionalismo. Escrever um livro de graça e esperar que depois lhe comprem as cópias é pedinchice, e só temos esse modelo porque a lei dá o poder todo ao distribuidor…

15 Miguel Caetano 5 de Janeiro de 2009 às 11:15

@Mind Booster Noori: Nesse aspecto, tenho que concordar com o Ludwig. Acho que faz mais sentido apostar nas encomendas de items. Escrever um livro composto de um conjunto coerente e sem se limitar a uma mera colagem dos artigos que eu publiquei aqui, sem a ajuda de um editor, dá muito trabalho, trabalho esse que não sei se valeria a pena. Eu acredito no profissionalismo e na mais-valia do papel dos editores, desde que eles não restrinjam a liberdade dos autores. A verdade é que sem a garantia de que eu depois conseguiria vender esse livro provavelmente não me iria esforçar tanto para chegar a um resultado que correspondesse aos meus critérios de exigência pessoal, com a agravante de que a qualidade e regularidade de actualização do Remixtures também acabariam muito provavelmente por serem seriamente prejudicadas

16 Alberto 5 de Janeiro de 2009 às 12:01

tal como o Pedro disse, eu sou outro leitor que se perde. a informação existe sob muitas formas no mundo virtual, pagar pela liberdade da informação seria um erro estúpido.
No fim de contas caro escritor do Remixtures, paga a cada fonte de informação o conhecimento que depois debita no Remixtures? duvido. e se me disser que sim, então o seu modelo de negócio futuro, pederia chamar-se de: ” revenda de informação!”.

fica a sugestão

17 Miguel Caetano 5 de Janeiro de 2009 às 12:12

“No fim de contas caro escritor do Remixtures, paga a cada fonte de informação o conhecimento que depois debita no Remixtures? duvido. e se me disser que sim, então o seu modelo de negócio futuro, pederia chamar-se de: ” revenda de informação!”.”

Caro Alberto: essa sua afirmação é um bocado estranha, uma vez que os artigos para outrem serão encomendas personalizáveis sobre temas indicados por quem os pretende. Como tal, serão originais e expressamente concebidos para essas entidades. Em contrapartida, o Remixtures continuará a ser o que sempre foi: um espaço aberto e livre onde eu posso escrever sobre tudo o que quiser. Quem não compreende isso, está a ser um pouco ingénuo ou então a revelar alguma má fé.

18 Amigo 5 de Janeiro de 2009 às 18:16

Espera aí… os músicos tem de *dar* a música e vender bonés e canecas para sobreviver. Os “jornalistas”/produtores de conteúdos têm de cobrar os textos que escrevem ? Poquê ? Não têm jeito para fazer bonés e canecas ?

19 Miguel Caetano 5 de Janeiro de 2009 às 18:37

@Amigo: cada qual escolhe a opção que considera que se adequa melhor ao seu sector. Eu não estou a impor nada a ninguém, nem aos músicos Apenas optei por aquilo que acho ser mais vantajoso para mim, para os leitores do Remixtures e para terceiros, tendo em conta alguns contactos anteriores. Os jornais, revistas e sites informativos têm dimensão suficiente para retirar mais valias do meio online através da publicidade que um escritor individual não possui. Em contrapartida, apesar da sua dimensão eles não possuem o know-how especializado para conceder um tratamento adequado a certos assuntos. Para além disso, os artigos são apenas uma das soluções propostas, entre as conferências e as sessões de consultoria. Os músicos também têm várias opções à escolha, entre concertos, licenciamento para publicidade, cinema, jogos e televisão, etc. A imaginação é o limite. O que acontece é que tenho noção que o mercado português é bastante diminuto e imaturo no sentido de corresponder a um nível de procura que eu considero desejável.

20 Julio 5 de Janeiro de 2009 às 18:55

Se este texto for lido pelas pessoas certas da internet brasileira, garanto que você vai passar boas temporadas no lado de cá do Atlântico.

21 Hugo 6 de Janeiro de 2009 às 0:06

não faltam projectos alternativos a este remixtures. e tá dito.

22 Miguel Caetano 6 de Janeiro de 2009 às 0:45

Caro Hugo: importa-se de explicitar a mim e aos restantes leitores quais são os outros projectos alternativos?

23 Mind Booster Noori 6 de Janeiro de 2009 às 1:52

Sim Hugo, diga-nos por favor. Gostava de conhecê-los, certamente tornar-me-ia leitor assíduo…

24 Hugo 6 de Janeiro de 2009 às 12:36
25 Hugo 6 de Janeiro de 2009 às 12:37

parece que o autor n deixou postar os links.

26 Hugo 6 de Janeiro de 2009 às 12:41

cá vão 2 blogs >

tugatronica.com
biovolts.com
( a ver se os links assim já não sofrem censura)
só pra abrir o apetite.

27 Miguel Caetano 6 de Janeiro de 2009 às 12:42

Caro Hugo: Qual autor? Aqui não há censura nenhuma, absolutamente nenhuma, ouviu? Não admito sequer que coloque essa possibilidade. Agora, se forem comentários enviados automaticamente me massa por bots, isso é spam e merece ser removido!

28 Hugo 6 de Janeiro de 2009 às 12:47

Não se sinta pressionado pela qualidade dos outros dois blogs Portugueses. Especialmente o tugatronica e o biovolts.

29 Miguel Caetano 6 de Janeiro de 2009 às 13:00

Caro Hugo: obrigado pelo seu feedback. Lamentavelmente, o seu primeiro comentário ficou detido nas “malhas” do spam do Akismet. Quanto aos primeiros quatro blogs, tratam-se todos de blogs brasileiros – sendo que um dos quais já não é actualizado desde Novembro de 2008. Por se inserirem no mercado brasileiro, têm logo à partida acesso a um leque de anunciantes muito mais vasto do que o português.

Em segundo lugar, todos esses blogs que referiu, inclusivamente o Biovolts e o Tugatrónica, são 90 por cento dedicados ao hardware, não dando qualquer atenção ao tema do P2P, música online, redes sociais e cultura livre. Não é meu propósito concorrer com eles porque não estou no campeonato da quantidade mas sim da qualidade num nicho bastante específico. Prefiro ser bom na minha área do que me limitar a copiar e a colar todas as notícias sobre gadgets, hardware e cangalhada – com algumas mulheres à mistura – que me aparecerem à mão. Nesse sentido, não os encaro como projectos alternativos.

30 Hugo 6 de Janeiro de 2009 às 13:11

“e cangalhada – com algumas mulheres à mistura – que me aparecerem à mão. ” lamento que pense assim. mulheres fazem-lhe confusão lol.

Tugatronica e biovolts são espaços com cartas já dadas na blogosfera Portuguesa, ao nível das tecnologias.
O remixtures que eu me lembre, concorreu para melhor blog musical há uns anos, irónico.

31 Paulo 6 de Janeiro de 2009 às 13:18

desculpem lá, mas o revolução digital é bem português. obrigado por estes links alternativos, especialmente os tugas. abraço

32 Miguel Caetano 6 de Janeiro de 2009 às 13:19

@Hugo: se prefere acreditar nisso, tanto me faz. Mas para abono da verdade, o Remixtures ficou em segundo lugar na categoria de Melhor Blog de Música do ano de 2007 – apenas atrás do blog de um músico… -. uma categoria totalmente diferente da de Tecnologia & Gadgets na qual aí sim o Tugatrónica e o Biovolts ficaram respectivamente na 1ª e na 2ª posição. O seu a seu dono. Música não é Tecnologia.

33 Miguel Caetano 6 de Janeiro de 2009 às 13:22

@Paulo: obrigado pelos esclarecimentos. Sinceramente, não sabia. Nunca tinha ouvido falar no Revolução Digital. Talvez seja por facto de apenas ter pouco mais do que 360 subscritores do feed ;-)

34 Nastase 6 de Janeiro de 2009 às 14:11

Olá a todos. Gostaria apenas de esclarecer uma coisa: o http://www.revolucaodigital.net não é um blog brasileiro. O blog é escrito por mim e eu posso garantir que sou português de gema, nascido nas Caldas da Rainha e residente na zona Oeste.

Esforço-me há quase 3 anos por manter a Revolução Digital e sobretudo a ascensão que tem tido em termos de visitas.

Finalmente, ao Hugo que aqui referiu a Revolução Digital, obrigado pela preferência. Ao Remixtures, os melhores votos de sucesso para 2009 ;)

35 ZeMaria 6 de Janeiro de 2009 às 14:16

Vale mesmo a pena uma visita todos os dias ao http://www.revolucaodigital.net ! Sou visitante assiduo deste blog tuga e acreditem que todos os dias fico a conhecer algo de interessante. :P

36 Luis Antunes 6 de Janeiro de 2009 às 15:55

“@Amigo: cada qual escolhe a opção que considera que se adequa melhor ao seu sector.” Lá está eles escolheram que se devem fazer pagar pela música que fazem, tu é que queres impor que eles se limtem a sobreviver à custa de bonés e canecas. Mas olha, acho que tomaste a opção certa. É que a avaliar pela imagem do post realmente mais rapidamente pagava por um texto teu do que por uma caneca com a tua cara…apre!

37 Miguel Caetano 6 de Janeiro de 2009 às 17:11

@Luis Antunes. não seja antipático e mal encarado. Não foi isso que eu disse. Está a distorcer as minhas palavras. Existem dados que comprovam que quem oferece MP3s de borla acaba por fazer aumentar as vendas legais no iTunes:

“Free music built the base.  Fan rabidity blew the act up.

You can buy the tracks on iTunes.  They’ve sold 420,000 so far.  When they experimented last summer, and took the free tracks down from Corey’s site, iTunes sales went DOWN!  So, they put the free tracks back up.  Actually, people e-mail Marty every day, asking for a track.  AND HE JUST E-MAILS THE SONG BACK!”

Volto a repetir: eu não estou a impor nada a ninguém. É assim que o mercado funciona. Os downloads grátis servem como forma de promoção para chamar pessoas para os concertos, para vender mais CDs, discos em vinil, DVDs e edições especiais como boxsets com valor acrescentado, para obter patrocinadores interessados ou para arranjar acordos de licenciamento para inclusão em filmes, videojogos ou programas televisivos.

38 lesretours 6 de Janeiro de 2009 às 17:18

Eu acho fantástica a ideia de usar um serviço gratuito como o skype e cobrar por cima dele. Acho fantástico vender uma licença CC. Acho fantástica a ideia de usar o google e traduzir, por vezes mal, os conteúdos que me parecem interessantes e depois cobrar pelos mesmos. Acho fantástico este post. A sério. Estamos no início do ano e já tenho um favorito para o prémio “Deixa lá ver como é que eu tiro uns cobres a estes imbecis”. Obrigado pelas gargalhas.

39 lesretours 6 de Janeiro de 2009 às 17:23

Acima deve ler-se gargalhadas. É que de tanto rir escaparam-se-me os dedos do teclado. O conceito de um blog que fala sobre a cultura free … que é pago… Fantástico! Eu sei que deve custar um dinheirão colocar um sistema de rating num blog baseado no WordPress [gratuito] mas se este blog tivesse um eu dava a este post 5 estrelas. Ou mais!

40 Miguel Caetano 6 de Janeiro de 2009 às 17:45

“Eu acho fantástica a ideia de usar um serviço gratuito como o skype e cobrar por cima dele. Acho fantástico vender uma licença CC. Acho fantástica a ideia de usar o google e traduzir, por vezes mal, os conteúdos que me parecem interessantes e depois cobrar pelos mesmos. Acho fantástico este post. A sério. Estamos no início do ano e já tenho um favorito para o prémio “Deixa lá ver como é que eu tiro uns cobres a estes imbecis”. Obrigado pelas gargalhas. “

Caro lesretours:

Não seja imbecil e patego. Se acha que consegue melhor, dê a cara e avance. Porque senão mais vale estar calado. Com certeza que terá um lugar de destaque na secção de Linkania do Remixtures. Se acha que faz assim tão pouco sentido vender conteúdos segundo licenças Creative Commons, então fique a saber que o disco mais vendido no ano passado na loja da Amazon foi o Ghosts I-IV dos Nine Inch Nails que foi livremente disponibilizado segundo uma licença Creative Commons. Em 11º lugar apareceu o In Rainbows dos Radiohead.

Sobretudo não fale de coisas que não sabe. Se existem erros de tradução então o que devia fazer era apontá-los e não acusar quem faz as coisas sem receber directamente nada em troca.

Mais ainda, não seja ignorante: A cultura livre não tem a ver com o ser ou não grátis mas com a liberdade de se poder fazer o que se quiser com as músicas, filmes e textos. Vá aprender um pouco da história do software livre e depois venha conversar comigo mas sem se esconder por detrás do anonimato, porque isso apenas revela cobardia.

41 Miguel Caetano 6 de Janeiro de 2009 às 18:05

Escrever um artigo exaustivo, pormenorizado e completo sobre o Google e a neutralidade da rede dá trabalho. Escrever sobre o novo esquema de classificação dos sites que o Ministro da Cultura britânico está a conceber para a Internet dá trabalho. De cada um de acordo com as suas capacidades. Eu não estou pedir dinheiro aos meus leitores nem a ninguém. Mas se são um jornal ou uma revista e querem que eu escreva sobre um tema específico e complicado gostava que me pagassem – isso já aconteceu algumas vezes e eu não fui pago…

42 lesretours 6 de Janeiro de 2009 às 19:05

Caro Miguel Caetano,
Se não lhe pagaram é por certo culpa sua que não sabe fazer valer os seus direitos enquanto autor. Se apenas tivesse acontecido uma vez seria por certo por ignorância ou ingenuidade mas “algumas vezes” já revela uma certa insensatez. Ou seja, não se queixe de uma situação em que o único culpado é você mesmo.

Acho interessante reconhecer que na realidade o que faz é traduzir conteúdos que se encontram disponíveis gratuitamente na Internet. Agradeço a transparência e honestidade. O que não entendo é como acha legítimo, depois, cobrar por isso!

Se não está a pedir dinheiro aos seus leitores e se o preçário se dirige aos media deixo-lhe uma sugestão, gratuita: compile uma mailing list e ofereça via e-mail os seus serviços. Simples, eficaz e com um possível retorno.

O que parece que o Miguel Caetano não compreende é que a vida dá trabalho!
Os modelos de negócio baseados numa cultura gratuita estão a florescer por todo o mundo e a criar novos paradigmas económicos.
Mas passam pela partilha e pelo nível de qualidade.
Eu por mim continuo a preferir ler a Wired, seguir uns quantos twitters do que ler os conteúdos aqui “produzidos”. Porque sinceramente, ainda não vi um único post aqui que seja original.

43 Miguel Caetano 6 de Janeiro de 2009 às 19:27

@lesretours: o senhor já começa a passar das marcas e a minha paciência está-se a esgotar. Pouco me importa se acha que os conteúdos são copiados ou não, uma vez que quem o diz não tem sequer a coragem de dar o nome verdadeiro, quanto mais de criar um blog que faça juz aos seus critérios de originalidade – mas isso já seria pedir muito, não? Por esta altura do campeonato creio que o senhor já deve ter percebido que o blogging baseia-se na agregação e recolha de links de vários lados. A sua adorada Wired também faz isso, sabia? Só que a Wired tem um batalhão de jornalistas e mesmo assim muitas vezes limita-se a repassar comunicados. Eu nunca fiz isso nem nunca me limitei ao copy&paste e à tradução literal de artigos. E mais: este blog tem orgulho de não referenciar os mesmos temas popularuchos que todos os outros blogs de tecnologia costumam abordar. Pela última vez: eu não estou a obrigar ninguém a pagar por nada. Mas se quiserem a minha colaboração será nestes termos e não noutros.

Os leitores do Remixtures têm consciência da real qualidade ou não do que é aqui publicado. É a eles – no seu todo – que eu lhe devo satisfações e não a um mísero cobarde. O plano que eu apresentei aqui é utilizado por muitos bloggers em vários cantos do mundo: EUA, Espanha, França, Reino Unido e até mesmo Brasil. Os conteúdos do Remixtures vão continuar a ser totalmente grátis tanto para o cobardolas “lesretours” como para os restantes 800 e tal leitores do feed.

44 lesretours 6 de Janeiro de 2009 às 21:18

@ Miguel Caetano: mas que irritado e ofensivo. Só lhe fica bem mostrar as suas verdadeiras cores. Já agora quando e onde se podem comprar as canecas?
E se não gosta de ser confrontado torne o blog privado. Não custa nada, o WordPress dá-lhe essa possibilidade, sabia?
E já agora, com títulos como “Vendas de Nokia Comes With Music longe de famosas” não me admira que não seja pago.
Mais uma vez deixo-lhe uma sugestão gratuita:
“Vendas do “Nokia Comes With Music” abaixo das expectativas”.
Já são dois conselhos gratuitos em troca das suas ofensas.
Outra coisa, não sei de que campeonato fala… Dizer que a Wired se limita a “repassar” [penso que quer dizer transcrever] é prova da sua arrogância e mesquinhez de quem se arvora em dono da verdade em cima de um palanque de nada.
Talvez se devesse limitar à tradução de artigos de interesse sem tentar dar o seu cunho pessoal aos mesmos [sem a autorização dos legítimos autores e editores, assumo]. A qualidade seria, sem dúvida, bastante melhor.

45 lesretours 6 de Janeiro de 2009 às 21:30

E já agora, que marcas?

46 Miguel Caetano 6 de Janeiro de 2009 às 21:32

@lesrestours: obrigado pelas suas sugestões. A sério. Vê como eu consegui civilizá-lo? Estive hesitante entre escolher esse título para a peça sobre a Nokia mas o original em inglês não era bem isso: “Okay, but not Earth-shattering.” Toda a gente tem dúvidas, toda a gente hesita. É para isso é que existem os editores. E é por isso é que existem as caixas de comentários. Não para insultar, caluniar e deturpar os outros como você fez e continua em parte a fazer. Mas pode ter a certeza que eu daria muito mais credibilidade à sua opinião se esta não fosse a primeira vez que o senhor lesretours se deu ao trabalho de comentar e se eu o conhecesse previamente de outro local na Web. De facto, a única pista que encontrei do senhor na Web foi este blog vazio e deixado ao abandono. Talvez por falta de tempo, não? Se é para dizer mal só para dizer mal, então porquê ler? Ninguem o obriga a ler. Nem sequer a pagar. Toda a discussão que o senhor suscitou foi pura e simplesmente despropositada e offtopic. D

47 Miguel Caetano 6 de Janeiro de 2009 às 21:38

Já agora: caro lesretours, então afinal também tem por hábito traduzir artigos e não dizia nada a ninguém?

48 lesretours 6 de Janeiro de 2009 às 21:46

Offtopic? Não terei com certeza de lhe traduzir a expressão para português para entender que não podia estar mais longe da verdade, certo?
O meu blog é pessoal, editado quando bem entendo e quando bem me apetece. Servia como depositório de algumas ideias… mas desde há algum tempo tenho o twitter, mais eficaz na minha opinião.
E é verdade, traduzi o texto do castelhano para o Português, Inglês e Alemão em estrita colaboração com autor. Consegue ver a diferença? Partilha de conhecimento e de competências vs. usar o trabalho dos outros para proveito próprio? É isso que nos distingue.

49 lesretours 6 de Janeiro de 2009 às 22:10

Ah, mais uma coisa. O Miguel Caetano não me civilizou. Essa característica da minha personalidade há muito que se encontra enraizada na minha maneira de ser.
Não é, por certo, culpa minha que o Miguel não esteja habituado a ser criticado frontalmente. Mas deveria habituar-se. Faz parte do crescimento, sabia?
Eu não disse “mal” [conceito algo subjectivo] apenas por dizer.
O que eu critico é a apresentação de um modelo de negócio [que até pode ser aplicado em Marte com bastante sucesso] para um blog que tem esta temática.
Repito se o “plano” [duvido sinceramente que tenha um, tendo-se limitado provavelmente a copiar algo que encontrou por aí], se o “plano” é manter o acesso gratuito apenas cobrando aos media que estejam eventualmente interessados então a estratégia de comunicação deveria ser obrigatoriamente diferente.

E mais: refere no seu post que todos os que produzem conteúdos “estão no mesmo barco”. Nada poderia estar mais longe da verdade.
Os modelos de negócio que podem ser aplicados à música não podem ser aplicados, por exemplo, à literatura. E porque não? Porque dificilmente um autor de um livro andará a fazer tours pelo país para ler o seu livro.
A mim, o que me parece, é que lhe passa completamente ao lado o que realmente está a acontecer, a real mudança de paradigmas que está a acontecer em relação aos conteúdos gratuitos: ninguém, absolutamente ninguém, tem uma solução, um modelo que só pode dar certo! E também não interessa! E porquê? Porque a beleza de tudo isto é que os custos para tentar novos modelos de distribuição, marketing, comunicação e/ou implementação [se necessário] são próximos do zero. Sim, zero!

50 Hugo 6 de Janeiro de 2009 às 22:28

Caro Miguel Caetano vejo que continua no meio de polémicas, não será mesmo essa caracteristica que o caracteriza como individuo?
Passando a coisas mais importantes …
Em muitos artigos nem tem a decência em identificar a fonte! Linkania deriva de tirania? engraçada as palavras que decidiu formular. tem jeito sim senhora. venha de lá essa salva de palmas.

“este blog tem orgulho de não referenciar os mesmos temas popularuchos que todos os outros blogs de tecnologia costumam abordar”
grave. acusações graves. Miguel Caetano perdeu a cabeça e arrasa com a blogosfera tecnologica. ah afinal não, ninguém o conhece.
Gostava de imaginar o porquê dessa declaração…. calma calma, já sei a resposta: ” a Wired tem um batalhão de jornalistas ” mas o Miguel não os tem e por isso só pode abordar um ou outro tema que pesque aqui e ali.

Miguel Caetano ainda nos desafia para fazermos um blog. Ora bem juntando 2 de nós já somos mais que o Miguel Caetano, concerteza conseguimos abordar mais temas e artigos, traduzir, cultivar-nos etc…. até que pode ser interessante levarmos este projecto para a frente.

Que dizem pessoal? avançamos com um projecto paralelo?

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