
No mês passado, a Sony tenha anunciou que tencionava adquirir os 50 por cento da participação do conglomerado multimédia alemão Bertelsmann na joint-venture Sony BMG de modo a adquirir o controlo da totalidade da companhia.O montante da transacção foi de 1,2 mil milhões de dólares (qualquer coisa como 775 milhões de euros).
Contudo, foi necessário aguardar pela aprovação da transacção por parte das autoridades reguladoras tendo em conta as regras comunitárias de anti-concentração económica para que o negócio fosse concretizado.
Ontem, a Comissão Europeia deu finalmente luz verde à compra da metade da Bertelsmann na Sony BMG pela Sony. Segundo Bruxelas, a operação não afecta significativamente a a concorrência na Zona Económica Europeia, uma área que abrange os 27 Estados-membro da União Europeia mais a Islândia, o Liechtenstein e a Noruega.
Para além disso, a CE concluiu ainda que o controlo total da Sony BMG pela Sony não irá gerar uma concentração horizontal nos mercados discográficos, uma vez que a empresa japonesa não possui quaisquer actividades neste sector no continente europeu.
Quem não ficou nada satisfeito com esta aprovação foi o Impala, um grupo industrial que representa uma série de editoras independentes europeias. Em Junho deste ano, a Impala apresentou um recurso contra a aprovação original da fusão entre a Sony Music e a BMG.
Em declarações à Music Week, o co-presidente daquela associação Michel Lambot criticou a Comissão por ter permitido que a maior fabricante de produtos de electrónica de consumo se fundisse com a segunda maior companhia discográfica sem ter sequer se dado ao trabalho de efectuar uma investigação exaustiva a este respeito. Segundo os independentes, esta transacção irá ter graves consequências no que se refere a uma maior concentração do mercado.
O problema é que os dados empíricos relativos ao comportamento do mercado não comprovaram até agora a existência de qualquer influência perniciosa da anterior fusão entre a Sony Music e a Bertelsmann, como nota o Coolfer. No que diz respeito Às vendas de álbuns nos Estados Unidos, enquanto que as indies viram a sua quota de mercado aumentar de 17,58 por cento em Julho 2004 – por altura da fusão – para 20,55 por cento em Outubro de 2007 a Sony BMG sofreu uma quebra de 29,78 por cento para 21,76 por cento. São as majors que já não são tão majors ou são as indies que já não são tão indies?
Nota: a imagem que acompanha este artigo está disponível aqui segundo uma licença CC-BY-NC-SA 2.0 e pertence a kirainet.
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