No final do ano passado a RIAA anunciou que iria abandonar os processos em massa contra os partilhadores em favor de uma solução do tipo resposta gradual à francesa. Este sistema passaria pelo estabelecimento de acordos privados com os fornecedores de acesso à Internet no sentido destes notificarem ou mesmo suspenderem a ligação de banda larga dos seus clientes apanhados a descarregarem músicas protegidas por direitos de autor.
Na altura, a Associação da Indústria Discográfica Norte-americana recusou-se a divulgar nomes de operadoras que tivessem dado o sim ao plano e não demorou muito tempo para que se descobrisse que nenhum dos maiores ISPs dos EUA tinha ainda assumido a sua participação no plano.
A Verizon chegou mesmo a declarar que uma solução desse tipo estava fora dos seus planos. Os restantes ISPs recusaram-se a comentar, muito provavelmente com receio de que os seus clientes debandassem em massa para outro concorrente menos disposto a ceder às pressões da Indústria discográfica. Mas o que é facto é que tanto a Comcast como a AT&T já tinham anteriormente se mostrado demasiado solícitas em relação a outras propostas da RIAA.
Esta semana, fontes próximas de ambas as companhias garantiram à CNET que tanto a AT&T como a Comcast concordaram em participar na resposta gradual. Contudo, até agora nenhum dos seis ISPs contactados pela entidade que representa as maiores editoras discográficas do mundo assinou qualquer acordo. Isto muito porque todos eles receiam gerar a ira dos seus clientes.
Os norte-americanos que vivem em àreas onde as únicas opções de banda larga disponíveis são a oferta de ADSL da AT&T e de cabo da Comcast não têm, contudo, muito que recear. Isto porque tudo indica que a acção não irá implicar o corte ou mesmo a suspensão do acesso dos partilhadores. A avaliar pelo que um porta-voz da AT&T referiu, parece que a empresa se limitará a enviar notificações de carácter pedagógico bem ao jeito totalmente inofensivo do que os ISPs britânicos têm vindo a fazer no Reino Unido.
Em concreto, só deveremos saber os nomes dos ISPs participantes quando a RIAA revelar publicamente a lista no próximo mês. Em todo o caso, se houver mesmo lugar a suspensões os ISPs poderão ver-se em muito maus lençóis se desligarem alguém que foi acusado inocentemente. Os consumidores norte-americanos não brincam em serviço e se forem prejudicados não pensam duas vezes em instaurar um processo.
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