‘Jukebox celestial’ Spotify já abriu… em alguns países do mundo

by Miguel Caetano on 7 de Outubro de 2008

Quem é que consegue ainda aturar com as limitações artificiais impostas pelos direitos de autor quando verificamos que um novo serviço de streaming de música que promete disponibilizar toda a música registada em disco é finalmente lançado ao público mas, que devido a restrições de licenciamento, não se encontra disponível no nosso país?

Em Junho deste ano escrevi aqui sobre o Spotify, uma plataforma de música online que estava a ser desenvolvida pelo empreendedor sueco Daniel Ek. Na altura, o serviço ainda se encontrava em modo beta privado mas hoje o Digital Renaissance e o TechCrunch UK informaram-me de que o serviço foi finalmente aberto ao público.

O Spotify consiste basicamente num leitor de música ao estilo iTunes compatível para Windows e Mac que permite o streaming gratuito de músicas por via do protocolo de P2P BitTorrent com suporte para encriptação de dados. Tudo isto é financiado com publicidade, ao verdadeiro estilo “cloud computing”. Quem não quiser aturar com os anúncios pode comprar uma subscrição mensal no valor de 9,9 euros. A grande vantagem do Spotify é que o serviço é perfeitamente legal e conta com acordos de distribuição com todas as quatro majors (Universal Music, Sony Music, Warner Music e EMI), bem como com distribuidoras e associações de editoras independentes (The Orchard, Merlin e Bonnie Amigo).


No final da semana passada, o TechCrunch tinha já dado conta de que a Spotify tinha conseguido recolher 15,3 milhões de euros em capital de risco das empresas de fundos de investimento Northzone Venture Partners e Creandum, valorizando assim a empresa num montante de 71,6 milhões de euros. 

Como eu já tinha ouvido falar bastante bem deste serviço, assim que soube da sua abertura ao público fui logo visitar o site a fim de poder experimentá-lo. Mas infelizmente, o Spotify ainda não se encontra disponível para os utilizadores portugueses nem os responsáveis adiantam quaisquer datas específicas. A única possibilidade que temos é de aderir à subscrição mensal, o que não deixa de ser irónico: como é que alguém há-de pagar dez euros por mês por algo que não tem qualquer possibilidade de experimentar antecipadamente para saber se vale a pena?

Nota: a imagem que acompanha este artigo estão disponíveis aqui segundo uma licença CC-BY-NC-SA 2.0  e pertence a Mathias Wiberg.

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