De tempos a tempos lá surge uma nova empresa que promete revolucionar a experiência da música digital capaz de derrubar a hegemonia do MP3. O último que eu referi aqui foi o MT9 desenvolvido um grupo de engenheiros sul-coreanos que permite manipular individualmente o volume dos instrumentos contidos numa faixa através de um equalizador de seis canais.
Isto dá bastante jeito para fãs de karaoke e DJs e mashuppers de trazer por casa. Outro formato que promete ser bastante útil a DJs, produtores e fãs de remisturas em geral é o recém-lançado MXP4 (Multiplied Experience Platform in 4D) desenvolvido pela companhia francesa Musinaut.
Esta empresa foi criada por Gilles Babinet, Sylvain Huet e Philippe Ulrich em Junho de 2006 e em Março de 2007 recebeu um financiamento no valor de 6,5 milhões de dólares junto das empresas de capital de risco Sofinnova Partners e Ventech que foram investidos no desenvolvimento desta tecnologia que promete um tipo de música interactiva capaz de substituir o tradicional MP3.
Basicamente, o MXP4 permite integrar no ficheiro para além do tema original, uma série de conteúdos adicionais como skins – isto é, remisturas ou versões alternativas dessa música da responsabilidade do próprio artista ou da comunidade dos fãs -, letras, gráficos, etc. Tudo isto pode ser obtido a partir de um simples download. Deste modo, uma banda pode disponibilizar versões em vários estilos musicais à escolha (Soul, Hip-Hop, Rock, Reggae, Jazz) ou adaptadas a determinados ambientes (manhã, meio-dia, noite). As imagens e o texto podem acompanhar de uma forma sincronizada a música.
Contudo, para criar um ficheiro .mxp4 é preciso descarregar e instalar o MXP4 Creator, um software disponível apenas para Windows e Mac. Segundo o The Register, esta ferramenta custa 279 libras mas ao que parece a Musinaut decidiu oferecer temporariamente o programa de borla através do seu site – contudo, a licença só é válida até a 31 de Dezembro. Para ler um ficheiro MXP4, é também preciso descarregar e instalar o MXP4 Player. O som do ficheiro MXP4 pode ser codificado no formato Ogg Vorbis ou WAV.
No fim de contas, o sucesso do MXP4 depende acima do tudo do grau de adesão das editoras discográficas – será que elas vão permitir a comercialização deste novo formato nas lojas de música online? Quem é que nos diz que elas não irão querer cobrar mais pelas músicas disponibilizadas em MXP4 do que em MP3 ou AAC? – e dos fabricantes de leitores portáteis de música digital ao novo formato – será que estarão dispostos a tornar os seus aparelhos compatíveis com este formato?
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