Warner Music é a segunda major a dar o sim à We7 de Peter Gabriel

by Miguel Caetano on 15 de Agosto de 2008

Depois de ter começado a disponibilizar o streaming gratuito de 500 mil músicas da Sony BMG no final de Abril graças a um acordo estabelecido com aquela major em meados de Março, a britânica We7 acaba de conseguir mais uma parceria com outra grande companhia discográfica, neste caso a Warner Music.

Para além de contemplar o streaming de músicas financiado por publicidade – através da reprodução de anúncios com a duração de dez segundos no início dos temas -, o acordo com a Warner abrange ainda a comercialização de downloads de músicas em formato MP3 sem DRM, bem como a venda de produtos digitais de “valor acrescentado” como edições especiais de álbuns contendo faixas adicionais, vídeos e booklets interactivos. No entanto, as faixas da Warner Music só deverão começar a ser introduzidas no serviço de música financiado por publicidade a partir de Outubro.

Mesmo assim e apesar de importantes distribuidoras digitais como IRIS, InGrooves e BFM Digital já terem acedido a disponibilizar o seu catálogo através da We7, ainda ficam a faltar a EMI e a Universal Music. Parece que nem mesmo o apoio de uma superestrela do mundo da música como Peter Gabriel faz com que o processo de negociações de um serviço de música online com as quatro grandes da indústria discográfica se desenrole mais depressa.

Lançada em Abril de 2007, a We7 recebeu no início deste ano com um investimento no montante de seis milhões de dólares (quatro milhões de euros) por parte do próprio Peter Gabriel e dos fundos de investimento Spark Ventures e Ed Ventures. O modelo de funcionamento do serviço da We7 é um tanto ou quanto semelhante ao do SpiralFrog – apenas disponível a partir da América do Norte -, que oferece downloads grátis de música com DRM em troca de obrigar os utilizadores a visualizarem anúncios antes e durante os downloads e a visitarem o site uma vez por mês de modo a renovarem as licenças de reprodução das faixas. Quanto a mim, continuo a preferir o Deezer, a Last.fm ou o Jiwa.fm. Publicidade intrusiva ou downloads com DRM? Não obrigado!

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diga cultura
16 de Agosto de 2008 às 22:05
Serviço de streaming de música online MusicMakesFriends assina com quarta major | Remixtures
20 de Agosto de 2008 às 21:04
We7 agarra catálogo da EMI para o seu serviço de música financiado por anúncios | Remixtures
2 de Setembro de 2008 às 22:55

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1 Mr. Steed 16 de Agosto de 2008 às 17:03

Miguel,
Não acaba por ser um bocadinho incongruente que, por um lado, as editoras tradicionais comecem a alinhar nos novos modelos de negócio e por outro continuem a forçar a aplicação das leis que regulavam o negócio tradicional?

Ou seja, por um lado tentam gerar receitas com novas ideias mas recusam-se a largar as antigas?

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2 Miguel Caetano 16 de Agosto de 2008 às 21:06

Steed, o problema das grandes editoras é que a grande maioria pede a mão e o braço. Elas exigem percentagens enormes das receitas publicitárias e quando os serviços online não acedem às suas exigências, amuam. Veja-se o caso da própria Warner Music que há tempos retirou o seu catálogo da Last.fm.

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