O tão badalado Qtrax, um serviço de P2P legal e grátis que no início deste ano prometeu oferecer 25 milhões de músicas no seu lançamento mas que acabou por se revelar um enorme fiasco, continua inacessível ao resto do mundo desde a sua abertura em Junho passado para os residentes nos Estados Unidos que mesmo assim apenas podem descarregar títulos do catálogo de duas das quatro grandes editoras discográficas (Universal Music e EMI).
Contudo, a partir de hoje os utilizadores do resto do mundo poderão pelo menos usufruir de parte das músicas disponibilizadas no Qtrax, graças à assinatura de um acordo de licenciamento estabelecido entre a empresa e a Universal Music Group abrangendo a Europa, Ásia Pacífico, América do Sul e África. Este acordo representa na prática a expansão do contrato assinado pela UMG em Março passado para a distribuição do seu catálogo nos Estados Unidos.
Dias antes da assinatura deste acordo, numa sessão de apresentação do serviço durante a feira industrial Popkomm de Berlim o director executivo e presidente da Qtrax Allan Klepfisz deu a indicar que estavam na calha mais acordos de licenciamento para o último trimestre do ano mas recusou-se a avançar com uma data concreta de lançamento do serviço no Reino Unido e na Europa.
O cliente de P2P actual do Qtrax baseia-se no Songbird, um leitor de música baseado na mesma plataforma do Firefox desenvolvida pela Fundação Mozilla. O programa utiliza a rede de Peer-to-Peer Gnutella mas filtra todos os ficheiros não autorizados e que se encontram desprotegidos.
A ideia é que os utilizadores possam partilhar entre si músicas com DRM, sendo o serviço financiado por patrocinadores e publicidade exibida durante as pesquisas e os downloads. No entanto e uma vez que o serviço utiliza a tecnologia de DRM do formato Windows Media Audio da Microsoft até agora ainda não existe qualquer versão da aplicação para Mac.
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