
Está finalmente online o portal dirigido a consumidores que a EMI anunciou em Outubro. Só que há uma coisa: todos os utilizadores originários de outros pontos do mundo para além do Reino Unido e dos Estados Unidos que se dirigirem a EMI.com para ouvirem algumas músicas dos Coldplay, The Verve, Hot Chip ou LCD Soundsystem vão “bater com o nariz na porta”.
Para além disso, enquanto que os britânicos poderão ouvir músicas completas via streaming de artistas pertencentes ao catálogo da major mais pequena os norte-americanos apenas poderão escutar excertos de 30 segundos. Diz quem já acedeu que o portal não se diferencia muito da experiência proporcionada por outros serviços de música online como o Imeem, MySpace Music ou Last.fm.
Videoclips, biografias de artistas, playlists e funcionalidades de recomendação fazem parte do ramalhete de todo o site de Música 2.0 que se preze e a EMI, que desde que foi pescar executivos ao Second Life e ao Google quer definitivamente estar na moda, não descurou obviamente esse leque de funcionalidades. De acordo com o que Alex Haar, vice-presidente de projectos especiais digitais da EMI, afirmou no comunicado, a iniciativa pretende funcionar como um laboratório de aprendizagem no sentido de permitir à editora recolher dados de marketing relativos aos hábitos musicais dos fãs.
Segundo a Music Ally, o EMI.com baseia-se na tecnologia da retalhista britânica de música online 7Digital e foi concebido pelo designer Shamsa Rana da Imbad Capital em parceria com a firma de media digitais Perform. Ou seja, embora o objectivo do site não seja comercializar directamente downloads é bem possível que dentro em breve a EMI comece a utilizar a plataforma da 7Digital para esse efeito.
De qualquer modo, não me parece que um site deste tipo apenas contendo a inclusão de música pertencente a uma única editora irá atrair por aí além os fãs. Afinal de contas, ninguém gosta de comprar discos numa loja que apenas vende música de uma só companhia.
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