Audiolife – para as bandas que querem criar a sua própria loja online

by Miguel Caetano on 29 de Janeiro de 2009

Os artistas independentes que querem tirar mais partido da Web têm agora mais uma plataforma de comércio electrónico do tipo one-stop-shop no campo da música. O serviço da Audiolife permite que bandas e músicos possam criar, vender e gerir CDs físicos, downloads de MP3s, merchandising e até mesmo ringtones em vários sites, blogs e redes sociais – tudo a partir de uma loja virtual acessível a partir de um widget.

A companhia encarrega-se de imprimir os CDs ou camisolas e de enviar os artigos directamente para a casa dos fãs. Todas as transacções ficam também por sua conta.

O único grande senão é que de momento apenas os residentes nos Estados Unidos podem vender produtos através da Audiolife mas Brandon Hance, fundador e director executivo da empresa, prometeu que dentro de duas semanas os músicos e grupos internacionais poderão também recorrer aos seus serviços.

O modelo de funcionamento da Audiolife é semelhante ao da CD Baby ou da Snocap – que entretanto acabou sendo comprada pelo Imeem. Aliás, Ian Rogers da companhia de marketing musical online TopSpin não vê grande diferença em relação à Nimbit. Creio contudo que o que distingue a Audiolife das suas inúmeras concorrentes é que ela não cobra nenhum montante inicial por qualquer dos seus produtos. Isto porque todas as encomendas são tratadas em modo on-demand, pelo que deixa de haver artigos em stock.

A banda ou o artista só paga quando alguém comprar um artigo. No caso de um CD físico, o montante cobrado pela Audiolife é de 5,49 dólares. No caso de um álbum em formato digital o preço é de três dólares. Nas faixas individuais, o preço cobrado é de 30 cêntimos. Quanto aos ringtones, pelo menos 50 cêntimos pertencem ao autor. O tarifário de artigos de merchandising pode ser consultado aqui.


Os preços praticados podem parecer um bocado puxados mas ao menos o artista tem a liberdade de estipular o preço que o fã terá que pagar, pelo que todo o dinheiro que vá para além desses montantes irá para o seu bolso. Alguns exemplos de lojas virtuais de artistas criadas através do Audible podem ser acedidos aqui. Aconselho também a leitura desta entrevista de Brandon Hance ao Indie Music Tech.

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{ 5 comments… read them below or add one }

1 andrezero 29 de Janeiro de 2009 às 21:15

boa… continuam a roubar-me espaço… é o que dá ter ideias e passado dois anos ainda não as ter implementado.

gostei do facelift… keep up the good work

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2 Miguel Caetano 29 de Janeiro de 2009 às 21:23

Be quick or be dead ;-)

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3 joel 30 de Janeiro de 2009 às 8:29

A qmusika também faz isto. Infelizmente, o autor parece esquecer-se da existência da loja.

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4 Miguel Caetano 30 de Janeiro de 2009 às 9:46

Caro Joel, não diga disparates. Se quer fazer publicidade à sua empresa no Remixtures, pague por isso. Até há pouco tempo a sua empresa vendia ficheiros de música em formatro WMA com DRM. Embora eu tenha constatado que as coisas mudaram um pouco desde então, não me consta que ofereça aos artistas a possibilidade de vender camisolas, canecas e toques de telemóveis através de widgets. Ponha-se no seu devido lugar!

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5 Alan 10 de Março de 2009 às 14:10

Underground RULES!

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